Tribunal de Justiça de MT

Modelo de capacitação e controle do uso da IA é destaque em visita do CNJ no TJMT

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A consolidação de uma cultura de inovação, aliada à governança e ao uso responsável da inteligência artificial, foi o eixo central da primeira apresentação da manhã desta sexta-feira (30) durante a visita técnica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

O encontro das equipes do CNJ e do TJMT foi presidido pelo desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro, presidente do Comitê de Governança Estratégica de Inteligência Artificial (CGEIA), e o tema conduzido pela juíza Joseane Quinto Antunes, coordenadora do Laboratório de Inovação do Poder Judiciário de Mato Grosso (InovaJusMT), e pelo juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça.

Ao apresentar os dados de capacitação realizados apenas no ano de 2025, a juíza Joseane Quinto Antunes destacou que o fortalecimento da inovação no Judiciário vai além da adoção de ferramentas tecnológicas, como a LexIA, e passa pela formação contínua de magistrados, servidores e equipes técnicas.

“O laboratório, juntamente com as escolas, entendeu que tratar de inteligência artificial era algo maior do que falar apenas do sistema LexIA. Por isso, foram realizadas inúmeras capacitações. Só em 2025, tivemos 2.125 pessoas capacitadas no Poder Judiciário de Mato Grosso, em várias áreas, inclusive técnicos que atuam diretamente no projeto LexIA, com formações específicas. Isso é relevante porque consolida uma cultura de inovação mais sedimentada dentro do Judiciário”, ressaltou a magistrada.

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Segundo os dados apresentados, a política de capacitação abrangeu desde cursos introdutórios sobre inteligência artificial generativa até formações avançadas em engenharia de prompts, uso ético de grandes modelos de linguagem (LLMs) e aplicação prática da IA na gestão e na atividade jurisdicional. A estratégia garante que o uso da tecnologia ocorra de forma consciente, segura e alinhada às diretrizes institucionais.

Regulamentação do uso da IA

Durante a apresentação, o juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira destacou o papel da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT) na regulamentação do uso da inteligência artificial, especialmente no âmbito das serventias extrajudiciais. Ele lembrou da edição do Provimento nº 1/2026-GAB-CGJ, que estabelece diretrizes claras para contratação, governança, segurança da informação e fiscalização de soluções de IA nos cartórios de Mato Grosso.

“A Corregedoria editou um provimento que estabelece diretrizes para a contratação, o uso, a governança, a segurança e a fiscalização de soluções de inteligência artificial no âmbito das serventias extrajudiciais. A norma define limites claros e reforça que a tecnologia deve atuar sempre como apoio, nunca substituindo a análise jurídica humana”, explicou o magistrado.

Projeto Conecta

A visita integrou a agenda do CNJ no âmbito do Programa Justiça 4.0, especialmente do Projeto Conecta, que tem como objetivo identificar iniciativas tecnológicas com potencial de nacionalização, promovendo a cooperação institucional, a racionalização de recursos e o desenvolvimento compartilhado de soluções sustentáveis no Judiciário brasileiro.

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Representando o CNJ, participaram da apresentação o desembargador federal Pedro Felipe de Oliveira Santos, do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) e coordenador do Projeto Conecta, e o juiz Jeremias de Cássio Carneiro de Melo, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), colaborador da iniciativa.

Também participaram da agenda técnica as juízas auxiliares da Corregedoria-Geral de Justiça Myrian Pavan Schenkel e Anna Paula Gomes de Freitas; o juiz Vinícius Paiva Galhardo, membro do InovaJusMT; o juiz Gerardo Humberto Alves da Silva, auxiliar da Vice-Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso; e servidores do TJMT.

