Política MT
Mitre e Vitorino destacam papel do jornalismo, da ética e da inovação em evento da ALMT
Publicado
1 de fevereiro de 2026, 09:30
A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) trouxe duas palestras com nomes de destaque nacional da comunicação: o jornalista Fernando Mitre e o consultor de marketing político Marcelo Vitorino. Na oportunidade, os dois palestrantes destacaram a importância do evento para Mato Grosso.
Mais de 900 profissionais e estudantes de comunicação se inscreveram para o debate, que fez parte da cerimônia de entrega do 1º Prêmio de Jornalismo – Troféu Parlamento, que aconteceu nesta quinta-feira (29), no Teatro do Cerrado “Zulmira Canavarros”. O evento integrou as comemorações dos 190 anos do Parlamento estadual.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Maxi Russi (PSB), destacou a importância do prêmio concedido à comunicação estadual, ressaltando o reconhecimento ao trabalho dos profissionais da área em Mato Grosso.
“Temos que valorizar a imprensa estadual e reconhecer o papel dos jornalistas. A iniciativa, que premia o jornalismo teve enorme interesse da mídia e atraiu grande participação, com 912 inscrições”, explicou Russi.
O professor e especialista em marketing político, Marcelo Vitorino, argumentou que a inteligência artificial, quando utilizada de forma adequada, pode impulsionar significativamente a produtividade de um profissional. Ele citou a importância do evento como forma de incentivo aos profissionais da área.
“Fundamental essa homenagem para quem está iniciando no setor. Portanto, aqueles que não dominarem essa tecnologia correm o risco de serem por ela dominados. Inicialmente, considero crucial dissipar a desconfiança que jornalistas e comunicadores demonstram em relação às ferramentas de inteligência artificial, compreendendo que elas não visam substituir, mas sim potencializar o trabalho desses profissionais. Em minhas campanhas e consultorias, a IA tem aprimorado tanto a qualidade quanto a agilidade das minhas entregas”, falou ele.
Foto: MARCOS LOPES/ALMT
De acordo com Vitorino, o Poder Legislativo tem papel relevante na formação do cidadão. Para ele, vivemos, em um cenário de intensa desinformação. “Além disso, a cultura sobre política e cidadania não é cultivada desde a infância, como seria ideal. O Poder Legislativo, incluindo a Assembleia, pode contribuir nesse sentido, fornecendo informações e despertando o interesse da população pelo conhecimento político, utilizando todas as ferramentas disponíveis”, comentou ele.
Outro ponto de vista abordado pelo especialista em marketing, é que quando o cidadão compreende o funcionamento das instituições, suas escolhas são mais conscientes, e eleva a qualidade dos legisladores e dos gestores do poder executivo.
“Acredito que esta palestra possa ampliar os horizontes dos estudantes e profissionais de Mato Grosso, oferecendo uma perspectiva sobre como otimizar seus rendimentos, seja nos trabalhos atuais ou expandindo sua carteira de clientes, pois a gestão eficiente do tempo permite atender a um maior número de pessoas, resultando em melhores resultados financeiros, ”finalizou ele.
O jornalista Fernando Mitre ministrou a palestra “A missão do jornalismo na cobertura ética de uma eleição”, na qual abordou os desafios da atuação jornalística em períodos eleitorais, a intensidade da polarização partidária e o combate à desinformação.
“Eu vejo de maneira muito positiva essa iniciativa, muito oportuna, e é muito importante. É um exemplo o que a Assembleia está fazendo, e importante para o jornalista, para um jovem jornalista receber um prêmio, ser reconhecido pelo seu trabalho”, disse Mitre.
“Gostei bastante dessa iniciativa, o que a Assembleia está fazendo serve de exemplo para muitos outros lugares onde o jornalismo também precisa de incentivos. Então, tenho maior entusiasmo. Estou muito orgulhoso de estar participando aqui da entrega desse prêmio hoje”, revelou o jornalista.
