Ministério Público MT

Procurador de Justiça destaca iniciativas de promoção da integridade

Publicado

A consolidação da cultura de integridade no serviço público de Mato Grosso tem avançado ao longo dos últimos anos e muito se deve ao esforço conjunto de órgãos de controle e instituições que integram o sistema de justiça. Nesse cenário, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) se destaca como um dos principais articuladores dessa agenda, especialmente por meio da atuação da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, do Centro de Apoio Operacional (CAO) de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa e da participação na Rede de Controle da Gestão Pública do estado.O procurador de Justiça Edmilson da Costa Pereira, defensor da integridade como estratégia central de proteção ao patrimônio público, destaca a recente implementação do Programa de Integridade e Compliance do Tribunal de Justiça de Mato Grosso como mais uma importante medida nesse contexto. Para ele, o fortalecimento da integridade no âmbito do Judiciário dialoga diretamente com o trabalho que o MPMT vem desenvolvendo de forma contínua para estimular práticas preventivas, reforçar princípios éticos e promover uma gestão pública mais transparente em todo o estado.Segundo ele, a adoção de programas estruturados de integridade por diferentes instituições demonstra que Mato Grosso avança para um patamar mais robusto de governança pública. “A integridade se constrói no cotidiano, e sua efetivação depende de método, continuidade e compromisso institucional. É muito significativo ver o TJMT consolidando seu programa, porque isso reforça um ambiente de coerência entre as instituições e fortalece o serviço prestado à sociedade”, ressalta.
A iniciativa do TJMT está alinhada à Resolução nº 410/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e prevê implementação do Programa de Integridade e Compliance de forma gradativa, com ações voltadas a magistrados, servidores, estagiários, fornecedores e usuários dos serviços judiciais e extrajudiciais. O objetivo é disseminar uma cultura institucional baseada na ética, prevenir riscos de corrupção, conflitos de interesse e fraudes, e garantir que o interesse público esteja sempre acima de qualquer interesse pessoal.A implementação do Programa de Integridade do Tribunal de Justiça de Mato Grosso segue um modelo estruturado em pilares que abrangem desde o comprometimento da alta administração até ações permanentes de capacitação. A iniciativa prevê a participação direta da Presidência do Tribunal na condução da política de integridade, reforçando o engajamento institucional necessário para que as medidas tenham efetividade. O programa também incorpora mecanismos de gestão de riscos voltados à identificação e mitigação de vulnerabilidades éticas e institucionais, além da criação e atualização de códigos de conduta, normas internas e outros instrumentos orientativos.O conjunto de ações inclui ainda monitoramento contínuo e auditorias periódicas para avaliar resultados, bem como a integração de diretrizes de sustentabilidade, diversidade e inclusão à rotina administrativa. Outro eixo relevante diz respeito à comunicação interna e às campanhas de sensibilização e treinamento, que buscam envolver magistrados, servidores, estagiários e colaboradores na construção de um ambiente organizacional pautado pela ética e pela transparência. Entre os instrumentos previstos estão o Código de Ética e Conduta, o Manual de Gestão de Riscos de Integridade e um canal seguro e sigiloso para recebimento de denúncias, além de políticas específicas de prevenção à corrupção e a conflitos de interesse.“Quando instituições como o Ministério Público, o Tribunal de Justiça, a Controladoria-Geral do Estado e a Rede de Controle avançam juntas, quem ganha é o cidadão. Integridade não é conceito abstrato, mas prática diária que evita danos, promove confiança e transforma a administração pública”, afirma Edmilson da Costa Pereira.

Leia mais:  Termo define metas para reduzir biomassa da supressão nativa

Fonte: Ministério Público MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Ministério Público MT

MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes

Publicado

O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.

Leia mais:  MPMT denuncia mais dois policiais militares por assassinato de advogado

Fonte: Ministério Público MT – MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana