Turismo

Ministério do Turismo e ONU lançam consulta pública para identificar soluções para o turismo responsável e consciente e para a ação climática

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Está aberta uma consulta pública internacional sobre ações sustentáveis e conscientes no turismo e mudanças climáticas. A iniciativa do Ministério do Turismo, em parceria com a ONU Turismo, busca reunir contribuições para fortalecer e aprofundar a resposta do setor às ações climáticas, posicionando o turismo como ferramenta de desenvolvimento sustentável. A consulta pública é uma etapa estratégica para consolidar um marco de referência global para o turismo que protege ecossistemas, revitaliza comunidades e valoriza práticas culturais, o chamado turismo regenerativo.

Para participar, basta acessar o formulário on-line. Comentários e contribuições podem ser enviados por meio do formulário disponível no link ou encaminhados para o e-mail [email protected] até o dia 10 de março.

“A consulta pública que estamos promovendo em parceria com a ONU Turismo reforça a liderança do Brasil na agenda climática do turismo. Se queremos um mundo mais sustentável, isso passa pela conscientização e pela construção coletiva. É isso que buscamos com a consulta pública, uma etapa extremamente importante nesse processo. A agenda climática é pauta prioritária na gestão do presidente Lula”, explica o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

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QUEM PODE PARTICIPAR

Qualquer cidadão poderá enviar sua sugestão. Em especial, a iniciativa é direcionada a gestores públicos de turismo (federal, estadual e municipal), organizações internacionais e organismos multilaterais, instâncias de governança regional, entidades representativas do setor turístico, além de pesquisadores e especialistas em turismo sustentável.

MAPA DO TURISMO RESPONSÁVEL

No âmbito de boas práticas no turismo, o Ministério do Turismo disponibiliza o Mapa Brasileiro do Turismo Responsável, acessível pelo site mapadoturismoresponsavel.turismo.gov.br. A plataforma abrange práticas relacionadas a seis grandes categorias: Turismo Sustentável, Turismo de Base Comunitária, Etnoturismo, Segurança Turística, Turismo Acessível e Diversidade e Inclusão no Turismo.

Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo

Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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