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Saiba quais remédios são proibidos de levar para o exterior

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Saiba quais remédios são proibidos de levar para o exterior
Maurício Brum

Saiba quais remédios são proibidos de levar para o exterior

Entre as preocupações de quem planeja uma viagem internacional estão as passagens, a estadia e o roteiro. No entanto, para uma parte considerável da população, há mais um item que merece atenção: os medicamentos. O hábito de montar uma pequena “farmácia” com remédios para febre, dores, alergias, enjoos, e até mesmo medicamentos controlados, tornou-se um hábito de quem pretende viajar e teme não encontrar no exterior os fármacos que costuma utilizar em casa.

Para começar, é importante destacar que não existe uma lista única e padronizada de medicamentos proibidos em todos os países, pois as regras variam de um lugar para outro. O ideal é que, antes de viajar, seja feita uma consulta ao site do consulado ou da embaixada de cada destino para se informar sobre as especificações de proibição e liberação de medicamentos adotadas em cada território.

Essa proibição existe por uma série de razões, que geralmente estão relacionadas à segurança, eficácia e potencial de abuso das substâncias presentes nos remédios. O que pode ser considerado seguro e aceitável em um país, pode não atender aos critérios de outro. A forma como eles são apresentados difere em cada nação, assim como sua composição química, que no Brasil é regulada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) .

A seguir, você confere a lista de alguns medicamentos que são vetados em determinados lugares:

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1. Dipirona

Muito comum entre os brasileiros, a dipirona serve para controlar a dor e a febre, mas é proibida em vários países por apresentar riscos de agranulocitose, um tipo de problema associado a um perfil genético mais comum em habitantes do Hemisfério Norte. Entre eles estão os Estados Unidos , o Reino Unido , a Suécia e o Japão . Assim como a nimesulida, outro analgésico bastante comum, é proibida na Alemanha .

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2. Pseudoefedrina e lisdexanfetamina

Voltando ao Japão, medicamentos de venda livre que contêm pseudoefedrina são categorizados como substâncias ilegais. Assim como a lisdexanfetamina, utilizada no tratamento de TDAH, está entre os medicamentos altamente controlados e requer permissão oficial para ser levada ao país.

3. Metilfenidato (Ritalina) e Diazepam (Valium)

De acordo com informações da Embaixada dos Emirados Árabes , a Ritalina e o Diazepam são classificados como medicamentos controlados, sendo necessária autorização prévia e documentação detalhada para sua importação ao país.

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4. Rivotril (Clonazepam)

Medicamentos benzodiazepínicos são rigorosamente regulados no Japão e muitos deles são completamente proibidos de serem levados ao país. Acesse aqui para verificar a dosagem permitida de cada psicotrópico no Japão.

5. Tramal (Cloridrato de Tramadol)

O tramal é proibido no Egito , exceto em situações muito específicas e com permissão prévia devido ao risco de abuso.

Fique de olho nas atualizações de banimentos

Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) é responsável por aprovar e regular medicamentos no país e atualiza suas listas constantemente. Entre os proibidos estão: o antialérgico Difenidramina (Benadryl); a Fenilpropanolamina, usada para perda de peso; e analgésicos com codeína, como Tylex e Codex.

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Os medicamentos abortivos como a mifepristona, Yohimbe (ioimbina), aminofenazona, amidopirina, aminopirina, dipirona, metamizol e amigdalina/laetrila, são proibidos pelo governo australiano .

Já em território russo , alguns remédios controlados, como Ritalina e Mytedon, são proibidos.

O que fazer se eu precisar levar um medicamento para o exterior?

Via de regra, é fundamental ter sempre com você a receita médica e, de preferência, levar o remédio dentro de sua embalagem original – que contém informações sobre a dosagem e posologia que podem ser conferidas juntamente com a receita, além de dar uma garantia a mais de que não se trata de algum outro tipo de droga sem procedência conhecida. A recomendação é redobrada em casos nos quais também é preciso levar algum aplicador, como agulhas ou inaladores.

