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Açúcar recua nas bolsas internacionais, mas mercado interno segue firme com leve alta

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Mercado internacional de açúcar registra novas quedas

Os preços do açúcar encerraram a quarta-feira (28) em leve retração nas principais bolsas internacionais. Na ICE Futures, em Nova York, os contratos do açúcar bruto recuaram de forma generalizada, refletindo o aumento da produção global e ajustes técnicos após recentes oscilações.

O contrato com vencimento em março/26 caiu 0,12 centavo, para 14,71 centavos de dólar por libra-peso. O vencimento maio/26 teve baixa de 0,07 cent, cotado a 14,30 cents/lbp, enquanto o julho/26 recuou 0,03 cent, para 14,34 cents/lbp. Já o contrato outubro/26 encerrou com perda de 0,02 cent, fechando a 14,68 cents/lbp.

Londres apresenta variações mistas no açúcar branco

Na ICE Europe, o desempenho do açúcar branco foi misto. O contrato março/26 teve queda de US$ 1,00, sendo negociado a US$ 412,20 por tonelada. Já o maio/26 avançou US$ 0,70, para US$ 416,70/t. Os vencimentos agosto/26 e outubro/26 recuaram US$ 1,10 e US$ 1,30, respectivamente, fechando a US$ 412,60/t e US$ 412,00/t.

Mercado interno mantém firmeza e registra leve valorização

No mercado brasileiro, os preços seguiram sustentados. O açúcar cristal branco apresentou leve avanço, segundo o Indicador Cepea/Esalq (USP). A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 104,95, alta de 0,03% em relação ao dia anterior.

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Apesar da estabilidade recente, o indicador ainda acumula queda de 4,58% em janeiro, refletindo a influência da safra e do comportamento das exportações.

Aumento da produção global pressiona cotações

De acordo com o Barchart, o açúcar em Londres atingiu a mínima em dois meses e meio nesta quarta-feira (28). O movimento é atribuído ao aumento da produção global, especialmente em países asiáticos, o que amplia a oferta e pressiona as cotações internacionais.

O portal Notícias Agrícolas destacou que o cenário climático também preocupa o mercado. A Reuters informou que o tempo mais seco no Centro-Sul do Brasil pode comprometer o desenvolvimento da próxima safra de cana-de-açúcar, caso o déficit hídrico persista.

A consultoria StoneX já havia revisado para baixo suas projeções de produção para a safra 2026/27, prevendo chuvas abaixo da média no início de 2026 — um fator que pode reverter a tendência de queda dos preços nos próximos meses.

Etanol hidratado tem leve avanço em Paulínia (SP)

O etanol hidratado também apresentou pequena valorização nesta quarta-feira. Segundo o Indicador Diário de Paulínia (SP), o biocombustível foi negociado a R$ 3.171,00 por m³, aumento de 0,02% frente ao dia anterior.

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A leve alta reflete um ajuste de mercado após as recentes oscilações e acompanha o comportamento estável do setor sucroenergético no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa amplia promoção comercial e fortalece cooperação internacional em missão à Espanha e França

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) concluiu, entre os dias 20 e 24 de abril, missão oficial à Espanha e à França com avanços voltados à ampliação de mercados, ao fortalecimento de parcerias estratégicas e ao aprofundamento da agenda internacional do agro brasileiro.  

Entre os principais destaques da programação estiveram a participação brasileira na Seafood Expo Global 2026, em Barcelona, e a formalização da adesão do Brasil ao Programa de Cooperação em Pesquisa em Agricultura Sustentável (CRP), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris. 

A comitiva foi liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, e cumpriu agendas institucionais voltadas à promoção comercial, à cooperação técnica e ao diálogo sobre temas como sanidade, logística, energia e sustentabilidade. 

Barcelona: feira global reforça presença brasileira

Na Espanha, a delegação participou da Seafood Expo Global 2026, principal feira mundial do setor de pescados. O evento reuniu mais de 2 mil expositores de cerca de 150 países e público estimado em 35 mil visitantes, entre compradores, distribuidores e representantes da indústria. 

A presença brasileira ocorre em momento estratégico para o segmento. Desde 2023, o Brasil abriu 17 novos mercados para pescados, ampliando oportunidades comerciais e fortalecendo a inserção internacional dos produtos nacionais, além de gestões para a futura retomada das exportações do pescado brasileiro para o bloco europeu. 

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Durante a programação, o secretário Luís Rua visitou o pavilhão da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), organizado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), onde empresas brasileiras apresentaram produtos no âmbito do projeto Brazilian Seafood. 

A agenda incluiu ainda reuniões com representantes do setor produtivo e encontro, ao lado do ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo, com o ministro da Agricultura, Pesca e Alimentação da Espanha, Luís Planas.  

Paris: adesão à CRP e agenda com organismos internacionais

Na França, um dos principais resultados da missão foi a formalização da adesão do Brasil ao Programa de Cooperação em Pesquisa em Agricultura Sustentável (CRP), iniciativa da OCDE voltada ao desenvolvimento de projetos em sistemas alimentares, inovação e produção agrícola sustentável. 

Com a entrada no programa, o Brasil passa a participar de forma mais direta da construção de estudos e diretrizes internacionais, além de ampliar o intercâmbio técnico com outros países e fortalecer sua presença nos debates globais sobre sustentabilidade e inovação no campo. 

Ao longo de dois dias, a delegação brasileira cumpriu agenda em organismos internacionais sediados em Paris e Dijon. Participaram dos encontros o embaixador e delegado do Brasil junto às Organizações Internacionais Econômicas sediadas em Paris, Sarquis J. B. Sarquis; o ministro-conselheiro Joaquim Penna Silva; e a adida agrícola Bárbara Cordeiro. 

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A programação incluiu reuniões na OCDE, na Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), na Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), na Agência Internacional de Energia (AIE) e no Fórum Internacional de Transportes (ITF). 

Na OCDE, em reunião com o secretário-geral adjunto, Yasushi Masaki, e com a diretora de Comércio e Agricultura, Marion Jansen, foram debatidos temas relacionados ao comércio agrícola e à incorporação das especificidades dos sistemas produtivos tropicais nas análises internacionais. Na OMSA, o encontro com a diretora-geral Emmanuelle Soubeyran tratou da harmonização de normas sanitárias e da previsibilidade do comércio de produtos de origem animal. 

Nas agendas com a AIE e o ITF, o foco esteve no cenário global e nas possibilidades de cooperação nas áreas de energia e transporte. Em Dijon, reuniões com o diretor-geral da OIV, John Barker, e com a presidente Yvette van der Merwe abordaram harmonização regulatória no setor vitivinícola e cooperação técnica. 

Em todos os compromissos, a delegação ressaltou a contribuição do Brasil para a segurança alimentar global, a segurança energética, a sustentabilidade e a inovação no setor agropecuário, com destaque para a experiência nacional em agricultura tropical. 

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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