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Mercado do feijão desacelera após alta histórica e registra pausa técnica

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O mercado brasileiro de feijão encerrou a semana em um momento de ajuste e pausa técnica, após registrar os maiores preços em quase um ano. A forte valorização observada nas últimas semanas deu lugar a um ambiente de menor liquidez e comportamento mais racional por parte dos compradores, segundo análise da Safras & Mercado.

Liquidez cai e mercado entra em fase de correção

De acordo com o analista Evandro Oliveira, da Safras & Mercado, o mercado doméstico vive uma transição clara entre o período de euforia e o início de uma fase de acomodação. “A liquidez caiu de forma abrupta, com vários pregões sem negócios efetivos — movimento típico de topo de mercado, e não de reversão”, explica.

O especialista aponta que a sustentação dos preços depende, neste momento, da escassez de grãos de alta qualidade, já que as lavouras foram impactadas por problemas climáticos que comprometeram o padrão do produto.

A comercialização se mantém concentrada em vendas por amostra e operações casadas, o que tem ajudado a evitar sobras físicas e proteger margens dos produtores. Mesmo com a demanda mais cautelosa e o varejo testando os limites de repasse ao consumidor, os preços seguiram firmes.

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No FOB interior paulista e no leste de Goiás, as cotações superaram com folga a marca de R$ 300 por saca, enquanto outras regiões intermediárias também registraram avanço. “O feijão carioca encerra a semana como o principal motor de rentabilidade da safra, ainda com poder de barganha concentrado na origem”, afirma Oliveira.

Feijão preto mantém estabilidade, mas consumo segue retraído

Enquanto o feijão carioca lidera os ganhos, o feijão preto apresentou comportamento mais técnico e defensivo, segundo a Safras & Mercado. “A semana foi de lateralidade, com baixo volume de negócios e preços sustentados principalmente pela quebra de safra no Paraná”, destaca o analista.

Apesar de operar nos níveis mais altos em quase um ano, o mercado mostrou sensibilidade à retração do consumo e à menor presença de compradores no spot. Oliveira ressalta que a demanda se manteve fraca e seletiva, com questionamentos sobre a qualidade dos lotes a granel e pouca oferta de produto beneficiado de padrão extra, o que limitou novos avanços.

No Paraná, as indicações permaneceram firmes; em Santa Catarina, houve leve viés de baixa; e no interior paulista, um pequeno ajuste negativo foi registrado. “O mercado encerra a semana resiliente, mas travado, dependendo da reposição do varejo para romper a atual lateralidade”, conclui o especialista.

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Produção nacional de feijão recua 3,1% na safra 2025/26, aponta Conab

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma produção total de 2,966 milhões de toneladas de feijão na temporada 2025/26, o que representa queda de 3,1% em relação à safra anterior, quando o país colheu 3,059 milhões de toneladas.

Segundo o 5º levantamento da Conab, a área cultivada com feijão deverá recuar 3,4%, passando de 2,693 milhões para 2,600 milhões de hectares. Em contrapartida, a produtividade média nacional deve subir 0,4%, alcançando 1.141 quilos por hectare.

A primeira safra está estimada em 967,2 mil toneladas, uma redução de 9% em relação à temporada passada. A segunda safra deve atingir 1,296 milhão de toneladas, queda de 2,8% frente ao ciclo anterior. Já a terceira safra deve crescer 5,9%, alcançando 702,6 mil toneladas.

O recuo na produção reflete os impactos climáticos observados em diferentes regiões produtoras, especialmente no Sul, e a redução da área plantada em função da competitividade de outras culturas, como o milho e a soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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