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Mesmo com essas dicas gerais, é sempre bom conferir as regras individuais de cada país antes da viagem – pode ser necessário, por exemplo, traduzir a documentação que comprova a necessidade do uso. Além disso, em alguns casos mesmo a receita não basta, dependendo da legislação do país e o tipo de remédio. Nessas situações, o embarque pode até não ser permitido sem que o medicamento seja descartado antes.

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Uma dica: a European Medicines Agency mantém listas atualizadas dos medicamentos autorizados a entrar e circular no território europeu. Para mais informações, você também pode consultar o guia sobre viagens com medicamentos , criado pela International Association for Medical Assistance to Travellers (IAMAT).

O International Narcotics Control Board (INCB) — um dos órgãos da ONU responsável por fiscalizar a implementação das convenções internacionais sobre drogas — também mantém informações atualizadas em seu site sobre os regulamentos que cada nação estabelece aos turistas que precisam transportar medicamentos durante suas viagens.

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E por último, mas não menos importante, é a recomendação de nunca, jamais, em hipótese colocar medicamentos na bagagem que for despachada – uma mala extraviada pode significar um caos ainda maior.

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Fonte: Turismo

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Turismo

No Amapá, Ministério do Turismo promove linha de crédito de mais de R$ 1 bilhão para empreendedores do setor

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O Ministério do Turismo (MTur) realizou nesta segunda-feira (8), em Macapá (AP), a 4ª edição do programa “Brasil Mais Crédito para o Turismo”, iniciativa que orienta empresários e prestadores de serviços sobre o acesso às linhas de financiamento do Fundo Geral de Turismo (Fungetur), que dispõe de mais de R$ 1 bilhão para operações em 2026. 

Durante a agenda, o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, assinou ainda um protocolo de intenções com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para ampliar ações conjuntas de desenvolvimento regional e facilitar o acesso ao crédito, com prioridade para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O ministro destacou a importância dessa iniciativa. “O objetivo é claro: orientar empreendedores turísticos locais sobre como acessar financiamentos em condições extremamente vantajosas, por meio do Fungetur. Essa grande mobilização nacional chega com força total ao Amapá, dando continuidade a um circuito que percorrerá todo o país. O Fungetur é o combustível que o setor precisa. É uma linha de crédito desenhada para financiar capital de giro, a execução de obras e a aquisição de equipamentos”, afirmou.

O ‘Brasil Mais Crédito para o Turismo’ já passou por Salvador (BA), Fortaleza (CE), durante o Salão do Turismo, e João Pessoa (PB), como parte da programação do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, evento que debateu o protagonismo feminino no setor.

“Estamos falando de ‘recurso na veia’ para que principalmente os pequenos negócios – as pousadas, os restaurantes, as agências de viagens, os guias de turismo – possam promover melhorias reais nas suas atividades”, disse o ministro.

Também participam das agendas no Estado os ministros Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR); e Wellington Dias, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

Sobre o protocolo, Gustavo Feliciano afirmou que o objetivo é fortalecer o setor. “Estamos assinando hoje, aqui, um Protocolo de Intenções com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, com meu amigo ministro Waldez Góes, para desenvolvimento do turismo regional. Vamos juntos construir políticas públicas para que mais empreendedores possam se desenvolver e oferecer o que o Brasil tem de melhor, que é a recepção calorosa do seu povo. Vamos facilitar o acesso ao crédito do Fungetur para que o turismo se fortaleça ainda mais”, complementou.

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A parceria prevê a elaboração de planos de ação conjuntos e a indicação, em até 30 dias, dos responsáveis pela execução das iniciativas. O protocolo terá vigência inicial de 12 meses, com possibilidade de prorrogação.

A edição no Amapá do “Brasil Mais Crédito para o Turismo” foi realizada também no Oiapoque, onde o ministro cumpriu agenda pela manhã.

