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Brasil lança Coalizão pelos Biocombustíveis para fortalecer transição energética e ampliar uso de combustíveis renováveis

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Coalizão pelos Biocombustíveis é lançada em Brasília

Foi lançada nesta quarta-feira (4), na Câmara dos Deputados, em Brasília, a Coalizão pelos Biocombustíveis, uma iniciativa que une frentes parlamentares e entidades dos setores energético e agroindustrial. O grupo tem como principal objetivo fortalecer a transição energética brasileira, acompanhar a regulamentação da Lei do Combustível do Futuro e consolidar o papel do Brasil como referência mundial em energia limpa e renovável.

O evento marcou a criação de um novo espaço de articulação institucional, destinado à elaboração de políticas públicas voltadas ao uso de combustíveis renováveis. A proposta é promover sustentabilidade, segurança energética, geração de empregos e crescimento econômico.

Lideranças reforçam papel estratégico dos biocombustíveis

Durante o lançamento, o presidente da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), Jerônimo Goergen, destacou a importância do setor para o desenvolvimento sustentável nacional.

“Os biocombustíveis são parte da solução para o Brasil e para o mundo. Temos tecnologia, produção sustentável e uma cadeia que gera emprego, renda e reduz emissões. A Coalizão nasce para dar unidade e força a esse debate com responsabilidade e visão de longo prazo”, afirmou Goergen.

Frentes parlamentares unidas em defesa da energia limpa

A nova coalizão é formada inicialmente por quatro importantes frentes parlamentares:

  • Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)
  • Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio)
  • Frente Parlamentar do Etanol (FPEtanol)
  • Frente Parlamentar Mista da Economia Verde
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Essa união amplia o protagonismo do Congresso Nacional na formulação de políticas voltadas ao setor de biocombustíveis.

O deputado Arnaldo Jardim, presidente da Comissão de Transição Energética da Câmara, assumiu a coordenação-geral da Coalizão. O Conselho Deliberativo será composto pelos deputados Alceu Moreira (FPBio), Zé Vitor (FPEtanol) e Pedro Lupion (FPA).

Biocombustíveis como política de Estado

Com uma visão de longo prazo, a Coalizão defende o reconhecimento dos biocombustíveis como política de Estado, integrando os setores energético, industrial, agropecuário e ambiental.

Entre os principais eixos de atuação estão:

  • Estímulo à produção nacional e valorização da economia circular
  • Aproveitamento de resíduos para geração de energia limpa
  • Adoção de critérios técnicos como a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), que mensura o impacto ambiental completo dos combustíveis

A iniciativa também propõe um planejamento estruturado para substituir gradualmente os combustíveis fósseis, com metas claras e mecanismos de financiamento, incluindo a criação de um Fundo Nacional para a Transição Energética.

Impactos econômicos e sociais dos biocombustíveis

Além dos benefícios ambientais, os biocombustíveis geram impactos econômicos e sociais significativos. O biodiesel, por exemplo, reduz importações, fortalece a agricultura familiar e gera empregos em todo o país.

“O Brasil pode liderar a economia de baixo carbono. Temos uma das matrizes mais limpas do planeta e condições reais de avançar com protagonismo global. Biocombustível é produção, tecnologia e oportunidade concreta para o país”, destacou novamente Goergen.

Próximos passos da Coalizão

A Coalizão pretende atuar junto ao Executivo e ao Legislativo na formulação de propostas e instrumentos que acelerem a transição energética brasileira, com foco em inovação, sustentabilidade e competitividade internacional.

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Com a união entre setor público e privado, o movimento busca garantir o papel do Brasil como líder mundial na produção de energia renovável, impulsionando o desenvolvimento sustentável e a geração de novas oportunidades no campo e na indústria.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Queda no preço do querosene de aviação anima setor agrícola, mas impacto deve ser gradual

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A redução de 14,2% no preço médio do querosene de aviação (QAV) anunciada pela Petrobras para junho foi recebida com otimismo pelo setor de aviação agrícola. No entanto, representantes da atividade avaliam que os efeitos positivos sobre os custos operacionais devem ocorrer de forma gradual, com reflexos mais consistentes no médio e no longo prazo.

