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Exportações de soja disparam em janeiro e Mato Grosso lidera embarques nacionais

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Exportações brasileiras de soja crescem 75% em janeiro de 2026

O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho nas exportações de soja. Segundo dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados na segunda-feira (9), o país exportou 1,88 milhão de toneladas do grão em janeiro de 2026, representando um crescimento de 75,51% em comparação com o mesmo período de 2025.

De acordo com o instituto, o aumento está relacionado à maior oferta do produto e ao aquecimento da demanda internacional, impulsionado pelo avanço da colheita e pela competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

Produção nacional em alta reforça cenário de crescimento

Relatório recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), publicado em janeiro de 2026, confirma essa tendência positiva. Para o ciclo 2025/26, a estatal projeta aumento de 2,80% na área cultivada e alta de 2,71% na produção em relação à safra anterior (2024/25).

Esses indicadores reforçam a expectativa de maior disponibilidade de soja no mercado interno, o que favorece o ritmo das exportações e consolida o Brasil como o principal fornecedor global do grão.

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Mato Grosso responde por 26% da soja exportada pelo Brasil

Líder nacional na produção e exportação de soja, Mato Grosso manteve protagonismo em janeiro de 2026. O estado foi responsável por 25,99% do volume total exportado no país, com 487,63 mil toneladas embarcadas no período.

O desempenho expressivo foi impulsionado pelo avanço da colheita e pela forte procura pela oleaginosa mato-grossense. Comparado a janeiro de 2025, o volume exportado pelo estado saltou 202,52% e superou em 96,32% a média dos últimos cinco anos para o mesmo mês.

Projeção para 2026: Mato Grosso deve exportar 32 milhões de toneladas

As projeções do Imea indicam que, ao longo de 2026, Mato Grosso deve exportar cerca de 32,10 milhões de toneladas de soja, o que representa crescimento de 0,28% em relação ao total exportado em 2025.

Com colheitas adiantadas e logística favorável, o estado tende a manter sua liderança nas vendas externas, consolidando sua posição estratégica no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bicudo-do-algodoeiro continua sendo principal ameaça à produtividade do algodão no Brasil

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Inseto ataca estruturas reprodutivas da planta e segue como um dos maiores desafios fitossanitários da cotonicultura brasileira, exigindo estratégias combinadas de controle e prevenção.

Pressão do bicudo mantém alerta máximo no algodão brasileiro

O bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis) permanece como a principal praga da cultura do algodão no Brasil, representando um dos maiores riscos à produtividade e à qualidade da fibra. O inseto ataca diretamente estruturas reprodutivas da planta, como botões florais e maçãs, comprometendo o desenvolvimento da lavoura e podendo provocar perdas que chegam a cerca de 70% do potencial produtivo.

Segundo especialistas do setor, o impacto do bicudo está diretamente ligado à sua ação sobre partes essenciais da planta, o que afeta a formação e o enchimento das estruturas produtivas. Quando o manejo não é eficiente, a queda de botões e frutos se intensifica, reduzindo significativamente o rendimento final da cultura.

Características da praga dificultam controle no campo

De pequeno porte — entre 3 e 6 milímetros — e coloração marrom, o bicudo-do-algodoeiro apresenta alta capacidade de reprodução e grande agressividade no ataque às plantas, o que torna seu controle um desafio constante para os produtores.

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Os primeiros sinais de infestação incluem perfurações em botões florais, queda precoce dessas estruturas e flores com aspecto característico deformado, conhecido como “rosetado”. Em muitos casos, os sintomas iniciais passam despercebidos, mas a evolução da infestação pode ser rápida em condições favoráveis, reduzindo o tempo de resposta no manejo.

Monitoramento e manejo integrado são fundamentais

O controle eficiente do bicudo-do-algodoeiro depende diretamente do monitoramento contínuo da lavoura. A inspeção frequente, especialmente nas estruturas reprodutivas, é essencial para identificar a presença da praga ainda no início da infestação.

Além disso, práticas como destruição de restos culturais, eliminação de plantas voluntárias e uso de armadilhas durante a entressafra são estratégias importantes para reduzir a população do inseto entre os ciclos produtivos.

Especialistas reforçam que o controle não depende de uma única ação, mas sim de um conjunto de medidas integradas e aplicadas no momento correto.

Manejo químico exige rotação e estratégia

O manejo integrado também envolve o uso criterioso de inseticidas e a rotação de mecanismos de ação para evitar resistência da praga. Em áreas de alta pressão do bicudo, soluções com diferentes modos de ação ganham relevância no controle.

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Produtos com ação por contato e ingestão, como aqueles à base de etiprole, são citados como ferramentas importantes dentro de programas de manejo, contribuindo para maior eficiência no controle da praga quando utilizados de forma estratégica.

Conclusão: controle do bicudo depende de planejamento contínuo

O bicudo-do-algodoeiro segue como um dos principais desafios da cotonicultura brasileira e exige uma abordagem técnica, integrada e contínua ao longo de toda a safra.

O sucesso no controle da praga está diretamente ligado ao planejamento, ao monitoramento constante e à combinação de diferentes estratégias de manejo, fatores essenciais para preservar o potencial produtivo do algodão no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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