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Caravana Giro do Leite abre agenda 2026 com participação na Coopershow em Cândido Mota (SP)

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Evento marca o início da temporada de feiras do agronegócio

A Caravana Giro do Leite, projeto nacional voltado à difusão de conhecimento e inovação na cadeia produtiva do leite, iniciou oficialmente suas atividades de 2026 com presença confirmada na 19ª edição da Coopershow, realizada entre 27 e 30 de janeiro, em Cândido Mota (SP).

O evento, promovido pela Coopermota, é reconhecido como uma das principais vitrines tecnológicas do Vale do Paranapanema, reunindo agricultores, pecuaristas, empresas do agronegócio, instituições de pesquisa e especialistas em tecnologias aplicadas ao campo.

Coopershow 2026: inovação e negócios no centro das atenções

Com o tema “Inteligência no Campo”, a Coopershow 2026 tem como foco a aplicação da tecnologia na agricultura e pecuária, apresentando soluções que impulsionam produtividade e sustentabilidade.

Em edições anteriores, o evento ultrapassou a marca de 30 mil visitantes e movimentou cerca de R$ 230 milhões em negócios, consolidando-se como uma das feiras agropecuárias mais importantes do interior paulista.

A programação inclui palestras técnicas, demonstrações a campo, painéis de debate e apresentações de inovações, oferecendo aos participantes um ambiente de aprendizado e troca de experiências.

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Giro do Leite leva laboratório móvel e assistência técnica aos produtores

Durante os quatro dias de feira, a Caravana Giro do Leite estará presente com seu Laboratório Móvel, espaço interativo que oferece orientações técnicas, análises, demonstrações práticas e atendimento personalizado aos produtores de leite.

A iniciativa tem como missão aproximar ciência, tecnologia e campo, promovendo melhoria da qualidade do leite, nutrição animal, gestão da propriedade e sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Além dos atendimentos, o projeto também estimula o intercâmbio de conhecimento entre pesquisadores, técnicos e produtores, fortalecendo o diálogo entre a pesquisa científica e a realidade da pecuária leiteira brasileira.

Projeto fortalece parcerias e reforça papel da pecuária leiteira

Criada para valorizar o produtor e difundir boas práticas na cadeia do leite, a Caravana Giro do Leite já percorreu mais de 12 mil quilômetros e participou de mais de 25 eventos nacionais, atendendo mais de 14 mil produtores rurais.

Com o apoio de The Product Makers Brasil, FOSS, Revista Balde Branco, ATW Comunicação e DO Criativo, o projeto tem se destacado por sua abordagem técnica e educativa, que alia inovação a uma linguagem prática e acessível ao campo.

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O pesquisador Luiz Roma Jr., do Instituto de Zootecnia e diretor da Caravana, destacou a relevância da participação na feira:

“A região de Cândido Mota é uma das mais estratégicas do agronegócio paulista, com produtores altamente tecnificados, inclusive na pecuária leiteira. Estar na Coopershow é aproximar a pesquisa da realidade do campo e contribuir para a melhoria contínua da qualidade do leite”, afirmou.

Expectativas para 2026: mais alcance e novos parceiros

Para 2026, o projeto pretende ampliar o alcance das ações, fortalecer parcerias institucionais e expandir a presença em eventos regionais e nacionais voltados ao agronegócio.

“A nossa meta é seguir levando conhecimento técnico de forma prática, participativa e acessível, fortalecendo o produtor e incentivando a profissionalização da cadeia leiteira”, destacou Roma.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Algodão brasileiro bate recorde de exportação e preço externo sobe 16,8%

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O algodão brasileiro entra em setembro sustentado por uma combinação de produção elevada, exportações recordes e recuperação das cotações internacionais. Depois de embarcar 3,37 milhões de toneladas no ano comercial 2025/26, o maior volume da história, o país acompanha agora uma valorização de 16,81% do contrato de dezembro na bolsa de Nova York desde o início de julho.

Na última semana de agosto, o contrato com vencimento em dezembro de 2026 avançou 3,25%, para 90,02 centavos de dólar por libra-peso na ICE Futures, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O movimento reflete principalmente a preocupação com as condições das lavouras dos Estados Unidos e seus possíveis efeitos sobre a produção americana.

A alta internacional já aparece na referência para o produtor brasileiro. A paridade de exportação para o contrato de dezembro atingiu média de R$ 152,73 por arroba na última semana de agosto, acumulando valorização de 15,19% desde a primeira semana de julho.

O movimento ocorre justamente quando o Brasil amplia sua importância no mercado mundial. Entre agosto de 2025 e julho deste ano, as exportações brasileiras alcançaram o recorde de 3,37 milhões de toneladas, crescimento de 19% sobre as 2,84 milhões de toneladas embarcadas no ano comercial anterior, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

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Foi a primeira vez que o país superou 3 milhões de toneladas exportadas em um único ano comercial. Em apenas quatro ciclos, os embarques mais que dobraram: eram 1,45 milhão de toneladas em 2022/23, passaram para 2,68 milhões em 2023/24 e 2,84 milhões em 2024/25 antes do novo recorde.

A China voltou a ocupar a primeira posição entre os compradores. O país adquiriu 770,5 mil toneladas entre agosto de 2025 e julho de 2026, cerca de 23% de todo o algodão exportado pelo Brasil. O crescimento das vendas para outros grandes mercados consumidores, especialmente na Ásia, também ajudou a ampliar a presença brasileira no comércio internacional.

O desempenho externo acompanha uma safra novamente superior a 4 milhões de toneladas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de pluma em aproximadamente 4,06 milhões de toneladas na temporada 2025/26. O volume mantém o Brasil entre os maiores produtores e garante oferta suficiente para atender simultaneamente a indústria nacional e um mercado externo que ganhou importância para a rentabilidade da cultura.

A posição brasileira tende a permanecer forte no próximo ciclo. Projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que o Brasil deverá continuar como maior exportador mundial em 2026/27, à frente dos próprios Estados Unidos.

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Para o produtor, a recuperação recente das cotações internacionais é especialmente importante porque melhora a paridade de exportação depois de um período de pressão sobre os preços. A continuidade desse movimento, entretanto, dependerá do comportamento da safra americana, da demanda das indústrias têxteis asiáticas e dos próximos números de oferta e consumo mundial.

Além do volume, o avanço brasileiro está ligado à produtividade e à qualidade da fibra. A cotonicultura nacional opera com elevado nível de tecnologia, desde a escolha das cultivares e o manejo nutricional até o controle de pragas, doenças e plantas daninhas. Características como resistência, uniformidade, comprimento e pureza são determinantes para a competitividade nos mercados compradores.

Com uma produção acima de 4 milhões de toneladas, exportações recordes e preços internacionais novamente em alta, o algodão brasileiro inicia o novo ano comercial em uma posição diferente daquela de poucos anos atrás: além de grande produtor, o país tornou-se o principal fornecedor mundial da fibra e passou a disputar diretamente com os Estados Unidos a formação dos fluxos internacionais de comércio.

Fonte: Pensar Agro

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