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Lei de Incentivo à Reciclagem: MMA abre prazo para submissão de propostas em 2026

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) anuncia, nesta segunda-feira (19/1), a abertura do prazo para submissão de propostas referentes ao ciclo 2026 do programa da Lei de Incentivo à Reciclagem (LIR). As propostas poderão ser encaminhadas até 30 de julho de 2026.

Acesse o sistema oficial aqui

Confira o passo a passo para submissão aqui

Regulamentada em 2024, a Lei nº 14.260/2021 tem como objetivo fortalecer a cadeia da reciclagem no Brasil, estimular a economia circular e fomentar investimentos de empresas e pessoas físicas em iniciativas que promovam a transformação de resíduos em novos produtos. Os incentivadores podem obter benefícios fiscais, com possibilidade de dedução no imposto de renda.

A LIR permite que empresas e organizações da sociedade civil apresentem projetos voltados à reciclagem e à economia circular. Após a análise de admissibilidade e aprovação pelo MMA, as iniciativas ficam aptas a captar recursos junto a pessoas físicas ou jurídicas interessadas em apoiá-las financeiramente.

De acordo com a Portaria GM/MMA nº 1.250/2024, os projetos podem abranger ações como o fortalecimento da participação de catadores de materiais recicláveis, a estruturação de redes de comercialização e o desenvolvimento de cadeias produtivas no setor. As iniciativas devem contribuir para a redução da geração de resíduos, a ampliação da reutilização de materiais e a promoção de benefícios ambientais, sociais e econômicos.

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Acesse a portaria de regulamentação aqui

A norma estabelece as etapas que devem ser observadas pelos proponentes, desde a apresentação das propostas até a execução e a prestação de contas dos projetos. Também reforça a necessidade de inclusão dos catadores de materiais recicláveis e define critérios para a aplicação adequada dos recursos captados.

Para assegurar a transparência e o acesso à informação, o MMA manterá atualizadas, no site do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR), as informações relacionadas à LIR. Anualmente, também será concedido um certificado de reconhecimento aos incentivadores e beneficiários que se destacarem pela contribuição ao fortalecimento da reciclagem no país.

No primeiro ciclo da iniciativa, realizado em 2025, 952 projetos foram apresentados com propostas distribuídas por 26 unidades da Federação, somando um volume de investimentos pleiteados de R$ 2,2 bilhões. O montante recorde evidencia a ampla adesão do setor privado e da sociedade civil à agenda da economia circular e ao fortalecimento da gestão de resíduos sólidos no Brasil.

Entre as propostas submetidas, destacaram-se boas práticas voltadas ao apoio social, especialmente iniciativas direcionadas à organização e ao fortalecimento de cooperativas de catadoras e catadores de materiais recicláveis.

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Também foi expressiva a presença de projetos inovadores, incluindo ações de pesquisa e desenvolvimento (P&D) conduzidas por empresas para o aprimoramento de tecnologias de reciclagem, investimentos destinados à estruturação de sistemas de reciclagem em municípios, à criação de centros de referência em resíduos, além de iniciativas voltadas à implantação da compostagem e ao desenvolvimento de tecnologias descentralizadas para o reaproveitamento de resíduos.

 Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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