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Safra paranaense 2026 mantém ritmo positivo com soja em destaque e bons resultados no campo

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Safra de verão impulsiona produção agrícola no Paraná

O Paraná inicia 2026 com cenário agrícola positivo, impulsionado por uma safra de verão robusta. Segundo a Previsão Subjetiva de Safra (PSS) deste mês, em conjunto com o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral/Seab), a expectativa é de uma produção total de 25,9 milhões de toneladas nas lavouras de verão, liderada pela soja.

Apesar de um ritmo de colheita mais lento devido às chuvas, as condições gerais das lavouras permanecem favoráveis, fortalecendo a projeção otimista para o ciclo 2025/26. Além dos grãos, o boletim detalha a situação de ovos, leite e frutas no estado.

Soja mantém protagonismo na agricultura estadual

A soja segue como principal motor da safra paranaense, com área cultivada de cerca de 5,8 milhões de hectares. A produção prevista supera 22 milhões de toneladas, consolidando mais uma colheita histórica. Até o final de janeiro, aproximadamente 5% da área já havia sido colhida, ritmo menor que em anos anteriores devido às chuvas frequentes, mas com lavouras apresentando bom padrão vegetativo.

As precipitações esperadas para os próximos meses serão decisivas para confirmar os rendimentos projetados.

Milho e feijão apresentam perspectivas distintas

O milho de primeira safra mantém boas perspectivas, mesmo com área menor que a soja, e a produção total deve superar a do ciclo anterior, embora sem alcançar recordes. O milho de segunda safra já inicia o plantio em regiões estratégicas como Oeste e Sudoeste, acompanhando a colheita da soja. Seu desempenho será crucial para o resultado final da safra estadual.

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O feijão de primeira safra registra queda na área e na produção, com previsão de 184 mil toneladas, cerca de 46% menor que no ciclo anterior, impactado por preços menos atrativos no plantio. A segunda safra também apresenta área reduzida, com possibilidade de recuperação dependendo do clima e do andamento do plantio nas próximas semanas.

Horticultura com qualidade elevada, mas preços pressionados

Na horticultura, batata, cebola e tomate se destacam pela qualidade. A batata de primeira safra apresenta colheita avançada e alto padrão, enquanto a segunda safra está em implantação. A cebola concluiu a colheita com produtividade satisfatória, mesmo com redução de área, e o tomate mantém boas expectativas de produção apesar da leve retração na área plantada.

O setor, porém, enfrenta preços mais baixos devido ao excesso de oferta e à concorrência com outras regiões.

Ovos: queda de preços em janeiro e expectativa de alta sazonal

Em janeiro de 2026, os preços de varejo dos ovos caíram significativamente no Paraná, com recuo médio de 14,6% em relação a janeiro de 2025 e de 17,5% frente a dezembro. O ovo extra apresentou queda de 25,2%, o ovo grande recuo de 15,8%, e o ovo médio reduziu 2,7%.

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Apesar da retração, os ovos permanecem competitivos frente às carnes bovina, suína e de frango. Para fevereiro, projeta-se elevação dos preços devido à sazonalidade, ao retorno das compras institucionais e à menor produção nacional no período.

Leite: mercado pressiona preços ao produtor

O mercado de leite no Paraná manteve queda nos preços no início de 2026, reflexo da oferta elevada e dos custos de produção ainda altos. O preço médio do leite posto na indústria deve ficar em torno de R$ 2,15 por litro, 22,1% abaixo de janeiro de 2025. No varejo, o litro do leite UHT foi vendido a R$ 3,75, queda mensal de 3,1% e anual de 23,2%.

O aumento das importações de leite em pó no final de 2025 contribui para a pressão sobre os preços internos.

Frutas paranaenses ampliam exportações

A fruticultura do Paraná segue em expansão no mercado externo. Em 2025, as exportações do setor atingiram US$ 22,4 milhões, crescimento expressivo em relação à última década. Limões, limas, bananas e abacates lideraram os embarques, reforçando o potencial do segmento como alternativa de diversificação e agregação de valor à produção estadual.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Governo do Brasil celebra a Pesca Artesanal

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Ao celebrar nesta quarta-feira (01) os avanços da Pesca Artesanal, em Brasília, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reuniu trabalhadores e trabalhadoras de diversas regiões, mestres das comunidades pesqueiras, assim como representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), do Fórum Nacional da Pesca Artesanal (FNPA) e da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA).

“Hoje é um dia de muita alegria pois estou tendo a chance de falar para um grupo tão diverso que representa a pesca artesanal do nosso país, reunindo grandes lideranças aqui. Estamos celebrando a Semana Nacional da Pesca Artesanal, sancionada em maio deste ano, pelo presidente Lula, que percebeu que 1,7 milhão de pescadores precisavam ter mais visibilidade”, ressaltou o ministro Edipo Araujo.

Com apresentações artísticas culturais potiguara e paraense, no evento foram entregues certificados e anunciadas políticas públicas. Foi um momento de reconhecer homens e mulheres que mantêm viva essa tradição e reafirmar o compromisso do governo federal com o fortalecimento da pesca artesanal.

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“É muito bom estar em um momento tão importante como este, que celebra a Semana Nacional de Promoção da Pesca Artesanal, e poder ver aqui tantos representantes beneficiados por programas que foram construídos com muito carinho e competência pelos amigos que trabalham na Secretaria Nacional da Pesca Artesanal”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

Pesca Artesanal
Pesca Artesanal

O edital Culturas Pesqueiras Artesanais do Brasil, realizado em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), selecionou para premiação 60 projetos culturais, 4 intelectuais da pesca e 50 mestres e mestras. Entre eles, estava Kivia Lima, premiada na categoria “Gastronomia e culturas alimentares vinculadas ao mundo da pesca artesanal”, que relatou estar muito feliz com este reconhecimento “é a realização de um sonho, estar aqui e ver que somos reconhecidas pela nossa dedicação e saber que com este prêmio poderemos ampliar o alcance das nossas oficinas nas aldeias”.

Além das entregas do Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal, Programa Mais Saúde para os Povos das Águas, edital do Fortalecimento Produtivo, Projeto Ângelas Pescadores, Projeto de Assentamento Agroextrativista Pesqueiro (PAE – Pesqueiro), Programa Nacional de Regularização de Embarcações de Pesca (PROPESC), Selo da Pesca Artesanal, Novo Acordo do Rio Doce, também foi realizada a assinatura da portaria que institui o Plano Nacional da Pesca Artesanal.

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Valorização dos trabalhadores

A Semana Nacional de Promoção da Pesca Artesanal foi instituída pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por meio da Lei nº 15.414, de 21 de maio de 2026. A data será celebrada, anualmente, na semana em que recair o dia 29 de junho. A lei visa valorizar o trabalho de pescadores e pescadoras da pesca artesanal no país.

Élen Gorski

Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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