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Programa Verde Novo leva sustentabilidade ao Rotary Day em Várzea Grande

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O Programa Verde Novo, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), marcou presença na 4ª edição do Rotary Day – Pessoas Servindo Pessoas, realizada na manhã deste sábado (28), na Escola Estadual Professor Fernando Leite de Campos, em Várzea Grande. A iniciativa integrou as ações de meio ambiente e cidadania promovidas pelo Rotary Club de Cuiabá, levando arborização urbana, educação ambiental e distribuição gratuita de mudas à comunidade escolar.

Durante o evento, foram distribuídas 150 mudas de espécies nativas e frutíferas, além do plantio simbólico de 15 árvores no pátio da escola, representando os clubes Rotary de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, além de instituições parceiras como Cruz Vermelha e Lions Club.

Criado em 2017, o Verde Novo já destinou mais de 250 mil mudas entre plantios diretos e distribuição à população. A ação em Várzea Grande reforça o compromisso do Judiciário mato-grossense com a ampliação da cobertura vegetal, o combate ao calor e a conscientização ambiental.

Parceria que transforma

O presidente do Rotary Cuiabá, Luiz Carlos Culca Nogueira, destacou a importância da parceria construída ao longo das edições do projeto. “A parceria com o Verde Novo já vem desde a primeira edição do Rotary Day. Uma das vias do Rotary Internacional é o meio ambiente, e o Verde Novo está conosco há mais de quatro anos. Em todos os eventos plantamos 15 árvores dentro da escola. Isso simboliza que precisamos reflorestar nossa cidade, nosso estado, nosso país e o mundo”, afirmou.

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Segundo ele, além do plantio simbólico, a ação busca deixar um legado permanente de consciência ambiental. “O Verde Novo nos ajuda a entregar uma importante mensagem para as crianças sobre meio ambiente. Ganha a sociedade, ganha a comunidade e plantamos consciência dentro da escola”, disse.

Educação ambiental na prática

A engenheira florestal do Programa Verde Novo, Rosiani Carnaíba, ressaltou que a iniciativa fortalece a sustentabilidade dentro do ambiente escolar. “Trouxemos mudas diversas, nativas e frutíferas, para que cada pessoa possa plantar em casa, na praça ou no quintal. Também vamos plantar 15 exemplares aqui na escola, trazendo conforto térmico e sensibilizando todos sobre os cuidados com as plantas”, comentou.

Para a diretora da Escola Estadual Prof. Fernando Leite de Campos, Daiana Mamedes, a ação reforça o papel pedagógico da educação ambiental. “É uma ação muito importante para a comunidade e para a natureza. A educação ambiental já faz parte do currículo, mas hoje estamos vivenciando isso na prática. Ver alunos, professores e comunidade plantando e aprendendo como conservar é fundamental”, destacou.

A unidade atende aproximadamente 1,4 mil alunos nos períodos matutino, vespertino e noturno, incluindo Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Consciência que começa cedo

Entre os participantes, a estudante Ana Clara Gonçalves dos Santos, de 16 anos, e sua mãe, Eugênia Gonçalves da Silva, que também é aluna da escola, escolheram duas plantas frutíferas para plantar em casa.

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“Eu peguei a amora porque gosto muito da fruta e acho o pé muito bonito. Acho maravilhoso ter mais plantas no mundo. Aqui na escola tem árvores, mas acho que ainda é pouco. É uma iniciativa muito bonita”, contou Ana Clara.

Já dona Eugênia escolheu um pé de acerola e falou da alegria de poder plantar uma árvore em seu quintal. “Eu peguei acerola. Receber esta planta como presente é muito bom, porque a gente tem que preservar a natureza. Ela está se acabando e precisamos plantar mais para deixar o planeta mais bonito”.

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, também participou do plantio e reforçou a importância da parceria institucional. “Educação ambiental é superimportante para o desenvolvimento de qualquer criança e jovem. O Tribunal de Justiça é parceiro em tantas atividades com a Secretaria de Educação e aqui desperta essa consciência ambiental diretamente nos estudantes e nas famílias”, destacou

Como participar do Verde Novo

Cidadãos e instituições interessados em solicitar mudas gratuitamente podem entrar em contato com o Programa Verde Novo pelo e-mail [email protected] ou pelo ZapMudas, no telefone (65) 3648-6879. Também é possível agendar plantios em espaços públicos e se cadastrar como voluntário.

Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso “Pena Justa no Ciclo Penal” fortalece atuação humanizada no sistema penitenciário de MT

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Magistrados(as), servidores(as) e gestores(as) judiciais concluíram nos dias 29 e 30 de abril o primeiro módulo da capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal”, promovida pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso.

