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Farelo de soja registra forte alta em novembro e sustenta preços no Brasil, aponta Itaú BBA

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Mercado do farelo de soja ganha força com alta internacional

O Agro Mensal, relatório divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, apontou que o mês de novembro foi marcado por forte valorização nos preços do farelo de soja na Bolsa de Chicago (CBOT). A cotação subiu 13,1%, atingindo US$ 319 por tonelada, impulsionada por paradas em plantas de esmagamento nos Estados Unidos e pela redução nas margens de processamento, que geraram preocupação com a oferta do derivado.

Esse movimento internacional refletiu diretamente no mercado brasileiro, onde os preços do farelo subiram 8% em Rondonópolis (MT), alcançando R$ 1.547 por tonelada. A elevação foi sustentada pela maior demanda e pela percepção de menor disponibilidade global.

Óleo de soja tem leve alta no exterior e queda no Brasil

Enquanto o farelo registrou forte valorização, o óleo de soja apresentou comportamento misto. Após três meses consecutivos de queda, o preço internacional teve alta de 0,4% em novembro, para US$ 50,4 centavos por libra-peso.

No mercado interno, no entanto, o cenário foi diferente: as cotações caíram 4% em Mato Grosso, para R$ 6.369 por tonelada, influenciadas pela boa disponibilidade do produto no país.

Dólar alto neutraliza impacto de queda na CBOT

No início de dezembro, a queda dos contratos de farelo na CBOT reduziu a paridade de exportação, o que poderia pressionar os preços internos. Contudo, a valorização do dólar frente ao real compensou esse efeito, mantendo as cotações estáveis no mercado doméstico.

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De acordo com o Itaú BBA, a demanda interna segue equilibrada, já que boa parte dos compradores antecipou as aquisições para atender às necessidades do fim de 2025 e início de 2026. Além disso, o bom desempenho das exportações tem ajudado a reduzir estoques internos, o que evita quedas mais acentuadas nos preços mesmo diante da pressão externa.

USDA mantém projeção de esmagamento recorde nos EUA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve a projeção de esmagamento recorde de 69,5 milhões de toneladas de soja para a safra 2025/26, mesmo com a retração das margens de processamento.

A expectativa é que as novas metas de biocombustíveis e a definição sobre isenções de mistura sejam divulgadas no início de 2026, o que deve definir o ritmo da demanda por óleo de soja no país.

Argentina reduz impostos sobre exportações agrícolas

O governo argentino anunciou redução permanente das alíquotas de exportação de grãos e derivados, com o objetivo de aliviar a carga tributária do setor agropecuário e fortalecer a competitividade da agroindústria, responsável por cerca de 60% das exportações do país.

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As novas alíquotas passam a ser:

  • Soja: de 26% para 24%;
  • Subprodutos de soja: de 24,5% para 22,5%;
  • Trigo e cevada: de 9,5% para 7,5%;
  • Milho e sorgo: de 9,5% para 8,5%;
  • Girassol: de 5,5% para 4,5%.

Segundo o ministro da Economia, Luis Caputo, a medida visa estimular investimentos e ampliar a geração de divisas.

União Europeia adia aplicação da Lei Antidesmatamento

Na Europa, o Conselho e o Parlamento Europeu chegaram a um acordo provisório para adiar em um ano a entrada em vigor da Lei Antidesmatamento (EUDR). A votação está prevista para ocorrer entre 15 e 18 de dezembro.

Caso aprovada, grandes empresas terão até 30 de dezembro de 2026 para se adequar às exigências de rastreabilidade, enquanto pequenos produtores e microempresas terão prazo até 30 de junho de 2027.

A EUDR proíbe a comercialização de produtos derivados de soja, café, cacau, óleo de palma, madeira, borracha e carne bovina produzidos em áreas desmatadas após 30 de dezembro de 2020. O objetivo é garantir que o consumo europeu não incentive o desmatamento em países exportadores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Maceió é palco das discussões sobre o futuro da pesca e aquicultura

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participa da etapa estadual da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, em Maceió (AL) . Depois de passar por Porto Velho (RO), Uberlândia (MG), Salvador (BA), Fortaleza (CE) e Macapá (AP), neste sábado (20/06), foi a vez da capital de Alagoas. O evento discutiu os temais mais relevantes do setor, reunindo pescadores, aquicultores, proprietários de embarcações, pesquisadores e outros interessados para falar sobre o futuro do pescado no Brasil.

“É muito importante estar aqui em Alagoas para debater as políticas públicas com vocês reunindo lideranças dos pescadores e pescadoras, com os representantes do setor aquícola. Também se faz presente o público da pesca amadora esportiva, da pesca industrial. Este é um espaço de diálogo. Alagoas foi o primeiro estado a deflagrar a Conferência. Liderar pelo exemplo é o que Alagoas fez. Além disso, o Governo do presidente Lula está fazendo um esforço para estar presente em todas as Conferências. O que temos de mais valioso nisso são os homens e as mulheres das águas. “, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araújo. 

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Alagoas tem 32 mil trabalhadores no setor pesqueiro. Destes, 59% são mulheres. “As pescadoras têm o papel estratégico para colocar o alimento nas nossas mesas”, enfatizou o ministro Edipo Araújo. 

Retorno da participação social

A última edição da Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca foi realizada em 2009. A iniciativa foi retomada pelo Governo para garantir a participação social nas decisões que envolvem a pesca e aquicultura, setores estratégicos para o combate à fome, a geração de renda e a manutenção dos recursos aquáticos.

Neste ano, cada estado realiza uma etapa, que elegerá delegados para participar do evento principal. A Conferência nacional vai ser realizada entre os dias 11 e 13 de novembro, em Brasília (DF). O tema é “De política de governo a política de Estado: sustentabilidade, participação social e continuidade institucional”.

ASCOM 

Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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