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Proteja seus dados e deixe o seu bloquinho de Carnaval mais seguro

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Para muita gente, o Carnaval é tempo de se embrenhar em meio a multidões, deixar as preocupações de lado e dançar e brincar sem medo. Porém, é importante se lembrar: tenha cuidado com os seus dados pessoais, seja com suas senhas, seja com as informações da sua vida privada. Essa é a melhor forma de evitar fraudes, exposições desnecessárias, discriminações, furtos e diversas outras violações. 

Simples informações da vida cotidiana, como o local exato onde está, em tempo real principalmente, são muito valiosas ao caírem nas mãos erradas. “Dados pessoais dizem muito sobre quem nós somos, tratam de aspectos íntimos, além de indicarem nossos gostos pessoais. Nossas orientações políticas e ideologias, nossas opções de consumo e rotina”, alerta a coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Renata Mielli. 

O diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Hugo Valadares, acrescenta: “O cuidado com dados vai muito além de senhas, o conteúdo que produzimos na internet, como fotos e compartilhamento de localização, geram informações externas que podem ser usadas de diversas maneiras”.

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A especialista Renata Mielli alerta que medidas de segurança, como autenticação dupla para acesso a aplicativos nos celulares, criação de senhas fortes e precaução com o compartilhamento desnecessário de dados, são essenciais para a proteção dos foliões. “Sempre busque compreender o que é feito com seus dados quando eles são pedidos, se são obrigatórios em uma compra, por exemplo”, complementa. A Lei Geral de Proteção de Dados traz uma série de direitos para os cidadãos, e a Agência Nacional de Proteção de Dados recebe denúncias em casos de violações.

Cuidado com golpes

É importante estar alerta para possíveis golpes durante a folia, eles contam com a distração, a pressa e a aglomeração:

  • Sites falsos de venda ingressos e camarotes

  • Redes de wi-fi falsas

  • Maquininhas de vendas por cartão adulteradas para capturar dados bancários e senhas

  • Troca de cartões na hora da compra

O que fazer em caso de roubo de dados?

Caso seus dados sejam roubados, haja rapidamente e registre um boletim de ocorrência presencial em uma delegacia de polícia ou on-line, troque todas as suas senhas de e-mail e redes sociais, monitore seu CPF no Registro do Banco Central e ative alerta no Serasa Antifraude. Comunique bancos para bloquear contas e avise a Receita Federal se seu CPF ou CNPJ for usado para fraudes. 

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O Governo Federal conta com o programa Celular Seguro para combater roubos, furtos e a receptação de celulares. Ao registrar o Imei no aplicativo ou site (login com gov.br), pode bloquear instantaneamente o aparelho, aplicativos bancários conveniados em caso de crime, ajudando na proteção de dados. 

O CGI.br também conta com o segmento de vídeos e cartilhas sobre proteção de dados, Internet Segura, segmentado por faixa etária. Lembre-se: não são apenas senhas, são informações privadas que devem ser protegidas.

 

Cuidados durante o Carnaval
Cuidados durante o Carnaval

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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MCTI defende fortalecimento da ciência e da soberania em política de minerais críticos

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Os minerais críticos vêm ganhando centralidade no cenário global. Os ingredientes invisíveis, ou terras raras, são a base material de tecnologias essenciais e viabilizam sistemas impulsionados pela transição energética e pela expansão de tecnologias digitais — de celulares a carros elétricos. O assunto está no debate central na agenda de ciência, tecnologia e, principalmente, inovação, além de ser estratégico para o desenvolvimento econômico e a soberania tecnológica do País. No Brasil, o tema avança no Congresso Nacional, com a proposta de criação de uma política nacional para o setor, citada no Projeto de Lei 2.780/2024.

A matéria em discussão estrutura uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A proposta busca fomentar a pesquisa, a indústria, a distribuição, o comércio e o consumo dos produtos gerados. Além disso, ela cria um Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE) — que ficaria vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) e destinado à formulação de diretrizes com vistas ao desenvolvimento do setor mineral brasileiro.

Para o MCTI, o projeto de lei é um primeiro passo. “O projeto cria um arcabouço mínimo, mas não aprofunda essa questão”, avalia o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Rodrigues. De acordo com o ministério, a inclusão de recursos para ciência e tecnologia é um dos pontos positivos do texto, como a previsão de investimento mínimo de 0,4% da receita bruta das empresas em pesquisa e inovação. “O projeto avança ao destinar recursos para ciência, tecnologia e inovação. Não é o valor que desejávamos, mas foi o possível dentro do consenso político”, afirmou.

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O MCTI entende que o desenvolvimento pleno da cadeia produtiva exigirá medidas adicionais. “Se o projeto for entendido como suficiente, a gente continua na situação atual”, alertou Rodrigues, ao destacar que o Brasil ainda enfrenta limitações estruturais para avançar nas etapas de maior valor agregado.

A avaliação da pasta é que o projeto em tramitação deve ser visto como ponto de partida para uma agenda mais ampla. “Ele não é o fim da discussão. É o início”, disse.

Para o ministério, a futura política nacional de minerais críticos deve incorporar de forma central a dimensão científica e tecnológica, com metas claras e integração com outras estratégias de desenvolvimento. A expectativa é que, a partir da aprovação do projeto, o debate avance para novas iniciativas capazes de consolidar uma cadeia produtiva mais robusta e menos dependente de tecnologias externas.

Minerais críticos

“Os minerais críticos são fundamentais na economia digital e na transição energética, com aplicações que vão de comunicação crítica a materiais de alto valor tecnológico”, explica Luiz Rodrigues.

Além do potencial geológico, o cenário internacional reforça a importância do tema. Atualmente, a cadeia global de minerais críticos — especialmente no caso das terras raras — é concentrada. “Esse mercado hoje é fortemente concentrado, especialmente na China, o que abre uma oportunidade para o Brasil se posicionar e avançar na cadeia produtiva”, disse.

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Apesar das oportunidades, o avanço do País no setor depende de superar gargalos tecnológicos. Segundo Rodrigues, o domínio das etapas mais sofisticadas de processamento ainda é restrito a poucos países, o que limita a capacidade de agregação de valor. Segundo a Agência Internacional de Energia (International Energy Agency, IEA), a China responde por cerca de 91% do refino global de terras raras e cerca de 94% da produção de ímãs permanentes, etapa final de alto valor. “Não é só uma questão de investimento. É preciso investir em ciência, tecnologia e inovação e construir arranjos que deem capacidade ao País de avançar no processamento”, destacou.

Entre os desafios apontados estão a necessidade de ampliar investimentos em pesquisa, fortalecer a articulação com a política industrial e desenvolver modelos institucionais capazes de viabilizar o processamento no País. “Sem ampliar o investimento em ciência, tecnologia e inovação e estruturar arranjos produtivos, não será possível avançar no processamento no Brasil”, afirmou.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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