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Colheita do Feijão da 1ª Safra Avança em Ritmo Regular no Rio Grande do Sul

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Clima favorável impulsiona avanço da colheita

O feijão da primeira safra 2025/26 segue com colheita em ritmo regular no Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar.

As condições climáticas registradas nas últimas semanas — marcadas por tempo estável e baixa ocorrência de chuvas — têm permitido o avanço das operações no campo, especialmente nas regiões onde a maturação das lavouras está mais adiantada.

A semeadura também caminha para o encerramento em quase todo o estado, com mais de 90% da área total prevista já plantada. Na região da Serra Gaúcha, o plantio ainda está em andamento, enquanto em outras áreas o foco se concentra na colheita.

Lavouras apresentam bom estado sanitário e produtividade estável

De acordo com a Emater/RS-Ascar, as lavouras de feijão apresentam bom estado fitossanitário, sem registros relevantes de pragas ou doenças até o momento.

A área estimada para a cultura é de 26.096 hectares, com produtividade média esperada de 1.779 quilos por hectare, demonstrando estabilidade nas projeções de rendimento.

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A combinação entre o clima favorável e o manejo adequado tem contribuído para uma colheita mais eficiente e grãos de melhor qualidade para armazenagem e comercialização.

Situação regional: avanço desigual entre as microrregiões

A evolução da safra varia conforme as regiões produtoras:

  • Caxias do Sul: a semeadura foi concluída, e a maior parte das lavouras se encontra em fase de desenvolvimento vegetativo.
  • Ijuí: a cultura está em final de ciclo, com mais de 40% da área já colhida.
  • Ibirubá: a colheita foi finalizada, mas com variação significativa de produtividade e qualidade, reflexo do estresse hídrico ocorrido no início de dezembro e das diferenças tecnológicas entre propriedades.
  • Pelotas: o plantio atingiu 90% da área prevista, totalizando 1.186 hectares dos 1.327 hectares planejados; a colheita já alcança 33% da área cultivada.
  • Soledade: a colheita está praticamente concluída, beneficiada pelo tempo firme, que reduziu o teor de umidade dos grãos e facilitou o armazenamento. Atualmente, 10% das lavouras estão em enchimento de grãos, 10% em maturação e 80% já colhidas.
Perspectivas para o restante da safra

Com o clima permanecendo estável e sem chuvas excessivas, a tendência é de continuidade no bom ritmo de colheita nas próximas semanas.

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A qualidade dos grãos e a uniformidade da produtividade devem garantir bons resultados para os produtores gaúchos, consolidando o estado como um dos principais polos produtores de feijão do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custo oculto do trator pode consumir parte da renda da safra

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Com as máquinas no campo para o plantio da safra 2026/27, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chama a atenção para um custo que nem sempre aparece nas contas da propriedade. Além do diesel, o cálculo da hora trabalhada pelo trator deve incluir depreciação, manutenção, seguro, mão de obra e o capital investido no equipamento.

A metodologia da Conab e estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) consideram despesas fixas e variáveis para determinar o custo da hora-máquina. Quando parte desses gastos é ignorada, o trator pode parecer econômico mesmo reduzindo a margem da atividade.

O impacto é maior quando o equipamento trabalha poucas horas por ano. Depreciação, seguro e capital imobilizado continuam pesando sobre a propriedade, mas passam a ser divididos por um período menor de utilização. A conta ajuda a decidir entre manter ou trocar a máquina, compartilhá-la com vizinhos ou contratar o serviço.

A depreciação corresponde à perda de valor durante a vida útil. Em uma simulação, um trator comprado por R$ 200 mil e vendido dez anos depois por R$ 80 mil terá perdido R$ 120 mil, o equivalente a R$ 12 mil por ano.

Com 500 horas anuais de trabalho, a depreciação será de R$ 24 por hora. Se o uso cair para 250 horas, o valor subirá para R$ 48 por hora. A diferença mostra por que a ociosidade pode tornar uma máquina cara mesmo sem aumentar o consumo de combustível.

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O diesel é calculado pela multiplicação do consumo horário pelo preço do litro. Um trator que utiliza oito litros por hora, com combustível a R$ 6, terá uma despesa de R$ 48 por hora.

Na simulação, ao acrescentar R$ 28 referentes à manutenção e ao operador, os custos variáveis chegam a R$ 76 por hora. Somados aos R$ 24 da depreciação, o resultado é de R$ 100. O cálculo simplificado ainda não inclui seguro, juros, lubrificantes e o custo do capital próprio.

Cada produtor deve substituir os valores do exemplo pelos números da propriedade. Preço de compra, possível valor de revenda, vida útil, horas trabalhadas, consumo de combustível e histórico de manutenção alteram o resultado.

O horímetro do painel é a referência mais segura para medir o uso. A marcação pode ser registrada antes e depois de cada operação ou no fechamento do mês. Notas fiscais e ordens de serviço também ajudam a calcular os gastos reais com peças, pneus e oficina.

Com o custo apurado, é possível compará-lo com o preço cobrado por prestadores da região. A terceirização tende a ser mais vantajosa quando o trator permanece parado durante grande parte do ano, desde que o serviço esteja disponível dentro da janela adequada. Um atraso no plantio, na pulverização ou na colheita pode gerar perda superior à economia obtida.

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Compartilhar a máquina ou prestar serviços a propriedades vizinhas também pode aumentar o número de horas trabalhadas e diluir os custos fixos. Já a compra de um equipamento novo só se justifica quando a economia operacional e o ganho de capacidade compensam o investimento.

Regulagem e condução completam a conta. Pressão inadequada dos pneus, excesso de lastro e incompatibilidade entre trator e implemento aumentam a patinagem, o consumo e o desgaste. A manutenção preventiva, por sua vez, reduz o risco de paralisações nos períodos mais importantes da safra.

O cálculo deve ser atualizado quando houver mudanças relevantes no preço do diesel, nos juros, nos salários ou nas despesas de manutenção. A calculadora oferece uma estimativa para orientar a decisão, mas o resultado mais confiável depende dos registros financeiros e operacionais da própria fazenda.

Serviço

A metodologia utilizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com os critérios para o cálculo dos custos de máquinas agrícolas, pode ser consultada clicando aqui.

Fonte: Pensar Agro

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