Saúde

Ministério da Saúde fecha parceria para ampliar alcance de aplicativo desenvolvido pela USP sobre os riscos do consumo de álcool

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O Ministério da Saúde assinou, nesta terça-feira (20), uma parceria que possibilitará a ampliação do alcance de um aplicativo desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP), voltado à identificação precoce de padrões de consumo exagerado de álcool e à promoção do cuidado em saúde.

A solução de saúde digital foi desenvolvida sob a liderança da Escola de Segurança Multidimensional (Esem), vinculada ao Instituto de Relações Internacionais (IRI) da USP, e conta com a colaboração de um comitê científico responsável por orientar a implementação do projeto, com a participação de professores da Faculdade de Medicina (FM) da USP, do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas de São Paulo, além da agência Auíri: Inovação para Impacto.

Gratuita e integrada à Atenção Primária à Saúde, a aplicação permite que os usuários avaliem seus hábitos de consumo, recebam orientações personalizadas e, quando necessário, sejam encaminhados à rede de cuidados do Sistema Único de Saúde (SUS). O aplicativo está alinhado às diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o consumo de álcool, reforçando o uso de evidências científicas e de boas práticas internacionais no cuidado em saúde.

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A ferramenta também fortalece o trabalho dos profissionais de saúde ao oferecer protocolos clínicos, capacitação e recursos digitais para triagem, orientação e acompanhamento dos casos. O acordo prevê ações de capacitação de profissionais e gestores do SUS, bem como o monitoramento e a avaliação do impacto das iniciativas.

O aplicativo, com foco em triagem, orientação e acompanhamento relacionados ao uso de álcool, já está em uso no município de São Paulo. O seu desenvolvimento pela universidade foi custeado pela Ambev, responsável pelas parcerias para a sua implantação.

Nos próximos seis meses, a ferramenta passará por ajustes técnicos para que possa ser integrado às tecnologias de saúde digital do Ministério da Saúde. Em seguida, será implementado em municípios-piloto, antes de ser disponibilizado para todos os usuários do SUS.

O acordo também contempla ações de divulgação de temas de saúde pública prioritários para o Ministério da Saúde, como vacinação, combate à dengue e doação de sangue, entre outros, contribuindo para ampliar o acesso a informações qualificadas e estimular comportamentos mais saudáveis na população.

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Sobre o acordo

O acordo de cooperação, assinado nesta terça-feira, integra a estratégia do Ministério da Saúde de estabelecer parcerias com o setor privado para ampliar o alcance de suas ações e campanhas. A iniciativa não envolve transferência de recursos financeiros entre as partes, tem abrangência nacional e vigência inicial de 12 meses, com possibilidade de prorrogação. A execução das ações será acompanhada por comitês conjuntos, responsáveis pelo planejamento, monitoramento e avaliação das atividades previstas.

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde inicia distribuição emergencial de medicamento oncológico em todo o país

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O Ministério da Saúde iniciou, nesta quarta-feira (23), a distribuição, de forma excepcional, do medicamento ciclofosfamida para todas as regiões do país, garantindo a continuidade do tratamento de pacientes com câncer no SUS. A aquisição do fármaco é, em geral, realizada diretamente pelos estados e centros de referência oncológicos. No entanto, após o único fornecedor nacional apresentar dificuldades técnicas na produção, o Governo do Brasil interveio e iniciou a compra internacional de 140 mil unidades, sendo 100 mil comprimidos de 50 mg e 40 mil frascos-ampola de 1 g , utilizando o poder de negociação e compra do sistema público de saúde.

O primeiro lote, com 7 mil ampolas, foi entregue ao almoxarifado do Ministério da Saúde na quinta-feira (22), com investimento federal de mais de R$ 1 milhão. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), localizado no Rio de Janeiro, está entre os primeiros contemplados, com 377 frascos-ampola. O envio do medicamento às demais instituições de referência será realizado de forma gradativa, conforme agendamento prévio. Caso necessário, poderão ser adquiridos de forma imediata mais 40 mil comprimidos e 40 mil frascos-ampola, de modo a evitar o desabastecimento da rede pública.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, reforçou que a ação estratégica assegura o abastecimento dos estoques no SUS até julho, prazo estabelecido pela fornecedora brasileira para a regularização da oferta, bem como o cuidado integral e em tempo oportuno às pessoas.

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“Para uma aquisição assertiva, realizamos um estudo com base na necessidade apresentada por cada centro de referência e no uso médio mensal do medicamento. Não há desabastecimento na rede pública. O Ministério da Saúde agiu de forma estratégica para assegurar o estoque diante da dificuldade de produção apresentada pela empresa responsável, reforçando o compromisso com o cuidado de todos os pacientes assistidos no SUS”, disse a secretária.

A intervenção emergencial do Ministério da Saúde foi realizada com máxima agilidade, efetivando-se em menos de um mês, por meio do Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A necessidade de cada unidade de saúde para o envio de novas remessas será monitorada em parceria com as secretarias estaduais de saúde e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

A ciclofosfamida é um quimioterápico indicado para o tratamento de diversos tipos de câncer, como mama, ovário, linfomas e leucemias. Com a regularização do cenário de oferta, a aquisição e a disponibilização do medicamento voltarão a ser realizadas pelos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons) e pelas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons), por meio da Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade (APAC), conforme pactuação estabelecida entre os entes federativos na Comissão Intergestores Tripartite (CIT).

Priorização de Análise na Anvisa

Em conformidade aos esforços de manter a assistência interrupta no SUS e realizar compras do medicamento no mercado externo, o Ministério da Saúde solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) celeridade na análise nos processos de importação excepcional e a avaliação de mecanismos que garantiram a maior celeridade na liberação de lotes importados. A pasta mantém diálogo semanal com o órgão, apresentando o cenário dos estoques e capacidade de oferta do mercado nacional para atender a necessidade da rede pública de saúde.

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Reestruturação da assistência oncológica no SUS

O Governo do Brasil vem fortalecendo o cuidado aos pacientes oncológicos por meio de iniciativas estruturantes, com a implementação do Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco), que representa uma importante atualização no financiamento e no acesso a medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS). O novo modelo substitui o repasse fixo por procedimento por três modalidades de financiamento, com foco em mais eficiência, transparência e cuidado integral ao paciente.

Com a nova política, a aquisição dos medicamentos oncológicos incorporados ao SUS, incluindo o ciclofosfamida, passa a ser realizada diretamente pelo Ministério da Saúde, ampliando o investimento federal e permitindo negociações nacionais para melhores preços. Entre os próximos passos estão a regulamentação dos protocolos prioritários e a adaptação dos sistemas de regulação, com previsão de período de transição para garantir a continuidade da assistência aos pacientes.

Ana Freitas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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