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Trigo dispara nas bolsas internacionais e mercado acompanha clima e oferta global

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Preços do trigo sobem com clima desfavorável nos EUA e Europa

Os contratos futuros de trigo registraram forte valorização nas principais bolsas internacionais, refletindo condições climáticas adversas nas regiões produtoras dos Estados Unidos e projeções de uma safra menor para 2026/27.

Em Chicago, o contrato de março do trigo SRW avançou 2,29%, a 559,50 cents por bushel, e o vencimento de maio subiu 2,58%, a 566,75 cents por bushel. Em Kansas, o trigo duro HRW fechou com alta de 2,63%, enquanto em Minneapolis o trigo HRS ganhou 1,35%. Na Euronext de Paris, o trigo para moagem valorizou 1,57%, negociado a 193,75 euros por tonelada.

O movimento é sustentado principalmente pela falta de umidade nas lavouras de inverno nos EUA, com área afetada estimada em 46%, contra 20% no mesmo período do ano passado, segundo dados do USDA.

Produção americana revisada para baixo e estoques finais ajustados

Segundo o Fórum Anual do USDA, a área plantada com trigo nos EUA deve somar 45 milhões de acres em 2026/27, levemente abaixo dos 45,3 milhões da safra anterior. A produtividade média projetada é de 50,8 bushels por acre, inferior aos 53,3 bushels por acre registrados no ciclo anterior, resultando em produção estimada de 1,86 bilhão de bushels, abaixo dos 1,985 bilhão de 2025/26.

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Os estoques finais devem permanecer praticamente estáveis, estimados em 933 milhões de bushels, frente a 931 milhões no ciclo anterior, sustentando o viés positivo dos preços.

Cenário internacional pressiona oferta global de trigo

A falta de progresso nas negociações entre Rússia e Ucrânia reforça a incerteza sobre a oferta mundial. Além disso, frio intenso e formação de gelo no Leste Europeu ameaçam lavouras de inverno, ampliando a pressão altista no mercado.

Por outro lado, a Argentina elevou sua previsão de safra para 27,9 milhões de toneladas e projeta exportações de 18,5 milhões, o que amplia a oferta global e equilibra parcialmente o mercado.

Impacto no Brasil e no mercado interno

O Brasil deve importar cerca de 7,3 milhões de toneladas de trigo em 2025/26, mantendo a dependência de fornecedores externos e tornando os preços internacionais determinantes para o mercado interno, especialmente para moinhos e indústrias.

Banco Central mantém Selic em 15% e sinaliza possível redução futura

O Banco Central do Brasil (BCB) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, maior patamar desde 2006. O Comitê de Política Monetária (Copom) destacou que a decisão visa consolidar a convergência da inflação ao centro da meta, garantindo estabilidade de preços.

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Embora os juros permaneçam elevados, o Copom indicou a possibilidade de início de corte gradual na Selic a partir da próxima reunião em março, caso os indicadores de inflação e atividade econômica se mantenham favoráveis.

Contexto macroeconômico

A economia brasileira apresentou crescimento de 2,5% em 2025, com destaque para o setor agrícola, que contribuiu para o desempenho positivo diante de juros altos e consumo moderado. Apesar disso, as expectativas de inflação para 2026 e 2027 seguem acima do centro da meta, justificando a cautela do Banco Central.

Influência dos juros sobre o setor agrícola

A manutenção da Selic elevada impacta o custo de capital para investimentos agrícolas e pode afetar a competitividade das exportações brasileiras. Juros altos fortalecem o real, beneficiando importadores, mas pressionam exportadores ao tornar produtos brasileiros mais caros em dólar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil

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O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.

O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.

Porto de Santos concentra maior parte dos embarques

O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.

Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.

Predomínio do açúcar VHP nas exportações

A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.

Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.

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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.

A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.

Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual

Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.

A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.

Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.

Preço médio do açúcar recua no mercado externo

O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.

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O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.

O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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