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Setor agropecuário e cooperativismo alertam para impactos da redução da jornada de trabalho

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Setor agropecuário critica desconexão do governo com a realidade do país

O Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC), Vanir Zanatta, afirmou em artigo que a Capital Federal e os Poderes da República parecem estar desconectados da realidade brasileira, ignorando os desafios enfrentados por quem trabalha e empreende no país.

Segundo Zanatta, problemas estruturais como deficiências de infraestrutura, alta carga tributária, excesso de regulamentação, encargos trabalhistas e insegurança jurídica compõem o chamado “custo-Brasil”, que pressiona empresas e reduz a competitividade dos produtos nacionais no mercado internacional.

Preocupação com a redução da jornada sem diminuição de salários

O dirigente criticou a iniciativa do Governo Federal e do Congresso de aprovar redução da jornada de trabalho semanal sem corte proporcional de salários, considerando a medida eleitoreira e sem estudos prévios.

“Sem análise de impactos econômicos, a mudança pode inviabilizar setores sensíveis”, alertou. O agronegócio, em especial, enfrenta operações contínuas sete dias por semana, 365 dias por ano, com atividades dependentes de clima, ciclo de produção, safras e sanidade animal.

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Agronegócio catarinense: cooperativismo e produtividade

Em Santa Catarina, o setor agropecuário é fortemente representado pelo cooperativismo, caracterizado por alta produtividade e baixo desemprego, que atingiu 2,3% no terceiro trimestre de 2025, indicando pleno emprego.

Com a redução da jornada, será difícil contratar trabalhadores adicionais, comprometendo a operação de granjas, frigoríficos e agroindústrias, enquanto o aumento do custo da hora de trabalho gera perda de competitividade e inflação. A automatização surge como paliativo, mas com investimento elevado.

Impacto estimado nas cooperativas catarinenses

Levantamento da OCESC estima que, se a jornada semanal for reduzida para 40 horas, as cooperativas agropecuárias precisarão contratar 11.516 novos trabalhadores, com custos adicionais de R$ 69 milhões por mês.

Além disso, o Brasil ocupa 94º lugar em produtividade global entre 184 países, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho, com uma jornada média de 38,9 horas por semana, inferior a 97 países avaliados, incluindo trabalhadores formais e informais.

Risco de informalidade e necessidade de diálogo

As entidades alertam que o aumento do custo do trabalho formal pode estimular migração para a informalidade, prejudicando a seguridade do trabalhador rural.

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Zanatta defende que mudanças na jornada devem ser negociadas por meio de acordos coletivos, com base em estudos técnicos, evitando a carestia, perda de competitividade e destruição de empregos formais no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cachaça artesanal busca posicionamento premium

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Viçosa (cerca de 227 km da capital Belo Horizonte), em Minas Gerais, vai sediar nos dias 22 e 23 deste mês a 96ª Semana do Fazendeiro. Realizada na Universidade Federal de Viçosa (UFV), o Sistema Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Sistema Faemg) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) promoverão uma imersão técnica voltada para a inserção do destilado no mercado de coquetelaria profissional.

O objetivo da capacitação é mover a cachaça de alambique para além da tradicional caipirinha, posicionando-a como um destilado premium. Em um mercado brasileiro cada vez mais exigente, o consumidor busca experiências que unem a tradição do campo à sofisticação urbana. Para o produtor rural, essa mudança de comportamento representa uma oportunidade estratégica: a diversificação das atividades e a criação de novas receitas através do turismo rural, da gastronomia e da venda direta para estabelecimentos que buscam produtos exclusivos.

A iniciativa aborda a “premiumização” da bebida nacional. O treinamento técnico capacitará produtores e empreendedores a entenderem as tendências de consumo e o potencial comercial da cachaça quando inserida em drinks sofisticados. Ao dominar técnicas de coquetelaria e harmonização, o produtor encurta a cadeia de comercialização, retendo maior margem de lucro dentro da propriedade e fortalecendo a marca do alambique frente à concorrência de destilados importados.

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A ação integra o calendário do Sistema Faemg Senar de fomento ao agronegócio mineiro, reforçando que a inovação no setor de bebidas é fundamental para garantir a competitividade e a sustentabilidade econômica das pequenas e médias propriedades rurais.

Serviço: Imersão Cachaça no Preparo de Drinks — Lucro, Experiência e Mercado

  • Data: 22 e 23 de julho de 2026.

  • Horário: Das 9h30 às 18h.

  • Local: Carreta Agro pelo Brasil (estacionada na UFV durante a 96ª Semana do Fazendeiro).

Fonte: Pensar Agro

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