Agro News

Ministro Fávaro participa da inauguração do primeiro escritório da ApexBrasil na Índia

Publicado

Durante a missão presidencial à Índia, nesta sexta-feira (20), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou, ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, da inauguração do novo escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em Nova Délhi. Trata-se do primeiro escritório da Agência no país e do 11º posto internacional da ApexBrasil. A iniciativa representa um avanço estratégico no fortalecimento das relações comerciais bilaterais entre Brasil e Índia.

Na solenidade, o ministro Carlos Fávaro destacou o momento positivo da economia brasileira, marcado por níveis recordes de investimentos e pela ampliação das oportunidades comerciais. “Nos últimos três anos, apenas os produtos da agropecuária brasileira alcançaram mais de 537 novos mercados. Isso significa mais oportunidades, crescimento, segurança e previsibilidade para os empresários brasileiros. A Apex teve papel fundamental nesse processo”, afirmou.

O ministro acrescentou que a atuação da Agência foi decisiva para reposicionar o Brasil no cenário internacional. “Vocês foram essenciais para que o país voltasse a apresentar suas oportunidades ao mundo. Quem colhe os frutos são os parceiros comerciais e os empresários brasileiros. A instalação de um escritório da Apex aqui, na Índia, é a garantia de que esse fluxo comercial e as oportunidades de negócios crescerão de forma exponencial”, ressaltou.

Leia mais:  Safra de laranja 2025/26 em SP e MG tem reestimativa em queda e deve somar 306,7 milhões de caixas

A inauguração foi conduzida pelo presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, que destacou o ambiente favorável aos negócios no Brasil e o elevado potencial de crescimento do fluxo comercial entre Brasil e Índia. Segundo ele, a relação bilateral reúne condições para se tornar uma das mais dinâmicas da política comercial brasileira.

“O ministro Carlos Fávaro tem desempenhado um papel decisivo para que o Brasil ocupe espaços cada vez maiores no cenário internacional. Foram abertos mais de 530 mercados, resultado de um esforço do governo do presidente Lula, que contou com o envolvimento pessoal e permanente do ministro. A Apex também tem colaborado intensamente nesse processo, e nos sentimos honrados em celebrar este momento, que pode marcar o início de uma nova etapa da presença brasileira na Índia. O potencial do nosso fluxo de comércio com o país – o mais populoso do mundo – pode chegar a US$ 100 bilhões. Há uma sinergia muito grande entre as duas economias, e é esse propósito que vamos perseguir”, afirmou Viana.

Leia mais:  Agronegócio criou 35.754 novos empregos formais em janeiro

COMÉRCIO E INVESTIMENTOS: ÍNDIA

A abertura do escritório da ApexBrasil em Nova Délhi consolida uma presença permanente do Brasil em um mercado estratégico, ampliando o apoio às empresas nacionais interessadas em exportar, atrair investimentos e acompanhar, de forma mais próxima, as oportunidades geradas pelo dinamismo da economia indiana.

De acordo com o perfil de comércio e investimentos da Índia elaborado pela ApexBrasil, foram identificadas cerca de 378 oportunidades de exportação para o Brasil em setores como minerais, máquinas, alimentos, tecnologias em saúde e energias renováveis. Em 2025, as exportações brasileiras para a Índia atingiram um recorde histórico, somando US$ 6,9 bilhões, o maior valor registrado nos últimos vinte anos.

Informação à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Publicado

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

Leia mais:  “MP do fim do mundo” promove intensos debates e pode ser devolvida hoje

O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

Leia mais:  Safra de laranja 2025/26 em SP e MG tem reestimativa em queda e deve somar 306,7 milhões de caixas

Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana