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Soja tem comercialização lenta em fevereiro no Brasil, mesmo com alta na Bolsa de Chicago

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Produtores seguram vendas e priorizam colheita

O mercado brasileiro de soja encerrou fevereiro com ritmo lento de comercialização, mesmo diante da valorização observada na Bolsa de Chicago (CBOT). No país, os preços seguiram entre estáveis e mais baixos, pressionados por prêmios menores e movimento cambial desfavorável.

De acordo com a Consultoria Safras & Mercado, os produtores mantêm as vendas em segundo plano, focando na colheita da safra 2025/26, considerada a maior da história do Brasil. Apesar de problemas climáticos pontuais, o volume elevado previsto contribui para a pressão sobre as cotações internas e internacionais.

Chicago sobe com expectativa de demanda e acordo entre EUA e China

No mercado externo, os contratos futuros da soja registraram alta em fevereiro, refletindo expectativas positivas de demanda e especulações sobre novas políticas de incentivo ao biodiesel nos Estados Unidos. A aposta é de que o governo americano amplie estímulos ao setor, o que pode aumentar a procura pelo grão.

Grande parte dos ganhos em Chicago, porém, foi impulsionada pelas negociações comerciais entre China e Estados Unidos. O mercado aguarda o resultado do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, que deve redefinir metas de compra da oleaginosa.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em seu Fórum Anual, sinalizou aumento da área plantada de soja nos EUA em 2026, em detrimento do milho. A projeção oficial sobre o plantio americano será divulgada em 31 de março.

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Safra brasileira deve ser recorde, com 177,7 milhões de toneladas

A produção de soja no Brasil em 2025/26 deve atingir 177,72 milhões de toneladas, crescimento de 3,4% em relação à safra anterior (171,84 milhões de toneladas), segundo estimativa da Safras & Mercado. A projeção anterior, de janeiro, era de 179,28 milhões de toneladas.

A área plantada deve subir 1,5%, chegando a 48,33 milhões de hectares, com produtividade média de 3.696 kg/ha. Mesmo com ajustes pontuais, o resultado confirma um novo recorde histórico.

O analista Rafael Silveira, da equipe de Inteligência de Mercado da consultoria, explica que as revisões foram necessárias devido ao estresse climático no Rio Grande do Sul, onde a produção deve cair para cerca de 20,9 milhões de toneladas, frente ao potencial inicial de 22 a 23 milhões. A produtividade média no estado é projetada em 51 sacas por hectare.

Centro-Oeste lidera produção; Nordeste tem boas perspectivas

No Centro-Oeste, o Mato Grosso deve colher 49,27 milhões de toneladas, com produtividade média de 64,33 sacas por hectare, apesar do excesso de chuvas. Já Minas Gerais e São Paulo apresentam perspectivas positivas, com possibilidade de revisões para cima nas próximas semanas.

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No Nordeste, a situação também é favorável. O plantio mais tardio não trouxe perdas significativas e o clima mais chuvoso favorece o desenvolvimento das lavouras. A região do MAPITO (Maranhão, Piauí e Tocantins) mantém boas condições e expectativa de alta produtividade.

Exportações devem cair 3% em 2026, mas oferta cresce

As exportações brasileiras de soja devem totalizar 105 milhões de toneladas em 2026, uma redução de 3% em relação às 108,2 milhões embarcadas em 2025, segundo o novo balanço de oferta e demanda da Safras & Mercado.

O esmagamento interno deve crescer para 60 milhões de toneladas (ante 58,5 milhões em 2025), enquanto as importações devem recuar para 200 mil toneladas.

A oferta total de soja deve aumentar 5%, alcançando 182,43 milhões de toneladas, enquanto a demanda total tende a cair 1%, somando 168,42 milhões de toneladas. Como consequência, os estoques finais devem subir 211%, passando de 4,51 milhões para 14,01 milhões de toneladas, indicando maior disponibilidade do grão no mercado doméstico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Turismo rural ganha nova força na Zona da Mata com inauguração da Rota Ferrovia da Bocaina em Minas Gerais

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A Zona da Mata Mineira ganha um novo atrativo turístico e econômico nesta semana com a inauguração da Rota Ferrovia da Bocaina, iniciativa que une turismo rural, cultura, gastronomia, hospedagem e experiências no campo para impulsionar o desenvolvimento regional.

