Agro News

Remates oficiais de Hereford e Braford crescem 10% e movimentam mais de R$ 47 milhões em 2025

Publicado

A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) encerrou 2025 com resultados expressivos no segmento de remates oficiais. Foram 55 leilões realizados ao longo do ano, contra 45 em 2024, o que representa crescimento de 10% no número de eventos chancelados pela entidade.

Esse avanço refletiu-se diretamente no faturamento total, que ultrapassou R$ 47 milhões, consolidando a força comercial e a valorização das raças britânicas no mercado nacional de genética bovina.

De acordo com Felipe Azambuja, gerente executivo da ABHB, os resultados demonstram a consolidação do trabalho conjunto entre criadores e a associação.

“Tivemos um aumento significativo na quantidade de leilões, o que elevou a oferta de reprodutores e matrizes, mantendo excelente liquidez e reconhecimento do mercado”, destaca.

Mesmo com o aumento da oferta, o dirigente ressalta que a demanda permaneceu firme, evidenciando o interesse crescente pela genética Hereford e Braford.

“Se houve mais oferta e, ainda assim, mantivemos uma liquidez tão satisfatória, é sinal de que o mercado valoriza essas raças”, acrescenta.

Conexão Pampa se consolida como referência entre os remates do país

Entre os destaques da temporada está o Conexão Pampa, evento que reúne criatórios da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul e que vem ganhando espaço no calendário nacional.

Leia mais:  Na Semana do Clima de Nova York, MMA convoca mobilização global pela gestão integrada de incêndios

Tradicionalmente realizado uma vez por ano, o remate passou a ocorrer em diferentes períodos, acompanhando a demanda e ampliando a presença das raças no mercado.

Segundo Azambuja, o Conexão Pampa “é um dos principais remates das raças e demonstra claramente o crescimento e a aceitação da genética Hereford e Braford entre os pecuaristas brasileiros”.

Crescimento também impulsiona o programa Carne Certificada Hereford

O desempenho positivo dos remates em 2025 teve reflexos diretos no programa Carne Certificada Hereford (CCH), que registrou expansão no volume de animais incorporados, aumento de faturamento e maior oferta de genética qualificada.

A ABHB avalia que esse movimento fortalece a presença das raças no mercado da pecuária de corte, ampliando o reconhecimento da carne de origem britânica por sua qualidade e padronização.

Projeções para 2026 indicam novo ciclo de valorização

A expectativa para o próximo ano é de continuidade no crescimento dos remates e da valorização genética.

Segundo Azambuja, o cenário pecuário favorável, marcado pela alta nos preços do terneiro e bonificações adicionais para raças britânicas, deve impulsionar ainda mais o desempenho do setor.

“Esperamos crescimento novamente em 2026, porque o mercado vem reconhecendo esse trabalho. As ações realizadas em 2025 fortalecem a base para um ano ainda mais positivo”, projeta o gerente executivo da ABHB.

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia mais:  Mercado do boi gordo segue estável em São Paulo, com ritmo lento e perspectivas de firmeza nos preços ao longo de 2026

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil

Publicado

O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.

Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho

De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.

Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.

Leia mais:  Pecuária em alta: preços e localização das principais terras rurais para bovinocultura no Brasil

No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.

Preços do suíno vivo recuam na média nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.

Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais

No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.

Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:

  • No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
  • Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
  • No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
  • Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
  • Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
  • Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
  • Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
Leia mais:  Governo anuncia medida provisória para a repactuação de dívidas até amanhã

O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.

Exportações seguem em queda no comparativo anual

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.

O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • queda de 5,2% no valor médio diário
  • recuo de 1% na quantidade média diária
  • redução de 4,3% no preço médio

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana