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Câmara aprova criação da Política Nacional de Produção de Mamão para fortalecer setor frutícola

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Comissão da Câmara dá aval a projeto que incentiva a produção sustentável de mamão

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1812/25, que cria a Política Nacional de Produção de Mamão de Qualidade. A proposta tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do mamão no país, garantindo mais competitividade e segurança alimentar.

O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Messias Donato (Republicanos-ES), sobre o projeto apresentado pelo deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES). A futura norma deverá ser batizada de “Lei Ermando Caliman”, em homenagem ao produtor capixaba falecido em 2025, reconhecido como um dos pioneiros do cultivo do mamão papaia no Brasil.

Segundo Donato, o texto aprimora o projeto original ao valorizar o legado histórico e o papel estratégico do setor na fruticultura nacional.

Diretrizes da nova política

A proposta estabelece uma série de diretrizes voltadas ao fortalecimento da produção de mamão, incluindo:

  • Ampliação do crédito rural e apoio à assistência técnica;
  • Certificação de qualidade e origem do produto;
  • Investimentos em pesquisa agropecuária e extensão rural;
  • Garantia de seguro agrícola para pequenos e médios produtores;
  • Apoio à comercialização no mercado interno e externo.
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O texto também determina que o governo elabore um plano com metas e ações concretas, visando o desenvolvimento de novas cultivares adaptadas às condições climáticas do país e a conformidade do mamão brasileiro com padrões internacionais de segurança alimentar.

Produção nacional e relevância econômica

De acordo com o deputado Evair Vieira de Melo, o cultivo de mamão tem importância econômica e social significativa, sendo produzido em praticamente todos os estados brasileiros, com destaque para as regiões Sudeste e Nordeste, onde se concentram os principais polos de cultivo.

Além de gerar empregos e renda, o setor é essencial para o equilíbrio da balança comercial do agronegócio brasileiro, especialmente pela crescente demanda do produto no mercado internacional.

Expansão das exportações e competitividade global

Um dos principais objetivos da proposta é ampliar a competitividade do mamão brasileiro no mercado externo. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações da fruta alcançaram US$ 74,9 milhões em 2025, um crescimento de 74% em relação a 2016, quando as vendas somaram US$ 43,1 milhões.

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O resultado reflete o avanço do setor e o potencial do mamão brasileiro em mercados internacionais, especialmente na Europa e América do Norte, onde o produto tem se destacado pela qualidade e sabor.

Tramitação e próximos passos

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas Comissões de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).

Após a aprovação nas comissões, a proposta seguirá para o plenário da Câmara dos Deputados e, em seguida, para o Senado Federal.

Se aprovada em todas as etapas, a nova legislação consolidará uma política pública voltada à valorização do mamão brasileiro e à sustentabilidade da fruticultura nacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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