O projeto foi estruturado com apoio técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e da Instância de Governança Regional (IGR) Serras de Ibitipoca, em parceria com produtores rurais, empreendedores locais e as prefeituras de Lima Duarte, Olaria e Bom Jardim de Minas.

A programação oficial de lançamento acontece entre os dias 3 e 6 de junho e deve atrair cerca de 300 visitantes para a região, consolidando uma nova opção de turismo rural em um dos cenários mais preservados de Minas Gerais.

Turismo rural como motor de desenvolvimento no campo

A abertura oficial da rota será realizada na quarta-feira (3), no Rancho Minas Forno, localizado na comunidade de Cachoeira de São Bento, zona rural de Lima Duarte.

O evento contará com a palestra “Turismo Rural e Desenvolvimento: Parcerias que Transformam Vidas no Campo”, ministrada pela coordenadora técnica estadual de Turismo Rural e Artesanato da Emater-MG, Thatiana Daniella Garcia.

Além da solenidade de inauguração, a programação inclui caminhada ecológica, passeio ciclístico, lançamento de livro e atividades voltadas à valorização do patrimônio natural, histórico e cultural da região.

A expectativa dos organizadores é fortalecer o turismo rural como uma importante fonte complementar de renda para agricultores familiares e empreendedores do meio rural.

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Rota conecta propriedades rurais, gastronomia e natureza

A Rota Ferrovia da Bocaina reúne 21 empreendimentos distribuídos entre restaurantes, pousadas, bares, propriedades rurais e atrativos turísticos.

Os estabelecimentos estão localizados nas comunidades de Cachoeira de São Bento, Rosa Gomes, Souza do Rio Grande, São José do Palmital, São Domingos da Bocaina, Capoeira Grande, Dois Córregos e Viegas, abrangendo os municípios de Lima Duarte, Olaria e Bom Jardim de Minas.

Com aproximadamente 85 quilômetros de extensão, o roteiro está situado entre a Serra Negra e a Serra de Ibitipoca, uma das regiões turísticas mais conhecidas de Minas Gerais.

Além das belezas naturais, o trajeto preserva vestígios do antigo ramal ferroviário que, no passado, deveria ligar os municípios de Lima Duarte e Bom Jardim de Minas, agregando valor histórico à experiência dos visitantes.

Projeto fortalece renda e sustentabilidade nas comunidades rurais

De acordo com a extensionista da Emater-MG, Roberta Brangioni, a iniciativa tem potencial para ampliar as oportunidades econômicas das comunidades envolvidas e estimular o desenvolvimento rural sustentável.

A proposta busca integrar a atividade agropecuária ao turismo, criando novas fontes de receita para famílias rurais e fortalecendo pequenos negócios locais ligados à gastronomia, hospedagem, artesanato e lazer.

Segundo a extensionista, o projeto também contribui para a valorização da identidade cultural das comunidades e para a permanência das famílias no campo por meio da diversificação das atividades econômicas.

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Trabalho começou em 2024 com participação das comunidades

A construção da rota teve início em 2024, durante o II Seminário Regional de Turismo Rural promovido pela Emater-MG.

A iniciativa surgiu após a demanda apresentada por uma produtora rural interessada em desenvolver um roteiro turístico capaz de conectar os atrativos da região.

A partir disso, técnicos da Emater-MG, da IGR Serras de Ibitipoca e representantes dos municípios realizaram diagnósticos participativos utilizando a metodologia Mexpar para identificar potencialidades locais, oportunidades de negócios e necessidades de qualificação.

O trabalho incluiu visitas técnicas, orientações sobre boas práticas agropecuárias, manipulação de alimentos, atendimento ao turista e serviços de hospedagem.

Infraestrutura e novos investimentos devem ser estimulados

Para o técnico da IGR Serras de Ibitipoca, Márcio Lucinda, a nova rota também poderá impulsionar investimentos em infraestrutura e serviços nas comunidades rurais.

A expectativa é que o aumento do fluxo de visitantes incentive melhorias em acessos, sinalização, equipamentos turísticos e oferta de serviços, ampliando a competitividade da região no mercado de turismo de experiência.

Com a inauguração da Rota Ferrovia da Bocaina, a Zona da Mata Mineira fortalece sua posição como destino de turismo rural e reforça uma tendência cada vez mais presente no agronegócio brasileiro: a integração entre produção rural, preservação ambiental, cultura local e geração de renda no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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