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Reforma tributária trará novas exigências para produtores rurais em 2026

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Formalização e controle financeiro ganham importância no campo, garantindo mais segurança jurídica, acesso a crédito e competitividade para produtores rurais

Setor rural deve se preparar para mudanças tributárias

A partir de 2026, o agronegócio brasileiro passará por uma transformação significativa com a entrada em vigor das novas regras da reforma tributária, que alterará profundamente a forma de organização e controle fiscal das propriedades rurais.

De acordo com o Sindicato Rural de Rondonópolis (MT), os produtores precisam se antecipar e buscar assessoria contábil especializada para adaptar seus processos antes que as exigências passem a valer.

A entidade destaca que a mudança vai muito além da substituição de impostos: trata-se de uma nova lógica de gestão tributária e administrativa, que exigirá planejamento e controle mais rigorosos por parte dos produtores.

Entenda o que muda com a nova estrutura tributária

O novo modelo fiscal substituirá gradualmente tributos já conhecidos — ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI — por dois novos impostos de abrangência nacional:

  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)
  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)

Esses dois tributos terão caráter não cumulativo, ou seja, o produtor poderá abater créditos referentes a impostos pagos em suas compras de bens, serviços e insumos utilizados na atividade rural.

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Com isso, a gestão fiscal e o correto aproveitamento dos créditos passam a influenciar diretamente o custo de produção e a margem de lucro do produtor.

Enquadramento depende da receita bruta anual

Segundo o contador do Sindicato, Fábio Catelani Ferreguti, o enquadramento como contribuinte de IBS e CBS será determinado principalmente pela receita bruta do ano anterior, conforme previsto na Lei Complementar 214/2025.

O comunicado da entidade explica que:

  • Produtores com receita bruta anual inferior a R$ 3,6 milhões não serão obrigados a recolher IBS e CBS, embora possam optar pela adesão mediante análise tributária individual.
  • Produtores com receita igual ou superior a R$ 3,6 milhões passarão a ser contribuintes obrigatórios, devendo apurar o imposto sobre vendas e, ao mesmo tempo, aproveitar créditos tributários sobre insumos e serviços ligados à produção.
CNPJ e conta bancária rural passam a ser obrigatórios

Um dos pontos mais relevantes da reforma é a consolidação do CNPJ como referência fiscal principal do produtor rural.

O documento será usado para identificação nas rotinas tributárias e na integração de dados com órgãos públicos, sem alterar a condição do produtor como pessoa física para fins de Imposto de Renda.

Além disso, será obrigatória a separação das contas bancárias:

  • A conta da atividade rural deverá ser mantida separada da conta pessoal, garantindo maior transparência, facilitando auditorias e fortalecendo a consistência dos registros financeiros.
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Nota fiscal será essencial para aproveitamento de créditos

Outro ponto de atenção é o reforço na exigência de nota fiscal em todas as operações.

Segundo o Sindicato Rural, compras sem nota fiscal não gerarão créditos tributários no novo sistema. Isso significa que aquisições informais podem aumentar o custo de produção, já que não será possível compensar os valores pagos de IBS e CBS.

A recomendação é que os produtores formalizem todas as transações e mantenham documentação contábil organizada, assegurando o aproveitamento integral dos benefícios fiscais previstos pela reforma.

Planejamento e organização são a chave para a transição

O Sindicato Rural de Rondonópolis reforça que o sucesso na adaptação às novas regras dependerá da organização antecipada.

Com as mudanças, a apuração de resultados e o controle de informações exigirão rotinas mais estruturadas, com impacto direto na sustentabilidade financeira das propriedades.

“A reforma exige preparo e disciplina. O produtor que se organizar agora passará pelo período de transição com mais segurança e eficiência”, afirmou Fábio Catelani Ferreguti, contador da entidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de frango indica novos reajustes no curto prazo com oferta ajustada e cenário externo no radar

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Mercado de frango aponta possibilidade de novos reajustes no curto prazo

O mercado brasileiro de frango apresentou preços estáveis no atacado e comportamento misto no frango vivo ao longo da semana. Segundo análise de Safras & Mercado, o ambiente de negócios indica possibilidade de novos reajustes no curto prazo.

