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Produtores de arroz de Santa Catarina pedem medidas urgentes ao governo para evitar colapso do setor

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O setor de arroz de Santa Catarina enfrenta uma das piores crises das últimas décadas, marcada por custos de produção elevados, queda acentuada nos preços e estoques acumulados. O cenário tem gerado preocupação entre produtores e indústrias, que alertam para um possível colapso da cadeia produtiva.

Diante da situação crítica, o Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC) e a Câmara Setorial do Arroz se reuniram com o governador Jorginho Mello para solicitar ações emergenciais de apoio. Durante o encontro, foi entregue um ofício com propostas de enfrentamento e medidas de curto e médio prazo para garantir a sobrevivência do setor.

Documento apresenta diagnóstico e solicita medidas de urgência

O documento, assinado por cooperativas, federações e associações ligadas ao arroz, detalha os desafios enfrentados desde 2024, que se agravaram na safra 2025/2026.

Entre as principais solicitações estão:

  • Ampliação do Crédito Presumido do ICMS sobre o arroz;
  • Linhas de crédito subsidiadas para produtores endividados;
  • Inclusão do arroz catarinense nas compras públicas estaduais;
  • Fomento à pesquisa e inovação via FAPESC;
  • Apoio à compra de sementes pelo Programa Terra Boa;
  • Controle da entrada de arroz importado do Mercosul.
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De acordo com o SindArroz-SC, o preço médio pago ao produtor está em torno de R$ 50,00 por saca, enquanto o custo de produção ultrapassa R$ 75,00. A defasagem provoca prejuízos diretos, ameaça a viabilidade das lavouras e compromete empregos e renda em várias regiões produtoras do Estado.

Governo estadual sinaliza apoio e busca soluções conjuntas

O presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, afirmou que o encontro com o governador teve encaminhamentos positivos.

“O governador encaminhou o ofício à Secretaria da Fazenda e já houve sinalização favorável para o apoio à pesquisa e ao financiamento de sementes”, afirmou Rampinelli.

Segundo ele, o secretário Cleverson Siewert se comprometeu a aprofundar o diálogo com as entidades do setor para construir soluções conjuntas.

“Acreditamos que essa mobilização trará avanços concretos dentro do que está ao alcance do Estado. O governo demonstrou sensibilidade diante da gravidade da crise”, acrescentou o presidente.

Entidades pedem articulação com o Governo Federal

Além do apoio estadual, o documento também solicita articulação direta com o Governo Federal, buscando medidas estruturantes e emergenciais. As entidades defendem que Santa Catarina atue como intermediário junto à União para garantir políticas que escoem a produção e restaurem o equilíbrio financeiro dos produtores.

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Entre as reivindicações nacionais estão:

  • Incentivos à exportação de arroz, reduzindo o excedente no mercado interno;
  • Retomada do subsídio à securitização agrícola, para renegociação de dívidas com juros elevados;
  • Reajuste do preço mínimo do arroz, a fim de assegurar uma base justa de remuneração aos produtores.
Risco de agravamento da crise às vésperas da colheita

O SindArroz-SC e as demais entidades alertam que a falta de respostas do Governo Federal aumenta a insegurança econômica e social no campo, especialmente às vésperas do início da colheita.

As lideranças do setor reiteram a urgência de uma articulação política eficaz para garantir medidas concretas de suporte e evitar um colapso produtivo e social no principal polo orizícola do Estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Número de cervejarias bate recorde no Brasil em 2025 e produção de cerveja sem glúten dispara 417%

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O setor cervejeiro brasileiro encerrou 2025 com resultados históricos e consolidou sua expansão no país. Dados do Anuário da Cerveja 2026, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, mostram que o Brasil alcançou o maior número de cervejarias da série histórica, com 1.954 unidades distribuídas em 794 municípios.

O levantamento também destaca a retomada do crescimento no número de produtos registrados, avanço das marcas de cerveja e forte expansão da produção de cervejas sem glúten, que registrou alta de 417,6% no último ano.

Setor cervejeiro amplia presença e fortalece economia regional

Segundo o Anuário, a indústria cervejeira brasileira mantém trajetória de fortalecimento mesmo diante de desafios econômicos e climáticos enfrentados ao longo de 2025.

A expansão territorial do setor reforça o papel da cerveja como geradora de emprego, renda e desenvolvimento regional. Pela necessidade de proximidade entre produção e consumo, a atividade favorece a interiorização da economia e estimula cadeias produtivas locais.

Atualmente, o setor está presente em quase 800 municípios brasileiros e movimenta mais de 2,5 milhões de empregos ao longo de toda a cadeia produtiva. Além disso, responde por mais de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

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Número de produtos e marcas de cerveja volta a crescer

O levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária aponta que o número de produtos registrados chegou a 44.212 em 2025, retomando a trajetória de crescimento do setor.

As marcas de cerveja registradas também avançaram 2,1%, totalizando 56.170 registros ativos no país.

Para o presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, Márcio Maciel, os resultados refletem a capacidade de adaptação da indústria cervejeira brasileira.

Segundo ele, o setor manteve investimentos em inovação, tecnologia e diversificação de portfólio, fortalecendo a conexão histórica da cerveja com os consumidores brasileiros.

Exportações de cerveja atingem maior valor da história

Outro destaque do Anuário foi o desempenho internacional da indústria cervejeira brasileira.

As exportações alcançaram US$ 218,3 milhões em 2025, maior valor já registrado na série histórica. O setor também fechou o ano com superávit recorde de US$ 195 milhões na balança comercial.

Atualmente, a cerveja brasileira é exportada para 77 países, ampliando a presença internacional das marcas nacionais e fortalecendo a competitividade da indústria no mercado global.

Produção de cerveja sem glúten cresce mais de 400% no Brasil

A cerveja sem glúten foi um dos segmentos que mais cresceram no país em 2025.

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Segundo o Anuário da Cerveja 2026, a produção saltou de 71 milhões para 368 milhões de litros em apenas um ano, avanço de 417,6% em relação a 2024.

O volume já representa cerca de 2,35% dos 15,69 bilhões de litros de cerveja produzidos no Brasil, indicando o aumento da demanda por bebidas voltadas a consumidores que buscam produtos sem glúten.

O crescimento acompanha a tendência de diversificação do mercado de bebidas e o avanço do interesse por produtos alinhados a diferentes perfis de consumo.

Inovação e diversidade impulsionam crescimento do setor cervejeiro

O Anuário reforça que a combinação entre tradição, inovação e capilaridade regional segue sendo um dos pilares da expansão da indústria cervejeira brasileira.

Com presença crescente em diferentes regiões do país, o setor mantém investimentos em sustentabilidade, tecnologia e novos nichos de mercado, consolidando a cerveja como uma das cadeias produtivas mais relevantes da indústria de alimentos e bebidas no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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