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Parceria entre MJSP e USP avança na criação de guia nacional sobre IA responsável

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Brasília, 02/03/2026 – A Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), prorrogou por mais 12 meses o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) da pesquisa sobre inteligência artificial (IA) com a Universidade de São Paulo (USP). A prorrogação foi assinada em 21 de janeiro de 2026, e a vigência do acordo passa a se estender até janeiro de 2027. O acordo foi firmado em 15 de janeiro de 2025.

As ações previstas no ACT incluem a troca de conhecimentos, experiências, estudos e pesquisas em inteligência artificial para apoiar o mapeamento de boas práticas em IA e outras iniciativas voltadas ao desenvolvimento e ao uso ético e responsável da ferramenta. A cooperação integra o eixo X do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que trata do apoio ao processo regulatório e de governança da IA. A atuação do MJSP está prevista na ação 50 do eixo X, que dispõe sobre os Guias Brasileiros de Inteligência Artificial Responsável.

O trabalho entre a USP e a Sedigi ocorre por meio de reuniões quinzenais entre a equipe da Secretaria e os professores Cristina Godoy Bernardo de Oliveira e João Paulo Cândia Veiga, do Centro de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina (CIAAM). Entre as atividades realizadas durante o primeiro ano do ACT, destacam-se um evento e uma oficina realizados em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap), para analisar o conhecimento dos servidores sobre inteligência artificial. Ao consultar servidores públicos, a pesquisa buscou mapear as necessidades e os desafios reais da administração pública brasileira. Esse diagnóstico é fundamental para que o futuro guia de uso ético seja efetivo e aplicável à realidade do serviço público. O próximo passo do acordo é a realização de uma consulta pública sobre o 1º Guia de Uso Ético de Inteligência Artificial (IA). O material está em elaboração, e a consulta será feita por meio da plataforma Brasil Participativo, ainda no primeiro trimestre deste ano.

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Ao abrir a discussão, a Sedigi e a USP convidam a sociedade civil, a academia e o setor privado a contribuir ativamente para a definição dos limites éticos da IA no Brasil. Esse processo participativo é essencial para legitimar as regras que orientarão a inovação tecnológica no País, equilibrando o avanço científico e a proteção dos direitos digitais.

A participação ativa do MJSP neste acordo reforça o entendimento de que a inteligência artificial não é apenas uma questão de inovação tecnológica, mas também de direitos e garantias. O ministério, por meio da Sedigi, tem a atribuição de assegurar que as ferramentas de IA, especialmente aquelas utilizadas em contextos sensíveis, como segurança pública e acesso à Justiça, respeitem a legislação, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), e não reproduzam vieses discriminatórios. 

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Paraná recebe projeto Defensoras Populares e conclui implementação da iniciativa em dez estados

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Curitiba, 27/6/2026 – O projeto Defensoras Populares será lançado neste sábado (27), em Curitiba (PR), marcando a conclusão do ciclo de implementação da iniciativa em dez estados brasileiros. Promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o projeto fortalece a educação em direitos, amplia o acesso à Justiça e contribui para a prevenção da violência de gênero por meio da formação de lideranças femininas em seus territórios.

O projeto integra o programa Antes que Aconteça, da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju), e o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio. Desenvolvido em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), tem como objetivo fortalecer redes comunitárias de proteção e ampliar o acesso das mulheres aos serviços de Justiça e assistência.

A cerimônia contará com a presença de deputadas federais, vereadoras, representantes do sistema de Justiça e do Governo Federal. Também participará da mesa de abertura a ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reforçando o compromisso interinstitucional com o enfrentamento à violência contra as mulheres.

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O lançamento ocorre em um contexto de agravamento da violência doméstica e familiar no estado. Segundo dados da Divisão de Polícia Especializada (DPE) da Polícia Civil do Paraná, mais de 70 mil denúncias foram registradas no último ano. No mesmo período, cerca de 32 mil medidas protetivas foram solicitadas. Embora os números tenham aumentado em relação ao ano anterior, especialistas apontam que esse crescimento também reflete uma maior disposição das vítimas em denunciar as agressões.

Para a secretária nacional de Acesso à Justiça do MJSP, Sheila de Carvalho, os indicadores reforçam a necessidade de fortalecer as redes de proteção e garantir que as mulheres conheçam seus direitos e os mecanismos disponíveis para romper o ciclo da violência.

“A violência contra as mulheres não é um problema privado, é uma grave violação de direitos humanos que exige respostas coletivas e permanentes do Estado e da sociedade. O crescimento das denúncias também mostra que mais mulheres estão encontrando alternativas para pedir ajuda, e o projeto Defensoras Populares nasce justamente para ampliar esses caminhos, formando mulheres que se tornam pontes de informação, acolhimento e acesso à Justiça em suas comunidades”, afirma.

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Com a conclusão da implementação nos dez estados contemplados, o projeto consolida uma estratégia nacional de prevenção baseada no fortalecimento de lideranças femininas, na promoção da cidadania e na construção de redes comunitárias capazes de identificar situações de violência, orientar mulheres sobre seus direitos e ampliar o acesso aos serviços de proteção.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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