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Na China, Silveira discute armazenamento de energia e minerais críticos com CATL

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Em agenda oficial na China, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participou, nesta quarta-feira (21/1), de reunião com LB Tan, Chief Customer Officer e Senior Vice President do grupo Contemporary Amperex Technology Co. Limited (CATL), líder global do setor de soluções para descarbonização.

O encontro reforçou o interesse internacional no avanço das políticas brasileiras voltadas ao armazenamento de energia e ao desenvolvimento da cadeia de minerais críticos, temas estratégicos para a transição energética e para a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Durante a reunião, o ministro destacou a importância do atual momento da relação entre Brasil e China, especialmente no que se refere à segurança energética, ressaltando que a aproximação entre os dois países cria condições favoráveis para o fortalecimento de parcerias estruturantes nos setores de energia e mineração.

“Tenho clareza da importância dessa proximidade vigorosa entre o Ministério de Minas e Energia e os representantes dos setores de energia e mineração da China”, afirmou o ministro de Minas e Energia do Brasil.

No âmbito do setor elétrico, Alexandre Silveira apresentou as diretrizes gerais do leilão de baterias, previsto para abril de 2026, com início de suprimento em agosto de 2028. O certame será voltado exclusivamente a novos sistemas de armazenamento, com contratos de potência de reserva com duração de dez anos, baseados na disponibilidade de potência em megawatts (MW).

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Alexandre Silveira também enfatizou que o governo brasileiro vem tomando decisões estratégicas para ampliar a segurança energética, fortalecer a confiabilidade do sistema elétrico e preparar o país para o crescimento da demanda. Segundo o ministro, o Brasil é hoje um dos maiores mercados de energia do mundo, com ambiente regulatório estável e oportunidades relevantes para investimentos de longo prazo.

Para o ministro de Minas e Energia, a atração de investimentos em armazenamento de energia e minerais críticos é fundamental para fortalecer a segurança energética nacional, ampliar a inserção do Brasil nas cadeias globais de valor e acelerar a transição para uma economia de baixo carbono.

Lítio

No setor mineral, o ministro Alexandre Silveira destacou as descobertas recentes e relevantes de lítio e terras raras no Brasil, ressaltando que o país vem estruturando uma política focada na mineração sustentável, com atenção à responsabilidade ambiental, à agregação de valor e à geração de resultados sociais para o desenvolvimento nacional.

“Nosso governo tem atuado de forma estratégica para promover a agregação de valor no Brasil, superando o modelo baseado apenas na exportação de matéria-prima”, afirmou Silveira. Segundo ele, a diretriz é internalizar etapas relevantes da cadeia produtiva, incluindo a atração de investimentos para a fabricação de componentes e baterias, fortalecendo a indústria nacional e ampliando a geração de empregos qualificados.

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Nesse contexto, o ministro de Minas e Energia ressaltou que a estratégia brasileira passa também pela valorização do capital humano, com foco na formação de técnicos e engenheiros especializados no setor de energia. Como exemplo, citou a criação do curso do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) no Ceará, com ênfase em energias e tecnologias associadas à transição energética. Alexandre Silveira destacou que participou diretamente da articulação institucional que viabilizou a iniciativa, em conjunto com os ministros da Defesa e Educação, José Múcio e Camilo Santana, além do comandante da Aeronáutica, brigadeiro Damasceno, reforçando o compromisso do governo com educação de excelência, inovação e soberania tecnológica.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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CMSE aprova medidas para preparar o sistema elétrico para os impactos do El Niño e do cenário geopolítico

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O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou, nesta quarta-feira (22/7), seguindo recomendações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), medidas para reforçar a segurança do atendimento eletroenergético diante da elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, e das incertezas do atual cenário geopolítico que pode impactar nos preços dos combustíveis.

Entre as ações aprovadas está a antecipação do início do suprimento de cinco contratos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia (LRCE 2022) e do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2026), que garantirá 1,8 GW adicionais ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 1º de setembro.