Apesar disso, o setor ainda opera com cautela, diante de incertezas no cenário externo e da necessidade de ajuste na oferta.

Redução no alojamento de pintainhos é estratégia para equilíbrio da oferta

De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, a redução no alojamento de pintainhos de corte segue como medida fundamental para o equilíbrio do mercado, especialmente em um momento de instabilidade.

O setor enfrenta riscos em duas frentes principais:

  • Conflitos no Oriente Médio, que podem impactar custos logísticos
  • Casos de Influenza Aviária em granjas comerciais no Chile e na Argentina, além de registros em animais selvagens no Rio Grande do Sul

Esse cenário exige cautela dos produtores e reforça a importância do controle da oferta.

Atacado mantém preços firmes com expectativa de valorização

No mercado atacadista, os preços se mantiveram firmes ao longo da semana, com perspectiva de novos reajustes nos próximos dias.

Segundo o analista, o ambiente atual indica maior equilíbrio entre oferta e demanda, com expectativa de retração no alojamento nos meses seguintes, o que pode sustentar os preços.

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Preços do frango no atacado seguem estáveis em São Paulo

Levantamento de Safras & Mercado aponta estabilidade nas cotações dos principais cortes de frango no atacado paulista.

  • Cortes congelados
    • Peito: R$ 8,60/kg (atacado) e R$ 8,90/kg (distribuição)
    • Coxa: R$ 6,30/kg (atacado) e R$ 6,50/kg (distribuição)
    • Asa: R$ 10,50/kg (atacado e distribuição)
  • Cortes resfriados
    • Peito: R$ 8,70/kg (atacado) e R$ 9,00/kg (distribuição)
    • Coxa: R$ 6,40/kg (atacado e distribuição)
    • Asa: R$ 10,40/kg (atacado) e R$ 10,60/kg (distribuição)
Frango vivo apresenta variações regionais nos preços

O mercado do frango vivo apresentou variações conforme a região:

  • São Paulo: R$ 4,50/kg (estável)
  • Rio Grande do Sul (integração): R$ 4,65/kg (estável)
  • Santa Catarina (integração): R$ 4,65/kg (estável)
  • Oeste do Paraná: R$ 4,60/kg (estável)

Houve altas em algumas regiões:

  • Mato Grosso do Sul: de R$ 4,35 para R$ 4,40/kg
  • Goiás: de R$ 4,40 para R$ 4,45/kg
  • Minas Gerais: de R$ 4,45 para R$ 4,50/kg
  • Distrito Federal: de R$ 4,40 para R$ 4,45/kg

Já em outras localidades, os preços permaneceram estáveis:

  • Ceará: R$ 6,20/kg
  • Pernambuco: R$ 5,50/kg
  • Pará: R$ 6,40/kg
Exportações de carne de frango crescem em abril

As exportações brasileiras de carne de aves e miúdos comestíveis seguem em alta no mês de abril.

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Até o momento (7 dias úteis), o país registrou:

  • Receita de US$ 340,615 milhões
  • Volume exportado de 183,691 mil toneladas
  • Média diária de 26,241 mil toneladas
  • Preço médio de US$ 1.854,30 por tonelada

Na comparação com abril de 2025, os dados indicam:

  • Alta de 20,4% no valor médio diário
  • Crescimento de 19,2% no volume médio diário
  • Valorização de 1,1% no preço médio

Os números foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Cenário externo e sanitário segue no radar do setor

Além do equilíbrio entre oferta e demanda, fatores externos continuam influenciando o mercado. A Influenza Aviária exige monitoramento constante, enquanto o conflito no Oriente Médio eleva os custos operacionais, embora ainda sem impacto significativo nos volumes exportados.

Perspectiva para o mercado de frango é de ajustes e cautela

O mercado de frango caminha para um cenário de maior equilíbrio, com possibilidade de reajustes positivos no curto prazo, desde que a oferta siga controlada.

A combinação entre gestão de produção, demanda interna e cenário externo será determinante para o comportamento dos preços ao longo das próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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