A estatal informou uma diminuição equivalente a R$ 0,93 por litro no valor de venda do combustível para as distribuidoras. A medida ocorre após meses de forte pressão sobre os preços dos derivados de petróleo, influenciados principalmente pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelas oscilações do mercado internacional de energia.

Para a aviação agrícola, responsável por operações fundamentais no campo, como pulverização, semeadura, combate a incêndios e aplicação de insumos, o custo do combustível é um dos principais componentes das despesas operacionais.

Combustível representa parcela relevante dos custos da aviação agrícola

Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), o querosene de aviação é utilizado por cerca de 30% da frota aeroagrícola brasileira e possui participação significativa nos custos das empresas do setor.

De acordo com o economista e diretor operacional do Sindag, Claudio Junior Oliveira, as aeronaves movidas a querosene de aviação Jet A-1 concentram grande parte das operações devido à elevada demanda de trabalho e à eficiência desse tipo de combustível.

A importância do insumo para a atividade faz com que qualquer oscilação nos preços tenha reflexos diretos sobre os custos da prestação de serviços ao agronegócio e, consequentemente, sobre a cadeia de produção de alimentos.

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Alta acumulada ainda pesa sobre o setor

Apesar do recente anúncio de redução, o setor ainda enfrenta os efeitos da forte valorização acumulada nos últimos meses.

Dados do Sindag apontam que o querosene de aviação registrou inflação de 51,6% em abril, alcançando preço médio de R$ 8,46 por litro. A entidade atribui esse movimento principalmente às incertezas geopolíticas internacionais e às oscilações no mercado global de petróleo.

A Petrobras também informou que, mesmo após o corte anunciado para junho, o combustível acumula alta de 54,5% em relação aos valores praticados em dezembro de 2025, o que representa um aumento de R$ 1,98 por litro no período.

Esse cenário tem pressionado especialmente as operações aeroagrícolas concentradas no Centro-Oeste, região que reúne importantes polos de produção de grãos, fibras e bioenergia.

Expectativa de melhora está no médio prazo

Embora a redução anunciada seja considerada positiva, o setor avalia que os efeitos não serão imediatos.

Segundo Claudio Oliveira, a expectativa é de que os benefícios cheguem gradualmente ao mercado, à medida que a redução seja incorporada pela cadeia de distribuição e reflita efetivamente nos custos operacionais das empresas.

A avaliação é de que o ambiente ainda permanece desafiador, principalmente devido à influência dos preços internacionais sobre o mercado brasileiro de combustíveis.

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Oriente Médio segue no radar do mercado

Mesmo com parte do abastecimento nacional não dependendo diretamente das rotas marítimas afetadas pelos conflitos internacionais, os preços praticados no Brasil continuam acompanhando as referências globais do petróleo.

Nesse contexto, o setor mantém atenção especial à situação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas estratégicas para o transporte mundial de petróleo e derivados.

Qualquer interrupção ou restrição ao fluxo de navios na região pode provocar novas pressões sobre os preços internacionais da energia e comprometer a trajetória de redução observada neste início de junho.

Custos seguem como desafio para o agronegócio

A redução do preço do querosene de aviação representa um sinal positivo para a aviação agrícola e para o agronegócio brasileiro, mas ainda não é suficiente para neutralizar o impacto das altas acumuladas nos últimos meses.

Com custos de produção elevados, juros ainda em patamares restritivos e um cenário internacional marcado por incertezas geopolíticas, o setor continua acompanhando de perto os movimentos do mercado de energia.

Para as empresas de aviação agrícola, a expectativa é que a queda anunciada pela Petrobras seja o início de um processo mais amplo de acomodação dos preços, contribuindo para melhorar a competitividade das operações que apoiam diretamente a produção agropecuária nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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