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MPMT denuncia mais dois policiais militares por assassinato de advogado

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 27ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital e das promotorias que integram o Núcleo de Defesa da Vida, ofereceu nova denúncia relacionada ao homicídio qualificado do advogado Renato Gomes Nery, de 72 anos, ocorrido em Cuiabá. Desta vez, foram denunciados mais dois policiais militares, ampliando o número de envolvidos no crime. A nova denúncia por homicídio qualificado (mediante paga ou promessa de recompensa, emprego de meio que resultou perigo comum, recurso que dificultou a defesa do ofendido e idade avançada da vítima), fraude processual, abuso de autoridade e organização criminosa foi ajuizada no dia 26 de junho. Em maio deste ano, o MPMT já havia denunciado o policial militar Heron Teixeira Pena Vieira e o montador de móveis Alex Roberto de Queiroz Silva pela participação no mesmo homicídio.De acordo com a nova denúncia, os policiais militares Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira “agindo em concurso de pessoas e em contexto de organização criminosa, participaram do meticuloso planejamento e execução do homicídio qualificado do advogado”. O crime ocorreu em 5 de julho de 2024, em frente ao escritório da vítima, na Avenida Fernando Corrêa. Conforme apurado, ambos atuaram como intermediários em uma cadeia criminosa que culminou na execução da vítima, atingida por disparos de arma de fogo efetuados por Alex Silva, sob a coordenação de Heron Vieira. O crime teria sido motivado por promessa de recompensa no valor de R$ 200 mil. Jackson atuou como intermediário principal, coordenando o crime e realizando pagamentos parciais, enquanto Ícaro forneceu a arma usada (uma pistola Glock, configurada para disparos automáticos) e facilitou a transferência do pagamento.Motivação – O homicídio foi praticado no contexto de uma disputa judicial envolvendo mais de doze mil hectares de terras no Município de Novo São Joaquim (a 485 km de Cuiabá). A vítima havia obtido uma vitória judicial significativa, resultando em perdas financeiras para as partes adversas. Além disso, havia apresentado uma queixa ética contra outros advogados, acusando-os de operar um “escritório do crime” com suposta participação de um membro do Judiciário.Histórico criminal – Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira já foram denunciados anteriormente pelo MPMT no âmbito da Operação “Simulacrum”. A denúncia foi assinada pelos promotores de Justiça Élide Manzini de Campos, Rinaldo Segundo, Rodrigo Ribeiro Domingues e Samuel Frungilo.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

MPMT capacita lideranças para prevenir riscos psicossociais

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) deu início às oficinas do Projeto Âmbar – Prevenir para Cuidar, iniciativa voltada à prevenção de riscos psicossociais e à promoção da saúde mental no ambiente de trabalho, na segunda-feira (17). A ação busca preparar lideranças para identificar fatores que possam comprometer o bem-estar das equipes e contribuir para a construção de um ambiente institucional mais acolhedor e saudável.O projeto está alinhado às diretrizes do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), ao Planejamento Estratégico Institucional (PEI) 2024-2031 e às atualizações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passou a exigir a gestão dos riscos psicossociais pelas organizações.A formação oferece ferramentas práticas para que gestores desenvolvam uma liderança mais preparada para reconhecer fatores de risco, fortalecer relações de trabalho saudáveis e contribuir para a prevenção do adoecimento mental.Segundo a coordenadora do Programa Vida Plena, promotora de Justiça Gileade Maia, o Projeto Âmbar foi estruturado para atuar de forma preventiva, fortalecendo o papel das lideranças no cuidado com as equipes.“O Projeto Âmbar tem como propósito prevenir o adoecimento mental no âmbito do Ministério Público e capacitar lideranças para reconhecer, prevenir e reduzir riscos psicossociais em suas equipes. Por meio de quatro oficinas, os participantes terão acesso a conteúdos e ferramentas voltados à saúde emocional, à organização do trabalho e à construção de ambientes mais saudáveis. A proposta é fortalecer uma cultura institucional baseada no cuidado, na prevenção e na valorização das pessoas”, explica.A promotora ressalta ainda que o envolvimento dos gestores é fundamental para o sucesso da iniciativa. “Os líderes têm papel decisivo na promoção da saúde mental e na prevenção do adoecimento. Eles podem contribuir para a construção de ambientes de trabalho mais saudáveis, identificar sinais de risco, acolher os integrantes das equipes e adotar medidas que favoreçam o bem-estar coletivo. Além disso, quando uma situação exige acompanhamento especializado, precisam estar preparados para orientar e encaminhar adequadamente. Por isso, investir na capacitação das lideranças é essencial”, afirma.As oficinas são conduzidas pelas especialistas do Programa Vida Plena Aliny Myrtacia Rocha de Lima, assistente social, e Luísa Catarina Oliveira Gonçalves, psicóloga. A programação aborda temas relacionados aos riscos psicossociais, à saúde emocional e às estratégias de cuidado no ambiente profissional.Para os participantes, a iniciativa contribui para ampliar o olhar das lideranças sobre a gestão de pessoas e a promoção do bem-estar no ambiente de trabalho. O supervisor pedagógico do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Hélio Taques, destaca que a capacitação fortalece a atuação dos gestores ao oferecer conhecimentos que auxiliam na tomada de decisões e no relacionamento com as equipes.“A capacitação amplia a compreensão das lideranças sobre a importância do cuidado com as pessoas. Os conhecimentos compartilhados ajudam na tomada de decisões e na gestão das equipes, contribuindo para um ambiente de trabalho mais saudável, equilibrado e produtivo”, avalia.Na mesma linha, a chefe do Departamento de Planejamento (Deplan), Annelyse Cristine Candido Santos, observa que a formação atende a uma necessidade comum nas organizações, na qual profissionais assumem funções de liderança sem preparo específico para gerir pessoas.“Muitas vezes, profissionais assumem funções de liderança sem uma formação específica para esse papel. Desenvolver competências, habilidades e atitudes relacionadas à gestão de pessoas é fundamental para fortalecer o cuidado com os integrantes da instituição e qualificar ainda mais os serviços prestados à sociedade”, ressalta.Para o auditor de Controle Interno Leandro Seije Nagasawa, o Projeto Âmbar reforça a importância de colocar as pessoas no centro das relações de trabalho.“Os processos e as ferramentas são importantes, mas as pessoas vêm em primeiro lugar. O Projeto Âmbar reforça a necessidade de olhar para o ser humano de forma integral, compreendendo suas necessidades e promovendo relações de trabalho mais saudáveis e respeitosas”, afirma.Já a gerente de Desenvolvimento de Pessoas do Departamento de Gestão de Pessoa (DGP), Josyane Lima de Cerqueira, enfatiza que o papel da liderança vai além da gestão de resultados, envolvendo também o cuidado com o desenvolvimento e o bem-estar das equipes.“Liderar também é cuidar. Ter acesso a ferramentas e conhecimentos que fortaleçam esse papel é fundamental para que os gestores possam apoiar o desenvolvimento das equipes, fortalecer vínculos e criar ambientes de trabalho mais saudáveis, colaborativos e produtivos”, destaca.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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