Agro News

MMA promove evento “Vozes das Infâncias nas Políticas Públicas – Legados da COP30 para a Educação Ambiental e a Democracia Climática”

Publicado

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) promove, na próxima terça-feira (3/3), em Brasília (DF), o evento “As vozes das Infâncias nas Políticas Públicas – Legados da COP30 para a Educação Ambiental e a Democracia Climática”. O objetivo é fortalecer o protagonismo de crianças e jovens na educação ambiental e agenda climática, consolidando compromissos assumidos durante a COP30, a Conferência do Clima da ONU realizada em novembro do ano passado em Belém (PA). Está prevista a presença da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

“A ideia é articular sensibilização cultural, experiência territorial e pactuação política, convocando atores estratégicos envolvidos na agenda climática, na educação ambiental e na proteção dps direitos de crianças e adolescentes para construção de compromissos institucionais até a COP31 e além”, explica o diretor do Departamento de Educação Ambiental e Cidadania do MMA, Marcos Sorrentino.

O encontro, organizado pelo MMA junto à organização ALLMA e outros parceiros, permitirá a interação entre autoridades governamentais, gestores públicos de várias esferas, representantes da sociedade civil, educadores e, principalmente, jovens e crianças de escolas e instituições sociais e educacionais que participaram da COP30. As atividades ocorrerão durante todo o dia (veja programação completa abaixo).

Programação

Na parte da manhã, dedicada à sensibilização, experiência territorial e marco institucional, estão previstas palestras das autoridades e falas de jovens e crianças sobre os legados da COP30, do Balanço Ético Global (BEG), que trata da dimensão ética, justiça climática e importância da educação ambiental, e da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA), além da exibição de filmes e minidocumentários.

Leia mais:  Circuito Nelore de Qualidade bate recorde em Mozarlândia (GO) com 6.550 animais avaliados

Serão apresentados documentos relacionados à COP30, entre eles, a Carta Musical e a Carta entregue ao presidente Lula e demais chefes de Estado, elaboradas durante a VI CNIJMA, e a Carta das Crianças, preparada na primeira edição da Cúpula das Infâncias, movimento que integrou a programação da Cúpula dos Povos na conferência. Neles, as crianças e jovens denunciam os impactos da crise climática em suas vidas e exigem a preservação do meio ambiente.

Na parte da tarde, o encontro terá a participação de gestores públicos de vários ministérios, instituições integrantes do BEG, parlamentares, financiadores, organizações da sociedade civil, educadores e pesquisadores. Será feita a pactuação dos compromissos assumidos durante o dia e definidos os próximos passos até a COP31, a ser realizada em novembro na Turquia. 

Ao final do evento, haverá a exibição do filme “O Diário de Pilar na Amazônia”, seguido de debate com autora da série “Diário de Pilar”, Flávia Lins. O filme reafirma a centralidade das infâncias e da cultura e da Amazônia como horizonte simbólico da política climática brasileira.

PROGRAMAÇÃO PREVISTA

MANHÃ – Sensibilização e Marco Institucional


9h00 – 9h30 | Abertura Institucional

9h30 – 9h40 | Cerimônia com a presença da ministra Marina Silva

Leia mais:  Natal deve impulsionar importações de eletrônicos, brinquedos e bebidas premium no fim de 2025

9h40 – 10h | Exibição de Mini Doc 

10h – 10h10 | Experiência de Benevides (PA)

10h10 – 10h45 | Mesa Representativa – Infância, Educação Ambiental e Democracia Climática

10h45 – 11h10 | Pausa para coffee break 

11h10 – 11h20 | Marco Institucional 

11h20 –  12h30 | Diálogo Ampliado

11h20 – 12h | Interação com estudantes e educadores

12h00 – 12h30 | Síntese da manhã e encaminhamentos

 

TARDE – Pactuação e Conferência Viva

13h30 – 13h40 | Reabertura com síntese da manhã 

13h40 – 14h30 | Mesa Interinstitucional, com representantes do MMA, MEC, MDH e MinC, além de instituições integrantes do BEG

14h30 – 15h10 | Pactuação para as Infâncias 

15h10 – 15h30 | Síntese e consolidação com leitura dos compromissos assumidos, definição de próximos passos e ncaminhamento para produção de relatório oficial

15h30 – 16h00 | Pausa para o coffee break (30 minutos)

16h00 – 18h00 | Encerramento cultural com exibição do filme “O Diário de Pilar na Amazônia”, debate com autora da série “Diário de Pilar”, Flávia Lins, e com a produtora do longa metragem “O Diário de Pilar na Amazônia”, Juliana Capelini.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA 

 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

Publicado

Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

Leia mais:  Bolsas da Ásia avançam com força da tecnologia, enquanto Wall Street inicia o dia em queda

No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

Leia mais:  ApexBrasil amplia ofensiva comercial na China e leva número recorde de empresas brasileiras à SIAL China 2026

A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana