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Novas normas da Anvisa impulsionam produção nacional e segurança no mercado de Cannabis Medicinal

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Anvisa estabelece marco regulatório histórico para a Cannabis Medicinal no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou um conjunto de novas resoluções — as RDCs nº 1.011 a 1.015 de 2026 — que transformam o cenário da Cannabis Medicinal no país. As medidas regulamentam o cultivo, a pesquisa e a dispensação de produtos à base de canabinoides, permitindo que empresas cultivem variedades com até 0,3% de Tetraidrocanabinol (THC).

Segundo o advogado Ricardo Vieira, sócio do Barcellos Tucunduva Advogados (BTLAW) e especialista em Direito Societário pelo Instituto de Ensino e Pesquisa (INSPER), o novo marco regulatório representa “um avanço estratégico para a soberania produtiva e para a segurança jurídica do setor”.

Cultivo nacional rompe dependência de importações

A RDC nº 1.013/2026 marca um divisor de águas ao autorizar o cultivo nacional da Cannabis para fins medicinais. Com isso, o Brasil reduz sua dependência de insumos importados e pode desenvolver o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) dentro do próprio território.

“A nacionalização da produção é fundamental para que o país ganhe competitividade e não dependa mais da variação cambial internacional”, explica Vieira.

Além de fortalecer a cadeia agroindustrial, a medida deve reduzir custos de produção e incentivar investimentos em tecnologia agrícola e farmacêutica.

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Sandbox regulatório traz segurança e transparência às associações

Outra inovação relevante é a RDC nº 1.014/2026, que institui o Sandbox Regulatório, um ambiente de testes que permite que associações de pacientes cultivem e distribuam produtos de Cannabis sob supervisão sanitária.

Essa iniciativa transforma o antigo processo judicial de acesso aos medicamentos em um modelo transparente, controlado e acompanhado pela Anvisa, garantindo mais segurança aos pacientes e às entidades envolvidas.

Farmácias de manipulação ganham papel central no fornecimento

A RDC nº 1.015/2026 amplia a rede de fornecimento ao incluir farmácias de manipulação (magistrais) na cadeia de dispensação. Agora, esses estabelecimentos podem manipular formulações de Cannabis sob prescrição médica, ajustando doses e formas de administração conforme as necessidades específicas de cada paciente.

As drogarias e farmácias convencionais, no entanto, continuam autorizadas apenas a vender produtos industrializados registrados pela Anvisa.

“Com a manipulação magistral, os tratamentos tornam-se mais personalizados, o que melhora a eficácia terapêutica”, comenta o advogado.

Incentivo à pesquisa científica e inovação

A RDC nº 1.012/2026 reforça o compromisso com o desenvolvimento científico nacional. A norma autoriza universidades e institutos de pesquisa a cultivarem variedades com alto teor de THC para fins exclusivamente científicos, sem fins comerciais.

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Essa medida visa impulsionar a inovação, a geração de conhecimento e o desenvolvimento de propriedade intelectual no país, fortalecendo o papel do Brasil na pesquisa de novos medicamentos e terapias à base de canabinoides.

Prazos de implementação e exigências regulatórias

As regras de dispensação e manipulação entram em vigor em 4 de maio de 2026, enquanto as normas para cultivo industrial passam a valer a partir de 4 de agosto de 2026. O período de transição permitirá que as empresas e instituições ajustem seus protocolos de segurança e operação conforme as novas exigências.

Os produtos à base de Cannabis continuarão exigindo Autorização Sanitária, e seus rótulos deverão conter o aviso de que não se tratam de medicamentos, conforme determina a legislação vigente.

Perspectivas: mercado mais sólido e soberano

Para Ricardo Vieira, o conjunto de resoluções representa um marco de profissionalização e amadurecimento do mercado de Cannabis Medicinal no Brasil.

