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Couve-flor exige cultivares mais resistentes às mudanças climáticas no Brasil

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Mudanças climáticas alteram o cenário da produção de couve-flor no país

O cultivo de couve-flor no Brasil vem enfrentando transformações marcantes nos últimos anos, especialmente durante o inverno — época tradicionalmente mais favorável à cultura. A instabilidade climática, marcada por veranicos, chuvas fora de época e oscilações de temperatura e umidade, tem afetado diretamente o desempenho das lavouras e a qualidade das colheitas em diferentes regiões produtoras.

Essa nova realidade exige materiais genéticos mais adaptados e tecnologias de manejo que garantam a regularidade da produção, a rentabilidade e o atendimento às exigências do mercado consumidor, cada vez mais seletivo.

Exigência do mercado pressiona por qualidade e padrão visual

No comércio, a demanda por cabeças de couve-flor com coloração branca intensa, formato uniforme e boa conservação pós-colheita segue elevada. Tanto o varejo, que prioriza produtos embalados e de aparência padronizada, quanto o mercado atacadista, que depende de resistência durante o transporte até as Centrais de Abastecimento (Ceasas), mantêm a qualidade visual como um fator decisivo para a aceitação comercial e o preço final pago ao produtor.

Cultivar Nevasca F1: desempenho superior em condições instáveis

Atenta a esse cenário, a TSV Sementes desenvolveu a couve-flor Nevasca F1, uma cultivar híbrida adaptada às condições do inverno brasileiro, que alia resistência climática e qualidade comercial.

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De acordo com o especialista em Brássicas e Folhosas Silvio Nakagawa, o híbrido apresenta desenvolvimento consistente mesmo sob variações de temperatura e umidade, o que o diferencia das cultivares tradicionais, mais sensíveis a essas alterações.

“Diferente das couves-flores convencionais, a Nevasca mantém crescimento uniforme mesmo em períodos de veranico ou de chuva durante o inverno”, explica Nakagawa.

Folhagem protetora e resistência a doenças aumentam produtividade

Uma das principais vantagens da cultivar é a formação natural de folhas eretas e fechadas sobre a cabeça, que funcionam como proteção contra a luz solar direta, mantendo a coloração branca e atrativa ao consumidor. Além disso, a cerosidade presente nas folhas atua como barreira física, impedindo o acúmulo de água e reduzindo o risco de doenças causadas por excesso de umidade.

Nakagawa destaca também a resistência da Nevasca F1 a doenças foliares, com destaque para as Xanthomonas, comuns nas lavouras em períodos de maior instabilidade climática. Essa característica confere maior segurança produtiva e reduz a necessidade de aplicações químicas, favorecendo a sustentabilidade e o custo-benefício do cultivo.

Adaptabilidade comercial e vantagens logísticas

Do ponto de vista comercial, a Nevasca F1 é versátil e se adapta bem a diferentes modelos de comercialização.

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Nos mercados que vendem couve-flor cortada e embalada em bandejas, a brancura intensa e o aspecto visual uniforme são diferenciais valorizados. Já nas vendas a granel, a folhagem vigorosa auxilia na proteção durante o transporte, reduzindo perdas e garantindo melhor apresentação nas gôndolas e centrais de abastecimento.

“Esses fatores tornam a Nevasca uma cultivar alinhada às demandas produtivas e comerciais do país, oferecendo estabilidade mesmo em um cenário de clima cada vez mais imprevisível”, conclui o especialista.

Contexto econômico e climático

De acordo com o Banco Central do Brasil, o ano de 2026 tem sido marcado por oscilações climáticas regionais que afetam o custo de produção agrícola, embora a inflação geral do país esteja sob controle, dentro da meta de 3% ao ano, com variação de ±1,5 ponto percentual. Esse equilíbrio macroeconômico, aliado à inovação no campo, tem contribuído para manter o setor hortícola competitivo mesmo diante de desafios ambientais crescentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Raça Angus cresce 80% em Rondônia e impulsiona produção de carne premium no Norte do Brasil

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O uso da genética da raça Angus registrou crescimento de 80% em Rondônia no primeiro trimestre de 2026, consolidando o estado como um dos polos emergentes da pecuária de corte premium no Brasil. O avanço indica um mercado aquecido, com maior adoção de tecnologia genética e busca por animais mais produtivos, adaptados e com maior valor agregado.