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Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Novo espaço da Ampara fortalece parceria de 17 anos com o TJMT pela adoção

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Um ambiente de acolhimento, escuta e orientação para quem sonha em formar uma família por meio da adoção. Esse é o propósito do novo espaço da Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara), inaugurado nesta quinta-feira (16) no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A iniciativa reforça uma parceria construída ao longo de 17 anos entre o Poder Judiciário e a entidade, referência no apoio a pretendentes à adoção e famílias adotivas em todo o estado.
Representando o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, a juíza auxiliar da Presidência, Christiane da Costa Marques Neves destacou que a parceria coloca o Judiciário mato-grossense em posição de destaque no país por atuar além da tramitação dos processos de adoção. “O Tribunal de Justiça mais uma vez atua na vanguarda. Poucos tribunais possuem essa parceria com um grupo de apoio à adoção. Hoje damos mais um passo, oferecendo um espaço maior para fortalecer esse trabalho, que tem como finalidade garantir um direito fundamental da criança e do adolescente: o direito à convivência familiar e comunitária”, destacou.
Mulher de cabelos castanho-claros sorri enquanto fala ao microfone da TV JUS. Veste blusa escura e brinco pequeno. Ao fundo, banner institucional desfocado.Ela também ressaltou que a atuação do Judiciário vai além das decisões judiciais, incluindo o acompanhamento das instituições de acolhimento e a construção de políticas voltadas à proteção da infância.
Mais que uma sede, um espaço de acolhimento
Fundadora e vice-presidente da Ampara, Lindacir Rocha Bernardon relembrou que a associação nasceu em 2009, motivada pela própria experiência como mãe por adoção e pelo desejo de preparar famílias para acolher crianças e adolescentes marcados por histórias de perdas. “A adoção é cercada de dores e desafios. Nós queríamos preparar as famílias para acolher a criança real e fortalecer esses vínculos. Esse espaço representa exatamente isso: transformação de vidas. O Tribunal de Justiça vai além de garantir direitos, ele colabora para transformar vidas”, disse.
Mulher de cabelos castanhos cacheados e óculos de armação escura fala em ambiente interno. Veste blazer preto sobre blusa vermelha. Ao fundo, quadro com certificado emoldurado.A presidente da Ampara, Daisy Anne Marklew Guilem afirmou que o novo ambiente permitirá ampliar o acolhimento oferecido às famílias em todas as etapas do processo adotivo. “Nossa missão é ajudar famílias a encontrarem seus filhos e os filhos a encontrarem seus pais, construindo vínculos permanentes e saudáveis. Este espaço fortalece esse trabalho, porque aqui atendemos as famílias, realizamos o curso preparatório obrigatório e continuamos acompanhando essas famílias mesmo depois da adoção”.
Segundo ela, o apoio do TJMT é reconhecido nacionalmente por ser uma experiência rara de parceria entre um tribunal e uma organização da sociedade civil dedicada à adoção.
Preparação para uma adoção consciente
Além do acompanhamento às famílias, a Ampara desenvolve o Pré-Natal da Adoção, curso obrigatório para quem deseja adotar, previsto na Lei nº 12.010/2009. A formação orienta os pretendentes sobre os aspectos jurídicos, sociais e afetivos da adoção, ajudando a desconstruir mitos e a preparar as famílias para os desafios da construção dos vínculos familiares.
RHomem de cabelos escuros, barba grisalha, terno azul-marinho, camisa branca e gravata azul, fala olhando para o lado. Ao fundo, parede branca e detalhe em madeira.sentando o Instituto Brasileiro de Direito de Família em Mato Grosso (IBDFAM-MT), o juiz Jamilson Haddad Campos destacou a relevância da atuação conjunta em defesa da infância. “A Ampara realiza um trabalho de primeira grandeza no acolhimento de crianças e adolescentes. É uma instituição essencial para fortalecer famílias e garantir proteção à infância. O IBDFAM permanece parceiro e à disposição para contribuir com essa missão”.
Criada em 2009, a Ampara é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que promove cursos, encontros de apoio e acompanhamento às famílias antes, durante e após a adoção. Com o novo espaço no Tribunal de Justiça, a entidade amplia sua capacidade de atendimento e reforça o compromisso compartilhado entre Judiciário e sociedade civil para que mais crianças e adolescentes tenham assegurado o direito de viver em família.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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