“O país dá um passo importante rumo a um setor inovador, sustentável e socialmente responsável, consolidando sua soberania produtiva”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MMA participa em Fortaleza do lançamento de campanha nacional pela separação e destinação adequada de resíduos sólidos

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) participou nesta sexta-feira (29/5), em Fortaleza (CE), do lançamento da campanha educativa “Separação e Destinação Adequada de Resíduos Sólidos”, iniciativa interministerial conduzida em conjunto pela Secretaria-Geral da Presidência da República (SGP), pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom/PR) e pela Itaipu Binacional. A campanha é resultado de articulação no âmbito do Comitê Interministerial para Inclusão Socioeconômica de Catadoras e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis (CIISC), do qual o MMA é integrante. O lançamento ocorre no encerramento oficial do 2º Encontro Internacional de Centros de Educação e Cooperação Socioambiental (CECSAs), na Universidade Federal do Ceará (UFC).

A campanha tem por objetivo mobilizar a sociedade brasileira para a separação correta dos resíduos sólidos na fonte geradora, qualificar a triagem realizada por organizações de catadoras e catadores e reduzir o volume de rejeitos destinados a aterros. Para o MMA, a iniciativa reforça pilares centrais da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) – Lei nº 12.305/2010, regulamentada pelo Decreto nº 10.936/2022 – em particular o Programa Coleta Seletiva Cidadã, instituído pelo mesmo decreto e operacionalizado tecnicamente pela Secretaria Nacional [de Qualidade Ambiental, Recursos Hídricos e Meio Ambiente Urbano (SQA)] do ministério.

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O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, ressalta que a iniciativa fortalece a Política Nacional de Resíduos Sólidos e amplia a inclusão socioeconômica das organizações de catadoras e catadores. “A separação adequada dos resíduos na origem é o primeiro elo de uma cadeia que reconhece catadoras e catadores como agentes ambientais essenciais. Ao orientar a sociedade para o descarte consciente, estamos fortalecendo a Política Nacional de Resíduos Sólidos, ampliando a inclusão socioeconômica das organizações de catadores e reduzindo a pressão sobre os aterros sanitários – uma agenda que articula proteção ambiental, justiça social e enfrentamento da emergência climática”, afirmou.

Panorama nacional das organizações de catadoras e catadores

Levantamento do Módulo Catadores do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR), mantido pelo MMA, traz o panorama mais atualizado do setor (ano-base 2025): 897 organizações cadastradas em todo o país, que reúnem 25.456 catadoras e catadores – sendo 47,13% mulheres (11.998). A distribuição regional concentra-se no Sudeste (32,62%) e no Sul (25,67%), seguidos por Nordeste (22,53%), Centro-Oeste (11,66%) e Norte (7,51%).

Os dados também evidenciam a relevância estratégica da campanha: 68,46% das organizações operam abaixo da capacidade instalada e 97,5% manifestam interesse em ampliar sua estrutura. Hoje, 38,4% dos resíduos triados pelas organizações ainda se tornam rejeitos – indicador que tende a melhorar com o aumento da qualidade da separação realizada pela população, foco direto da campanha.

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Módulo Catadores SINIR e Programa Coleta Seletiva Cidadã

O Módulo Catadores do SINIR é a base oficial brasileira para cadastro e habilitação de cooperativas e associações de catadoras e catadores, regulamentado pela Portaria GM/MMA nº 1.018/2024. As organizações habilitadas tornam-se elegíveis para participar do Programa Coleta Seletiva Cidadã – que destina os resíduos recicláveis gerados pela administração pública federal prioritariamente a essas entidades – e para integrar os sistemas nacionais de logística reversa. O cadastro é gratuito e está disponível em catadores.sinir.gov.br.

O 2º Encontro Internacional de CECSAs ocorre até este sábado (30/5), com programação que inclui mesas temáticas, debates, grupos de trabalho e vivências comunitárias. Os CECSAs são equipamentos da política nacional de educação ambiental, coordenada pelo Departamento de Educação Ambiental e Cidadania (DEA) da Secretaria Executiva do MMA, e atuam como espaços estratégicos de mobilização social para a campanha.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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