As ações do MTur nas duas cidades amapaenses preveem ainda orientações sobre o Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur) – sistema oficial do Ministério do Turismo que cadastra e regulamenta pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor turístico no Brasil (requisito para acesso aos financiamentos).

Em Macapá, o ministro falou ainda sobre uma política especial, implementada pelo Ministério do Turismo na semana passada, anunciada em João Pessoa (PB) e que dá apoio para mulheres empreendedoras do setor, que foram vítimas de violência doméstica.

 “Sabemos o quanto é difícil se reconstruir após um episódio assim. Por isso vamos  fortalecer as mulheres empreendedoras com crédito, para que elas possam voltar cada vez mais fortes e independentes”, disse.

Ele citou, também, o bom momento que o turismo brasileiro vive. “Estamos impulsionando o turismo local e reforçando o maior compromisso do governo do presidente Lula: a proteção e valorização da mulher, a geração de emprego, renda e inclusão social. Senhoras e senhores, o momento para o Amapá acelerar o turismo não poderia ser melhor. O desempenho positivo do setor no Estado acompanha os recordes nacionais que temos registrado em todo o Brasil, criando as condições perfeitas para que empreendedores apostem, invistam e acreditem no turismo como força econômica”, finalizou.

Fungetur

As linhas do Fungetur podem ser usadas para capital de giro, aquisição de equipamentos e obras, beneficiando principalmente pequenos negócios, como meios de hospedagem, restaurantes, agências de turismo, guias e demais empreendedores da cadeia turística.

Entre 2018 e 2026, o Fungetur acumulou 14.789 operações contratadas no país, movimentando R$ 5,1 bilhões em financiamentos. Apenas em 2026, até 2 de junho, foram registradas 719 operações, no valor de R$ 276,3 milhões em crédito concedido.

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No Amapá, foram contratados treze financiamentos entre 2023 e 2026, totalizando R$ 4,04 milhões. Todos os recursos foram destinados a capital de giro. Macapá concentrou doze operações, equivalentes a R$ 3,3 milhões, beneficiando agências de viagens, organizadoras de eventos, restaurantes e empresas de transporte turístico. Em 2026, foram fechados dez contratos, todos na capital, que somaram R$ 3,03 milhões.

O Estado possui atualmente 555 prestadores de serviços turísticos regularizados no Cadastur. As atividades com maior número de registros são agências de turismo, com 140 cadastros; restaurantes, bares e similares, com 104; e meios de hospedagem, com 90 estabelecimentos. Em Macapá, há 381 prestadores cadastrados, liderados por agências de turismo (123), guias de turismo (66) e organizadoras de eventos (50).

Infraestrutura

Além das ações voltadas ao crédito, o Ministério do Turismo mantém doze contratos ativos de infraestrutura turística no Amapá, que somam R$ 65,5 milhões. Desde 2023, três obras foram concluídas, totalizando R$ 8,6 milhões em investimentos.

Em Macapá, os principais investimentos em execução incluem a construção do Centro de Convenções, com aporte de R$ 12 milhões; as obras no Parque do Centenário, de R$ 11,4 milhões; e a reforma do Teatro das Bacabeiras, com recursos de R$ 10 milhões.

Fluxo

Os indicadores do fluxo turístico também mostram crescimento do mercado internacional no estado. Em 2025, o Amapá recebeu 52 mil turistas estrangeiros, resultado 33% superior ao registrado em 2024 e o segundo maior da região Norte no período.

Turismo fronteiriço

Nesta segunda-feira (8), durante agenda em Oiapoque, o Ministério do Turismo também anunciou a elaboração de um diagnóstico e de um plano de ação para o turismo nas áreas de fronteira do Amapá e do Pará, que fazem divisa com a Guiana Francesa e o Suriname. 

A iniciativa faz parte de um projeto de cooperação com a UNESCO voltado ao fortalecimento das relações turísticas entre o Brasil e os países vizinhos.

Por Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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