O volume antecipado é fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro em 2026 e início de 2027, principalmente prevendo as consequências que podem ser causadas pelo El Niño. O parecer que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu em julho aponta cenário de “elevada probabilidade” de ocorrer o fenômeno, que reduz a disponibilidade de energia produzida na região Norte do país e aumenta a carga do sistema elétrico devido à elevação das temperaturas e do consequente crescimento do consumo de energia.

De acordo com as informações publicadas no Plano de Operação Energética (PEN) 2025, e atualizadas na versão de 2026, a antecipação desses contratos recompõe o montante que o LRCAP 2026 não contratou devido à falta de oferta. O certame, realizado em março deste ano, fixou em 4,2 GW a potência necessária para o atendimento de ponta, mas foram contratados 2,2GW.

A decisão para antecipar os contratos também se baseou nas incertezas geopolíticas ocasionadas pelo atual cenário de guerras, que podem impactar diretamente os preços de combustíveis. De acordo com estudos elaborados pelo MME, a utilização de usinas sem contrato (merchant) para suprimento de carga custam, no mínimo, 25% a mais do que as contratadas nos certames.

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Processo

Em abril de 2026, o MME consultou os empreendimentos vencedores do LRCE 2022 e LRCAP 2026 sobre a disponibilidade e interesse em antecipar seus contratos. Ao todo, foram consultadas usinas que somam cerca de 3.482 GW de capacidade instalada. Desse total, aproximadamente 2.377 MW manifestaram interesse na antecipação, cabendo ao ONS indicar o montante necessário para atendimento das necessidades do sistema. A seleção final contemplou os empreendimentos compatíveis com os requisitos operacionais identificados nos estudos de planejamento com menor impacto tarifário.

 Informações Técnicas:

Antecipação de Empreendimentos de Geração

Deliberações:

I – Recomendar a antecipação de início de suprimento dos Contratos de Reserva de Capacidade decorrentes dos Leilões de Reserva de Capacidade na forma de energia de 2022 – LRCE 2022 e na forma de potência de 2026 – LRCAP 2026, dos empreendimentos indicados a seguir, de modo que os contratos tenham vigência em 1º de setembro de 2026, totalizando 1.827,1 MW, com base nas avaliações do Plano de Operação Energética – PEN 2026/2030 e a manifestação de interesse dos respectivos agentes, de modo a contribuir para a segurança do atendimento eletroenergético em 2026:

Garantia Física LRCE 2022
Garantia Física LRCE 2022

 

II – Recomendar que todas as demais cláusulas dos contratos originais, inclusive as relativas às penalidades por atraso no início da operação comercial do empreendimento, passem a valer desde o início da data de antecipação.

Avaliação da Base de Dados dos Estudos Elétricos e Energéticos

Deliberação: Tendo em vista as discussões realizadas no âmbito técnico do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico –  CMSE relativas às Bases de Dados de Geração de Estudos Elétricos e Energéticos, e considerando a deliberação de 312ª Reunião do CMSE (Ordinária), realizada em 05 de novembro de 2025, o CMSE deliberou por aprovar a implementação, a partir do Programa Mensal de Operação Energética – PMO de janeiro de 2027, da representação da expansão da capacidade instalada de geração de energia elétrica de usinas do Ambiente de Contratação Livre – ACL no bloco de ofertas considerado no PMO, conforme a seguir:

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(i) Considerar todas as usinas do ACL que estejam em obras, conforme critério já vigente;

(ii) Considerar, para as usinas do ACL que não estejam com obras iniciadas:

                        (a) aquelas que possuam contratos de compra e venda de energia de longo prazo – PPA, do inglês Power Purchase Agreement, e contrato de uso da rede (Sistema de Transmissão – CUST ou o Sistema de Distribuição – CUSD) válidos, conforme critério já vigente;

                        (b) aquelas que possuam Contrato de Uso do Sistema de Transmissão – CUST e Garantia Prévia para Celebração do CUST – GPC válidos;

(iii) Considerar os critérios definidos nos itens i e ii no PMO “Sombra” para o período de agosto a dezembro de 2026; e

(iv) recomendar que as instituições considerem em todos os processos o disposto no art 7º da Resolução CNPE nº 01/2024.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (22/07) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.

*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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