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Wilson Santos propõe terminal ferroviário em Santo Antônio de Leverger para compensar perdas territoriais

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Durante sessão plenária realizada nesta quarta-feira (11), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou indicação em favor do município de Santo Antônio de Leverger para que o futuro terminal ferroviário da Baixada Cuiabana seja instalado no território levergense. Ele fez um apelo direto à Mesa Diretora e aos deputados para que firmem um compromisso político em defesa do município que vem acumulando perdas territoriais ao longo das últimas décadas.

“Uma indicação em favor de Santo Antônio de Leverger, que vem sendo mais retalhado do que tabuleiro de pirulito. Que nós possamos firmar um compromisso, para que o terminal ferroviário da Baixada Cuiabana seja instalado no município. Chega de perder tantas áreas! Que possamos fazer um compromisso nesta Casa de Leis e para o próximo governador de Mato Grosso, para juntar todos os esforços e garantir, inclusive, se for possível em lei, que o terminal ferroviário seja construído e implantado neste território”, defendeu o parlamentar.

Wilson relembrou que Santo Antônio de Leverger perdeu, ao longo dos anos, áreas importantes para municípios vizinhos, o que impactou diretamente na arrecadação e no desenvolvimento econômico local. Segundo ele, a cidade perdeu uma área significativa para Juscimeira, onde estão instaladas grandes fazendas produtoras de soja, milho e algodão, o que resultou em menos ICMS para os cofres da prefeitura. Também citou a perda de seis comunidades, entre elas Santo Antônio da Fartura e Córrego do Ouro, além de áreas destinadas a Campo Verde, Barão de Melgaço, Cuiabá, Várzea Grande, Nossa Senhora do Livramento e Poconé.

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O deputado destacou ainda que o distrito de Mimoso – local de nascimento do Marechal Rondon – havia sido retirado do território de Leverger, assim como o Morro de Santo Antônio. Ele lembrou que, graças aos projetos de sua autoria aprovados pela Assembleia Legislativa, essas áreas foram reincorporadas ao município. Em fevereiro deste ano, foram sancionadas as Leis nº 13.227/2026 e nº 13.228/2026, ambas de autoria dele, que reincorporaram áreas territoriais ao município de Santo Antônio de Leverger, devolvendo oficialmente o Morro de Santo Antônio e o distrito de Mimoso ao território levergense. As propostas foram aprovadas por unanimidade e, segundo o parlamentar, corrigem uma distorção histórica, fortalecendo a identidade territorial, cultural e administrativa do município.

Ao defender a instalação do terminal ferroviário em Leverger, Wilson afirmou que a medida representa uma política compensatória diante das perdas acumuladas pelo município. “Quero que esta Casa de Leis faça todos os esforços para que o futuro terminal ferroviário fique neste município. É o mínimo que podemos fazer para compensar essas perdas”, reforçou.

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O deputado explica que a inclusão de Santo Antônio de Leverger no traçado da ferrovia em Mato Grosso vai descentralizar investimentos e estimular o desenvolvimento regional. Segundo ele, o município há décadas assiste ao intenso tráfego de carretas que apenas passam pelo território, sem deixar benefícios concretos à população. “É preciso um modelo de desenvolvimento mais justo e equilibrado, especialmente para cidades com mais de 300 anos de história, como Cuiabá, Vila Bela da Santíssima Trindade e Santo Antônio de Leverger”, justificou.

O parlamentar mantém presença constante em Santo Antônio de Leverger há quase quatro décadas, período em que acompanhou avanços importantes como a chegada da energia elétrica, da internet e da pavimentação, especialmente na zona rural. Defensor de um ICMS mais justo, ele argumenta que é preciso desconcentrar recursos dos grandes centros e valorizar municípios que enfrentam esvaziamento econômico há anos.

Fonte: ALMT – MT

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Duas mulheres são eleitas para a ALMT após quatro legislaturas

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Samantha do Abilio (PL) e Alessandra Ferreira (Podemos) estão entre os 24 deputados estaduais eleitos neste domingo (4) para a 21ª Legislatura da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Com 100% das urnas apuradas, Samantha recebeu 57.900 votos e Alessandra, 50.802. O resultado faz com que a ALMT volte a ter duas mulheres eleitas diretamente para exercer mandatos titulares simultaneamente.

A última vez que isso ocorreu foi nas eleições de 2010, quando Luciane Bezerra e Teté Bezerra conquistaram cadeiras para a 17ª Legislatura (2011–2015). Nas três eleições seguintes (2014, 2018 e 2022), apenas uma mulher, Janaina Riva (MDB), foi eleita deputada estadual em cada pleito.

Na atual legislatura, outras mulheres também exerceram temporariamente o mandato como suplentes. Em julho de 2025, a ALMT registrou, pela primeira vez, três mulheres em exercício simultaneamente: Janaina Riva, titular, e as suplentes Professora Graciele e Valdeniria Dutra. Também assumiram como suplentes ao longo da 20ª Legislatura Sheila Klener, Sandy de Paula, Priscila Dourado e Marildes Ferreira.

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Nas eleições de 2026, as mulheres representaram 34% do total de candidaturas registradas em Mato Grosso, mesmo percentual verificado no estado nas eleições gerais de 2022. Apesar de serem maioria entre o eleitorado, a participação feminina entre os candidatos permaneceu em cerca de um terço.

Eleitas, Samantha e Alessandra representarão 8,3% da composição da Casa na próxima legislatura. Samantha do Abilio, de 42 anos, é designer de interiores e vereadora de Cuiabá. Eleita para a Câmara Municipal em 2024, chega à Assembleia para o primeiro mandato como deputada estadual. Já Alessandra Ferreira, de 36 anos, é cirurgiã-dentista e empresária. Foi secretária municipal de Promoção e Assistência Social de Rondonópolis entre 2025 e 2026 e disputou neste ano sua primeira eleição para um cargo eletivo.

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou a diferença entre o número de mulheres no eleitorado e a presença delas nos cargos eletivos. “A gente tem 51% dos eleitores que são mulheres. E por que elas não podem ter uma representatividade? Então a gente tem que melhorar essa cultura, conversar mais, trocar nossas experiências e fazer com que esse número comece a crescer também”, afirmou.

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Para a cientista política Christiany Fonseca, a participação feminina nas eleições não se converte automaticamente em representação parlamentar. Segundo ela, o processo envolve acesso às estruturas partidárias, recursos de campanha, redes políticas e condições para que as candidaturas sejam competitivas. “É preciso conseguir entrar, competir, vencer e depois permanecer na política”, resumiu Christiany.

A eleição de Samantha e Alessandra ocorre 16 anos depois do pleito que levou duas mulheres simultaneamente à Assembleia. Elas assumem os mandatos em 1º de fevereiro de 2027.

Fonte: ALMT – MT

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