Referências – Para o secretário de Comunicação Social da Assembleia Legislativa, coronel Henrique Santos, as duas palestras foram de grande valia e importância para o público e para os comunicadores do estado de Mato Grosso.
“As palestras foram fundamentais, especialmente em um ano eleitoral, porque ajudam a imprensa a se preparar melhor para um período que exige ainda mais responsabilidade, clareza e compromisso com a verdade. A Assembleia Legislativa de Mato Grosso cumpre o seu papel como Parlamento ao abrir esse espaço de diálogo, troca de conhecimento e fortalecimento da democracia”, explicou Santos.
Segundo o secretário, ao trazer nomes como Marcelo Vitorino, referência nacional em marketing político e comunicação estratégica, “a Assembleia contribui para que os profissionais entendam como a inteligência artificial pode ser uma aliada da comunicação, ajudando a informar melhor a sociedade e a combater a desinformação”, revelou.
“Da mesma forma, a presença de Fernando Mitre, jornalista experiente e autor de “Debate na Veia – Democracia no Centro do Jogo”, reforça a importância da cobertura ética das eleições, lembrando que o jornalismo tem uma missão essencial: informar com equilíbrio, responsabilidade e respeito ao cidadão”, apontou ele.
“A Assembleia Legislativa acredita que fortalecer a imprensa é fortalecer a democracia. Promover esse diálogo é garantir que a informação chegue correta à população, especialmente em um momento decisivo como o período eleitoral”, disse Santos.
Segundo o professor da Universidade Federal de Mato Grosso e componente da bancada de análise dos trabalhos, Moacir Francisco, a participação de Fernando Mitre no evento foi fundamental para os convidados, pois são assuntos diretamente ligados nas campanhas eleitorais deste ano.
“É com satisfação que abordamos a figura de Fernando Mitre, renomado jornalista cuja atuação acompanhamos em debates sobre a política brasileira. Acredito que o tema que ele trouxe para discussão em Cuiabá assume relevância central nas eleições deste ano, marcadas por intensa polarização. Observamos, igualmente, a proliferação de notícias falsas, um desafio que se apresenta, especialmente, aos jovens jornalistas e estudantes de comunicação”, apontou Francisco.
O professor considerou de extrema relevância a palestra de Fernando Mitre, com destaque direcionado em tratar da ética na cobertura jornalística.
“Trata-se de um assunto de grande impacto social, e é imperativo que os jornalistas estejam preparados para lidar com a informação da forma mais responsável possível. Entendo que, para os estudantes que acompanharam a palestra, prevejo que a experiência de Mitre foi de grande valia, contribuindo para a construção de suas opiniões sobre a realidade brasileira e o campo da comunicação”, finalizou Moacir Francisco.
A vencedora do prêmio universitário Bianca Mortelaro, representando a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), participou das palestras e disse que ficou impressionada pelos dois temas dos palestrantes. “Muito bom para nós que estamos iniciando na profissão. Consegui aproveitar bastante e isso nos fortalece para um futuro melhor”, comentou a vencedora.
Ela disse que não esperava ganhar a premiação com o tema abordado que possuí grande relevância social, especialmente no contexto atual de violência de gênero no Mato Grosso. “Sinto-me extremamente feliz. A perspectiva de que este tema alcance pessoas-chave, como parlamentares e a própria Assembleia, me deixa ainda mais contente. Estou genuinamente feliz”, contou.
Para a estudante de jornalismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Pamela Cristina Santos, os assuntos abordados durante as palestras surpreenderam e agradaram.
“Conhecer de perto essas duas personalidades foi surpresa para mim. Gostei das palestras, porque são assuntos atuais que estão diariamente conosco. Acho interessante ter mais eventos como este e a Assembleia está de parabéns pela iniciativa. Vou levar comigo essa primeira experiência que presenciei”, relatou ela.
Fonte: ALMT – MT
Política MT
CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso
Publicado
16 de julho de 2026, 17:30
A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.
O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.
A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.
Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.
Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.
A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.
A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.
Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.
Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.
A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.
Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.
Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.
A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.
Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.
A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.
Fonte: ALMT – MT
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