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MMA inicia debate técnico sobre regulamentação do mercado de carbono no Brasil

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) promoveu, na última semana, a 3ª reunião do Grupo de Trabalho Técnico de Monitoramento, Relato e Verificação da Comissão Nacional para REDD+ (CONAREDD+). O encontro marcou o início das discussões sobre a regulamentação do mercado regulado de carbono no país, por meio do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE). 

Na abertura, a Secretaria-Executiva da CONAREDD+ ressaltou que 2026 será um ano de agenda intensa para o grupo. Entre as prioridades está apoiar a Comissão na definição de critérios para as metodologias de créditos de carbono em projetos florestais, com foco nas estimativas de emissões e remoções de gases de efeito estufa. 

Na prática, esses parâmetros asseguram que os projetos comprovem a redução ou a prevenção de emissões de carbono. Também contribuem para evitar fraudes e para padronizar a medição e a apresentação dos resultados. 

“Estamos estruturando um processo técnico que assegure que os projetos de carbono florestal no Brasil tenham critérios claros, transparentes e alinhados à Estratégia Nacional para REDD+. Sendo assim, os processos construídos pelo grupo de trabalho contribuem para evitar inconsistências e fortalecer a confiança nos resultados reportados pelo país internacionalmente”, explica a coordenadora-geral de REDD+ do MMA, Mariane Nardi. 

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Ao fortalecer seu sistema de monitoramento, relato e verificação de carbono, o Governo do Brasil reafirma seu compromisso com a transparência, a integridade ambiental e o cumprimento de suas metas climáticas. 

Formação 

A reunião foi conduzida pela Secretaria Executiva da CONAREDD+, agora vinculada à Secretaria Nacional de Mudança do Clima (SMC), no âmbito do Departamento de Instrumentos de Mercado e REDD+ (DIMER), do MMA. A nova configuração institucional reforça a integração entre as agendas de REDD+, mercado de carbono e Plano Clima. 

Entre os encaminhamentos, foi anunciada a realização de uma oficina presencial, prevista para março, com dois dias de duração. Participaram do último encontro representantes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do Instituto Socioambiental (ISA), do Imaflora, das Universidades Federais de Goiás (UFG) e de Minas Gerais (UFMG), da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), por meio do Projeto Floresta+ Amazônia, e também dos Ministérios da Fazenda, da Agricultura, dos Povos Indígenas e do Desenvolvimento Agrário. 

O Grupo de Trabalho Técnico de Monitoramento, Relato e Verificação (GTT MRV) foi instituído pela Resolução nº 15 de 2024 da CONAREDD+ e tem como objetivo fornecer dados e parâmetros técnicos para as submissões brasileiras de REDD+, no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês). 

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Compete também ao GTT MRV avaliar e propor diretrizes de MRV aplicáveis a iniciativas de financiamento florestal em escala nacional, subnacional e a projetos de carbono florestal aderentes à Estratégia Nacional para REDD+. Contribuindo, assim, para o fortalecimento da credibilidade das informações, sua consistência metodológica e harmonização nos relatos nacionais sobre crédito de carbono.  

O mercado de carbono é um instrumento importante para impulsionar a transição para uma economia de baixo carbono e fortalecer o financiamento de ações de mitigação da mudança do clima. Para que funcione de forma efetiva, é fundamental a atuação de certificadoras independentes, com solidez institucional e qualificação técnica, capazes de garantir transparência, integridade ambiental e segurança aos investidores. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

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O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

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O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

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Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

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