Os dados foram apresentados pelo Programa Carne Angus Certificada durante o Rondônia Rural Show, reforçando a expansão da raça no Norte do país e sua crescente participação na cadeia produtiva de carne de qualidade superior.

Rondônia se consolida como polo de carne premium

Segundo o gerente nacional do programa, Maychel Borges, o estado apresenta forte vocação para a produção de carne de alto padrão, com evolução consistente na adoção da genética Angus.

O executivo destaca que o aumento na comercialização de sêmen da raça reflete o interesse crescente dos pecuaristas em sistemas mais eficientes e rentáveis, com foco em qualidade de carcaça e padronização de produção.

A estratégia do programa inclui orientação técnica aos produtores sobre os critérios de certificação e as etapas necessárias para acessar o mercado de carne premium.

Crescimento supera média nacional do setor

De acordo com o diretor executivo da Associação Brasileira de Angus, Mateus Pivato, o crescimento registrado em Rondônia supera a média nacional de comercialização da genética Angus, que ficou em torno de 31% no mesmo período do ano anterior.

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O desempenho é atribuído ao ciclo pecuário favorável, à valorização dos animais meio-sangue Angus e à ampliação do interesse dos produtores da região Norte por tecnologias que aumentam produtividade e qualidade.

Outro fator apontado pelo dirigente é a parceria com a indústria frigorífica, especialmente com a Minerva Foods, que atua como importante indutor da cadeia de carne premium no estado por meio de programas de valorização e tabelas de remuneração diferenciadas.

Evento em Ji-Paraná reforça integração da cadeia produtiva

Durante a ação realizada em Ji-Paraná, produtores, consumidores e visitantes participaram de atividades voltadas à divulgação da raça Angus, com degustação de cortes certificados como picanha, maminha, fraldinha, red e chorizo.

O evento ocorreu no estande da Minerva Foods e reforçou a estratégia de aproximação entre pecuária de origem e consumidor final, destacando a valorização da carne certificada no mercado interno.

Na ocasião, também foram anunciadas as datas da Rota Angus em Rondônia, iniciativa que leva tecnologia, informação e genética aos principais polos pecuários do estado.

Rota Angus percorre municípios estratégicos do estado

A programação da Rota Angus terá início em julho e percorrerá importantes regiões produtoras de Rondônia, com foco na disseminação de tecnologia e capacitação de produtores.

Calendário da Rota Angus Rondônia:

  • 27 de julho – Theobroma
  • 28 de julho – Santa Luzia do Oeste
  • 29 de julho – Chupinguaia
  • 30 de julho – Colorado do Oeste
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A iniciativa busca ampliar a adoção da genética Angus e fortalecer a cadeia produtiva da carne premium no estado.

Concurso de Carcaças destaca desempenho produtivo

Em novembro, o destaque será o Concurso de Carcaças Angus de Rolim de Moura, marcado para o dia 10, no frigorífico da Minerva Foods, localizado na Rodovia RO-010.

A iniciativa tem como objetivo demonstrar, na prática, a relação entre genética, manejo e nutrição na obtenção de carcaças de alto padrão, com maior rendimento e valor comercial.

Segundo Maychel Borges, o reconhecimento dos produtores é fundamental para consolidar a cadeia de carne premium no Brasil.

“A carne Angus conquista consumidores e agrega valor para a indústria, mas tudo começa na fazenda”, destaca o executivo.

Carne premium ganha espaço e fortalece pecuária de Rondônia

O avanço da raça Angus em Rondônia reforça a tendência de especialização da pecuária brasileira, com maior integração entre genética, indústria e mercado consumidor.

A expansão da carne premium no estado indica um cenário de maior profissionalização da atividade, com foco em eficiência produtiva, padronização de qualidade e acesso a mercados mais exigentes, tanto no Brasil quanto no exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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