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Setor agropecuário alerta para impactos da LC 224/2025 nos custos de produção e preços ao consumidor

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Agro enfrenta cenário econômico desafiador

O setor agropecuário brasileiro atravessa um período de dificuldades, marcado por restrição de crédito, endividamento crescente e margens de lucro reduzidas em diversas cadeias produtivas. Esse contexto se agrava diante do aumento de pedidos de recuperação judicial e da volatilidade nos custos de produção, fatores que têm exigido maior eficiência financeira dos produtores rurais.

Nova lei reduz benefícios fiscais e preocupa o setor

A publicação da Lei Complementar nº 224/2025, em 26 de dezembro, gerou preocupação entre representantes do agronegócio. A medida estabelece um regime de revisão estrutural de incentivos e benefícios federais, com redução linear de 10% sobre diferentes instrumentos tributários, como PIS/Pasep, Cofins, IRPJ, CSLL, IPI, II e contribuição previdenciária patronal.

De acordo com CropLife Brasil e Sindiveg, que divulgaram posicionamento conjunto, os efeitos da nova lei podem ser desproporcionais sobre o agronegócio, impactando diretamente os custos de produção e a competitividade do setor.

Medida pode elevar preços e reduzir competitividade

Embora a LC 224/2025 tenha caráter geral, as entidades destacam que seus efeitos sobre o agro são mais severos. Isso ocorre porque, em boa parte da cadeia produtiva, os chamados “benefícios fiscais” funcionam, na prática, como mecanismos de neutralidade tributária, essenciais para equilibrar custos em setores longos e intensivos em insumos — que vão da produção de matérias-primas até a agroindústria.

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Com a redução linear dos incentivos, sem considerar a essencialidade do setor ou seu papel estratégico na economia, a lei tende a resultar em aumento de preços dos insumos, elevação dos custos de produção e pressão inflacionária sobre alimentos e combustíveis. Além disso, o setor teme perda de competitividade internacional, o que pode afetar exportações, geração de divisas e novos investimentos.

Entidades pedem diálogo e previsibilidade regulatória

O posicionamento reforça a necessidade de diálogo institucional entre o governo e as entidades representativas do agronegócio, de forma a garantir previsibilidade regulatória e segurança jurídica para o setor.

As organizações destacam que a essencialidade da agropecuária deve ser considerada em qualquer revisão fiscal, já que o setor é responsável por garantir segurança alimentar, gerar empregos e sustentar o equilíbrio macroeconômico do país.

Efeitos diretos sobre produtores e consumidores

O aumento de tributos previsto na LC 224/2025 deve se refletir diretamente nos preços ao produtor rural, elevando os custos operacionais e, consequentemente, o valor final dos alimentos ao consumidor. Esse repasse tende a pressionar a inflação e reduzir o poder de compra da população, especialmente nas camadas mais vulneráveis.

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As entidades ressaltam que, ao atingir instrumentos que mantêm a neutralidade tributária em cadeias produtivas extensas, a nova lei pode ter efeitos contrários ao esperado, comprometendo a competitividade de um dos setores mais estratégicos da economia brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa e representantes da Câmara de Comércio dos Estados Unidos discutem temas comerciais do agronegócio

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recebeu, nesta terça-feira (28), representantes da Câmara de Comércio dos Estados Unidos e do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos para tratar de oportunidades comerciais entre os dois países. O encontro ocorreu na sede da Pasta, em Brasília (DF).

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e o secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, participaram da abertura da reunião.

Entre os temas abordados, estiveram os pontos de interesse agrícola entre os países, o fluxo comercial dos últimos meses e as oportunidades ligadas à ciência e tecnologia, biocombustíveis, entre outros. 

O secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Augusto Billi, destacou o potencial de ampliação da pauta exportadora brasileira e as negociações em curso para abertura de ampliação do acesso ao mercado americano.

Os Estados Unidos se destacam como um dos principais destinos das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 11,4 bilhões em produtos agropecuários para o mercado norte-americano, enquanto as importações somaram aproximadamente US$ 1,05 bilhão. Entre os principais itens exportados estão café, carnes, produtos do complexo sucroalcooleiro e cacau.

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CÂMARA DE COMÉRCIO DOS EUA

A Câmara de Comércio dos Estados Unidos (US Chamber Of Commerce) é considerada a maior organização comercial do mundo, representando os interesses de empresas americanas. Atua como o principal braço de influência em Washington e globalmente, trabalhando para promover políticas públicas que estimulem o crescimento econômico, a livre iniciativa e o comércio internacional.

Já o Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos (Brazil-U.S. Business Council) faz parte da Câmara e é a principal organização empresarial dedicada exclusivamente a fortalecer a parceria econômica entre o Brasil e os EUA.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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