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Importação de Insumos Agrícolas Bate US$ 14,3 Bilhões em 2025 e Exportações Atingem Recorde de US$ 1 Bilhão

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O Brasil importou US$ 14,3 bilhões em insumos agrícolas em 2025, segundo dados do CropData, elaborados pela CropLife Brasil com base no Comexstat. Do total, 96,3% correspondem a defensivos químicos, 2,2% a bioinsumos e 1,5% a sementes.

As importações de produtos químicos — que incluem matéria-prima industrial, produtos técnicos e formulados — somaram US$ 13,8 bilhões, registrando alta de 15% em relação a 2024. Esse crescimento representa um acréscimo de US$ 1,8 bilhão.

Em termos de volume, o país registrou recorde histórico: foram 1,76 milhão de toneladas importadas, um avanço de 23% frente ao ano anterior. O destaque vai para 1,04 milhão de toneladas de produtos formulados, 0,37 milhão de toneladas de matérias-primas e 0,35 milhão de toneladas de produtos técnicos.

China mantém liderança nas exportações de insumos ao Brasil

A China segue como o principal fornecedor, com US$ 6 bilhões em vendas para o mercado brasileiro. Em seguida, aparecem Índia (US$ 2 bilhões) e Estados Unidos (US$ 1,6 bilhão).

Os produtos chineses responderam por 35% da matéria-prima, 48% dos produtos formulados e 54% dos produtos técnicos importados em 2025, consolidando o domínio do país asiático nos três segmentos.

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Exportações de insumos agrícolas têm o melhor resultado em 14 anos

As exportações brasileiras de insumos agrícolas totalizaram US$ 976 milhões em 2025, um crescimento de 7% em relação a 2024, alcançando o maior valor dos últimos 14 anos.

O segmento de produtos químicos liderou as vendas externas, com 66% do total, seguido de sementes (27%) e bioinsumos (7%).

Sementes têm alta em valor e queda em volume exportado

As exportações de sementes agrícolas somaram US$ 262 milhões, um aumento de US$ 12 milhões (5%) sobre o desempenho médio dos dois anos anteriores. No entanto, o volume exportado recuou em 1,1 mil toneladas frente a 2024, reflexo da valorização dos preços médios.

O destaque foi para as sementes de milho (US$ 124 milhões), sementes para forrageiras (US$ 75 milhões) e hortícolas (US$ 28 milhões), que juntas representaram 87% das exportações brasileiras do segmento.

Paraguai, Colômbia e Argentina seguem como os principais destinos, com o Paraguai liderando as compras de sementes de milho, somando US$ 75 milhões.

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Setor registra número recorde de novos produtos

O ano de 2025 também foi recordista em registros de novos produtos, totalizando 912 liberações. Desse total, 750 são produtos químicos (sendo 323 técnicos e 427 formulados) e 162 bioinsumos — o maior número da série histórica.

Os dados, elaborados pela Move Analytics com base em informações oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), indicam que há atualmente 874 registros ativos, sendo 722 agroquímicos e 152 biológicos.

Bioinsumos e genéricos impulsionam inovação no campo

O aumento de registros de bioinsumos está ligado à entrada de novas empresas e à expansão da atuação das multinacionais no setor biológico. Já entre os químicos, o avanço é resultado do crescimento dos produtos formulados genéricos, que vêm ganhando espaço no campo por serem mais acessíveis e amplamente disponíveis.

Essa tendência reforça a importância estratégica dos genéricos no manejo agrícola moderno, equilibrando custo e eficiência.

Fonte: Portal do Agronegócio

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ABCS propõe novas linhas de crédito e ampliação do INOVAGRO para o Plano Safra 2026/27

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A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) encaminhou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) uma série de propostas para o Plano Safra 2026/2027. O documento reúne sugestões voltadas à ampliação do crédito rural, modernização das granjas e fortalecimento da competitividade da suinocultura brasileira.

As medidas defendidas pela entidade buscam adequar as linhas de financiamento às necessidades do setor, que demanda investimentos constantes em tecnologia, biosseguridade, automação e bem-estar animal.

Entre os principais pontos apresentados pela ABCS está a criação permanente de uma linha de crédito específica para retenção de matrizes suínas, com prazo de carência de dois anos para pagamento.

ABCS pede crédito específico para retenção de matrizes

Segundo a entidade, a suinocultura possui um ciclo produtivo mais longo em relação a outras cadeias pecuárias. O intervalo entre a inseminação da matriz e o abate dos animais gerados no ciclo reprodutivo pode chegar a nove meses.

Além disso, cada matriz permanece em produção, em média, durante cinco ciclos, totalizando aproximadamente 24 meses de atividade.

Com base em levantamentos da Embrapa Suínos e Aves referentes aos custos médios registrados em janeiro de 2026 nos estados da Região Sul, a ABCS calculou que o custo direto por matriz ao longo de 2,5 anos chega a R$ 6.791.

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O estudo considera despesas com aquisição de matrizes, alimentação, medicamentos e vacinas.

A associação estima que seriam necessários aproximadamente R$ 239 milhões em recursos para atender cerca de 5% dos produtores independentes do país por meio da nova linha de crédito proposta.

Entidade solicita ampliação dos limites do INOVAGRO

Outro ponto defendido pela ABCS é a ampliação dos limites de financiamento do Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (INOVAGRO).

A proposta prevê aumento do limite individual para R$ 4,5 milhões e do teto para operações coletivas para R$ 13,5 milhões.

Segundo a entidade, os investimentos são necessários para adequar as granjas às exigências previstas na Instrução Normativa nº 113/2020, que trata de bem-estar animal e práticas produtivas na suinocultura.

Os recursos seriam destinados principalmente para reformas em instalações de gestação, ampliação de maternidades, sistemas de climatização e automação das unidades produtivas.

A ABCS argumenta que as adequações são fundamentais para elevar a eficiência produtiva, reduzir o uso de antimicrobianos e atender exigências de mercado.

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Proposta também prevê atualização do limite do Pronamp

A associação também sugeriu mudanças no enquadramento do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).

A proposta encaminhada ao Mapa prevê elevação do limite de renda bruta anual de R$ 3,5 milhões para R$ 3,75 milhões.

De acordo com a entidade, a atualização é necessária diante do aumento dos custos de produção e das mudanças econômicas registradas nos últimos anos no setor agropecuário.

Setor cobra linhas de financiamento mais alinhadas à realidade da produção

Segundo o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, as propostas têm como objetivo aproximar os mecanismos de crédito da realidade enfrentada pelos produtores rurais.

“A atividade exige investimentos contínuos em tecnologia, biosseguridade e bem-estar animal. Por isso, defendemos que os mecanismos de crédito acompanhem a dinâmica e as necessidades do setor”, afirmou.

As sugestões apresentadas pela ABCS reforçam a mobilização do setor produtivo em torno do Plano Safra 2026/2027, considerado estratégico para garantir competitividade, expansão da produção e modernização da agropecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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