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Incofios amplia portfólio e passa a oferecer fios sintéticos importados para diversos segmentos têxteis

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Incofios diversifica portfólio com novos fios

A Incofios, tradicionalmente reconhecida pela produção própria de fios 100% algodão, anunciou a inclusão de fios sintéticos importados em seu portfólio. A iniciativa amplia a atuação da empresa em diferentes segmentos da indústria têxtil e reforça seu posicionamento como fornecedora de soluções completas para o setor.

Decisão baseada em pesquisa de mercado

Segundo Lavinia Kaun, supervisora administrativo-comercial da Incofios, a expansão do portfólio surgiu a partir de análises junto aos clientes e estudos de mercado.

“Anualmente conversamos com nossos clientes para entender suas necessidades. Identificamos uma demanda crescente por fios diferenciados e percebemos grande potencial de crescimento ao incorporar novos produtos”, explicou.

Detalhes da nova linha de produtos

A nova linha contempla:

  • Poliéster texturizado 150/48 e 75/36
  • Poliéster viscose 30/1
  • Viscose vortex 30/1
  • Poliéster viscose vortex 30/1
  • Fio penteado 100% algodão 30/1 importado

Os produtos atendem diversos setores, como moda esportiva, uniformes profissionais, lingerie, camisaria, tecidos planos e decoração, permitindo que a empresa amplie seu alcance e atenda demandas específicas do mercado.

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Garantia de qualidade e fornecedores internacionais

A Incofios ressalta que os fornecedores dos fios sintéticos foram selecionados com base em critérios técnicos rigorosos e reconhecimento internacional de qualidade, garantindo padrão e confiabilidade aos clientes. A produção interna da empresa continua focada exclusivamente no algodão, considerado pilar estratégico do negócio.

Estratégia de crescimento e diversificação

A supervisora comercial afirma que a iniciativa acompanha as transformações do setor têxtil e integra uma estratégia de crescimento sustentável e diversificação responsável.

“Monitoraremos o desempenho da nova linha e estudaremos futuras ampliações conforme a evolução do consumo”, afirmou Lavinia Kaun.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro News

Mapa amplia cooperação agrícola com países africanos em agenda voltada à segurança alimentar

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Desde 2023, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, firmou ao menos 18 instrumentos bilaterais com países africanos. A iniciativa integra a estratégia de ampliação da cooperação agrícola com o continente, com foco em segurança alimentar, desenvolvimento rural, agricultura tropical e sanidade agropecuária.

A relevância dessa relação também se reflete no comércio exterior. Em 2025, os países africanos importaram mais de US$ 12,1 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, com destaque para carnes, cereais e açúcar. O valor representa crescimento de 30% em relação a 2022, quando as compras somaram US$ 9,3 bilhões.

O fluxo comercial reforça a importância do continente africano para o agro brasileiro e amplia o espaço para uma agenda que combine cooperação técnica, investimentos e novas oportunidades de mercado.

A aproximação faz parte da chamada cooperação Sul-Sul, baseada na troca de conhecimentos, tecnologias e experiências entre países em desenvolvimento. O modelo busca construir soluções conjuntas a partir de desafios comuns enfrentados pelos países parceiros.

No caso da África, a cooperação envolve temas que também marcaram a trajetória brasileira no campo, como produção em clima tropical, correção de solos, manejo de pastagens, assistência técnica, agricultura familiar, crédito rural e estruturação de sistemas de defesa agropecuária. O objetivo é adaptar experiências brasileiras às condições locais de cada país, respeitando diferenças de clima, solo, estrutura produtiva e capacidade institucional.

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Entre as principais iniciativas está o programa Mais Alimentos África, retomado em 2023 em Moçambique e Angola. Inspirada na experiência brasileira de apoio a pequenos produtores, a ação reúne crédito, tecnologia e assistência técnica para ampliar a produção de alimentos.

Outra frente de atuação é o Projeto Cerrado Africano, voltado à adaptação de conhecimentos brasileiros para regiões de savana no continente. A proposta contempla técnicas de correção de solos ácidos, manejo de pastagens tropicais e organização produtiva em áreas com características semelhantes às do Cerrado brasileiro.

A agenda ganhou estrutura permanente em fevereiro de 2026, com a inauguração do Escritório de Cooperação Técnica para a África. Coordenado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), em parceria com os ministérios da Agricultura do Brasil e da Etiópia, o escritório permite o acompanhamento contínuo dos projetos, sem depender exclusivamente de missões temporárias.

A presença permanente deve ampliar a agilidade das respostas brasileiras e aproximar as equipes técnicas das demandas locais. A iniciativa também abre caminho para projetos de maior duração em áreas como agricultura digital, recuperação de áreas degradadas, sistemas produtivos de baixo carbono, assistência técnica e parcerias com bancos de fomento africanos.

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A aproximação com os países africanos vem sendo fortalecida em diferentes iniciativas. Em 2025, ministros e autoridades do continente participaram do II Diálogo Brasil-África, realizado no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O encontro debateu cooperação agropecuária, segurança alimentar, intercâmbio de experiências, transferência de tecnologias, pesquisa, inovação, financiamento e ações conjuntas de combate à fome.

Apesar dos avanços, a cooperação ainda enfrenta desafios relacionados à logística, diferenças climáticas, idiomas e à necessidade de adaptação contínua das tecnologias às realidades locais.

Para o Mapa, a proposta é consolidar uma agenda de cooperação técnica de longo prazo, capaz de fortalecer a produção de alimentos, apoiar o desenvolvimento rural e ampliar as relações comerciais entre o Brasil e os países africanos.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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