A formação integra a estratégia institucional voltada ao aperfeiçoamento da atuação judicial no sistema penal, com foco em práticas mais eficientes, humanizadas e alinhadas aos direitos fundamentais. Durante os dois dias de atividades presenciais, foram debatidos temas como medidas diversas da prisão, execução penal, políticas de cidadania, inspeções judiciais e atenção a populações com vulnerabilidade acrescida no ciclo penal.

O diretor da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal destacou que a Esmagis e o Poder Judiciário cumprem papel essencial na formação continuada da magistratura e no aprimoramento institucional.

“A execução penal exige uma jurisdição mais consciente e comprometida com a realidade humana do sistema prisional. A formação é o caminho para que possamos refletir sobre nossas responsabilidades e buscar alternativas que efetivamente contribuam para a recuperação das pessoas. Não basta levar ao cárcere, é preciso discutir formas verdadeiras de recuperar e reeducar. Isso exige conhecimento, consciência e responsabilidade de todos nós”, comentou

Supervisor do GMF-MT, o desembargador Orlando de Almeida Perri ressaltou que a capacitação também busca ampliar a sensibilidade dos magistrados(as) diante da realidade prisional. “É muito importante promover cursos como este para conscientizar sobre a importância do sistema prisional. Precisamos enfrentar problemas graves e depende muito das atitudes e condutas dos magistrados para que possamos promover as melhorias necessárias”.

A formadora do curso, Laryssa Angélica Copack Muniz, juíza da Vara de Execuções Penais da Comarca de Curitiba e coordenadora Adjunta do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal de Justiça do Paraná, conduziu os debates com foco na humanização da atuação judicial, no papel constitucional do sistema penal e na necessidade de construir respostas mais eficazes para a violência e a reincidência. Durante a capacitação, a magistrada abordou temas ligados à execução penal, medidas alternativas à prisão, reinserção social e o compromisso institucional de garantir direitos fundamentais também às pessoas privadas de liberdade.

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“O curso propõe uma reflexão sobre como juízes e juízas podem aperfeiçoar sua atuação criminal e na execução penal, contribuindo para reverter o estado inconstitucional reconhecido nas prisões brasileiras. Não existe sociedade sem reintegração. As pessoas privadas de liberdade retornarão ao convívio social, e cabe ao Estado criar condições para que voltem melhores do que entraram. Quando falamos em trabalho, estudo e dignidade no sistema prisional, falamos em segurança pública de verdade. Ressocializar também é proteger a sociedade”, destacou.

Participação ativa

Juiz da 3ª Vara Criminal de Sinop, Walter Tomaz da Costa avaliou que o curso trouxe reflexões importantes para o enfrentamento da superlotação carcerária.

“Mato Grosso vive uma realidade de superpopulação carcerária. O Programa Pena Justa enfatiza a ressocialização e tende a melhorar esse cenário, desde que haja sensibilização de todos os poderes envolvidos. E esta capacitação chega em um momento necessário, especialmente para comarcas que convivem diretamente com a superlotação carcerária. A formação permite que os magistrados compartilhem experiências e reflitam sobre caminhos possíveis. Em Sinop, por exemplo, a superlotação é uma realidade urgente, e precisamos de medidas que envolvam não apenas o Judiciário, mas também o Executivo”, contou

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Já a magistrada Edna Ederli Coutinho, integrante do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá e juíza cooperadora de Execução Penal, destacou a importância de enxergar o sistema penitenciário sob a perspectiva humana.

“Esses cursos são fundamentais porque trazem ao magistrado a reflexão de que a pessoa presa continua sendo um ser humano. A rotina do trabalho judicial muitas vezes nos aproxima da burocracia e nos distancia da dimensão humana do sistema prisional. Cursos como este ajudam a resgatar esse olhar. Precisamos ainda lembrar que toda pessoa privada de liberdade um dia retornará ao convívio social. Se o sistema não oferecer trabalho, estudo e condições de dignidade, a reincidência continuará afetando toda a sociedade”, ressaltou Edna Coutinho.

Formação alinhada às metas institucionais

A capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal” integra diretrizes estratégicas relacionadas ao Prêmio CNJ de Qualidade 2026/2027 e busca fortalecer a atuação de magistrados(as), assessores(as) e gestores(as) judiciais no ciclo penal, especialmente nas áreas de fiscalização das unidades prisionais, aplicação de medidas alternativas e garantia de direitos fundamentais.

O próximo módulo será ofertado no período de 11 a 15 de maio, na modalidade EAD, com foco na prevenção à tortura e na saúde mental, também sob a responsabilidade da magistrada Laryssa Muniz.

O terceiro e último módulo será promovido no dia 18 de maio de 2026 e tratará do tema “Audiência de Custódia”, tendo como formadores o juiz Marcos Faleiros da Silva e o servidor Marcos Eduardo Moreira Siqueri.

Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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