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Com apoio do MCTI, simpósio internacional discute violência, informação e direitos da mulher

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O Rio de Janeiro (RJ) será palco, de 9 a 11 de junho, do II Simpósio Internacional sobre Violência, Informação e Direitos da Mulher. Em formato híbrido, o encontro vai reunir pesquisadoras e pesquisadores do Brasil e do exterior para ampliar o debate sobre como os ecossistemas informacionais impactam as diferentes formas de violência de gênero, a partir do tema Interseccionalidade, Direitos Humanos e Ecossistemas Informacionais. A iniciativa conta com a parceria do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

A idealizadora do evento e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Bruna Lessa, explica que o objetivo do simpósio é ser um espaço de trocas de ideia e formulação de novos ideias. “A expectativa é que a realização do II Simpósio no Brasil aprofunde o debate em suas múltiplas dimensões, consolidando o evento como um espaço internacional de reflexão científica, intercâmbio acadêmico e produção de subsídios teóricos e metodológicos para a formulação de políticas públicas, práticas informacionais inclusivas e estratégias de enfrentamento à violência de gênero”, afirma Bruna.

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Alinhado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 (Igualdade de Gênero) da Agenda 2030 da ONU e em diálogo com a proposta brasileira do ODS 18, o Simpósio busca aprofundar o debate acadêmico e contribuir para o fortalecimento da atuação da ciência brasileira na promoção da equidade.

Para o MCTI, a participação do Ibict reforça o compromisso institucional com a produção de conhecimento voltado ao enfrentamento das desigualdades e à promoção dos direitos das mulheres, consolidando a transversalidade do tema no campo científico.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

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Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

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O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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