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Mercado de trigo inicia março com leve recuperação no Brasil e volatilidade no exterior

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O mercado de trigo inicia março com sinais de recuperação nos preços no Brasil, enquanto no exterior, especialmente na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos apresentam volatilidade em meio a fatores climáticos e geopolíticos. A análise combina dados da TF Agroeconômica, Cepea/Esalq e movimentações de exportação no Rio Grande do Sul.

Preços firmes no Sul do Brasil

No Rio Grande do Sul, os compradores já consideram pagar cerca de R$ 1.100 por tonelada no interior para embarques em abril e pagamento em maio, especialmente na região centro-noroeste. A oferta continua limitada, com produtores mantendo estoques armazenados e planejando retornar ao mercado após a colheita da soja.

As cotações variam conforme o período de embarque: R$ 1.100 para março, R$ 1.150 para abril e R$ 1.200 para maio, considerando trigo com garantia de DON até 2.000 ppm. Para a safra futura 2026/27, há compradores no porto com indicações de R$ 1.200 sobre rodas.

No Paraná, o preço médio do trigo subiu cerca de R$ 10 por tonelada na semana, com moinhos mostrando maior apetite comprador para entregas em março e abril. O indicador Cepea registra cotações próximas a R$ 1.185 por tonelada em prazos mais longos, sustentadas pela disponibilidade limitada do produto nas mãos dos produtores.

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Exportações pressionam oferta interna

As exportações contribuem para a restrição de oferta. Até 19 de fevereiro, o porto de Rio Grande embarcou 1,477 milhão de toneladas de trigo, com 412 mil toneladas previstas em line-up, totalizando 1,89 milhão de toneladas, acima da projeção anterior de 1,7 milhão. O preço FOB para trigo com 12,5% de proteína gira em torno de US$ 232 por tonelada.

Volatilidade na Bolsa de Chicago

Na CBOT, o mercado abriu em baixa nesta quarta-feira (4). O contrato março/26 foi cotado a US$ 5,71/bu, recuando 32 pontos, enquanto o vencimento maio/26 iniciou a US$ 5,70/bu, com queda de 30 pontos. O movimento reflete cautela diante de tensões geopolíticas no Oriente Médio, impacto nos preços do petróleo, fretes internacionais e volatilidade cambial.

Apesar da pressão negativa, não há interrupção direta na oferta global, o que limita quedas mais acentuadas. A previsão de chuvas em regiões produtoras de trigo de inverno nos EUA também contribuiu para a desvalorização dos contratos mais curtos.

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Trigo duro apresenta alta em bolsas norte-americanas

Enquanto o trigo brando recuou, o trigo duro mostrou desempenho positivo. Em Kansas, o contrato de março do trigo HRW avançou 0,62%, encerrando a US$ 570,50/bu. Em Minneapolis, o trigo HRS para março subiu 0,63%, fechando a US$ 601,25/bu.

Cenário interno se mantém firme

No Brasil, a sustentação dos preços se deve à oferta ajustada no mercado físico e à postura cautelosa dos vendedores. No Paraná, o preço médio foi de R$ 1.185,88 por tonelada em 3 de março, com alta de 0,30% no dia e avanço de 0,66% no mês. No Rio Grande do Sul, a média foi de R$ 1.095,20 por tonelada, estável no dia e com variação mensal negativa de 0,32%.

Segundo o Cepea, os preços internos continuam sensíveis tanto às oscilações externas quanto aos fundamentos do mercado doméstico, enquanto compradores atuam de forma pontual e vendedores mantêm estoques controlados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de abobrinha no Paraná movimenta R$ 101 milhões e consolida Estado como 4º maior produtor do Brasil

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Abobrinha se destaca no agronegócio do Paraná com forte presença e geração de renda

O cultivo de abobrinha no Paraná segue como uma das atividades hortícolas mais relevantes do Estado, movimentando R$ 101,6 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2024.

De acordo com o boletim do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), a cultura está presente em 358 municípios, com produção total de 50,5 mil toneladas em uma área de 2,9 mil hectares.

Com esse desempenho, o Paraná se consolida como o 4º maior produtor nacional, respondendo por 9,3% da produção brasileira.

Região de Curitiba concentra mais da metade da produção estadual

A produção paranaense de abobrinha apresenta forte concentração regional. O Núcleo Regional de Curitiba responde por 56,2% do total produzido, equivalente a 28,4 mil toneladas.

Entre os principais municípios produtores, destacam-se:

  • Cerro Azul
  • São José dos Pinhais
  • Colombo

Em Cerro Azul, por exemplo, o cultivo ocupa cerca de 250 hectares, com produção de 4,8 mil toneladas e geração de R$ 9,5 milhões em VBP, reforçando a importância da cultura para a economia local.

Outros polos relevantes incluem:

  • Londrina (6,9% da produção estadual)
  • Maringá (6,2%)
Clima impacta oferta e eleva preços da abobrinha no mercado

O mercado da abobrinha tem sido impactado por fatores climáticos, especialmente pela estiagem recente, que reduziu a oferta e pressionou os preços.

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Segundo dados das Centrais de Abastecimento (Ceasa), a caixa de 20 kg da abobrinha verde extra AA atingiu R$ 80,00, alta de 33,3% em relação às semanas anteriores, quando era comercializada a R$ 60,00.

De acordo com especialistas do Deral, a tendência de preços elevados pode se manter no curto prazo, caso não haja regularização das chuvas.

Produção contínua garante estabilidade ao longo do ano

Apesar das oscilações de mercado, a cultura da abobrinha apresenta produção contínua ao longo do ano, o que contribui para sua resiliência.

Historicamente, os picos de preços ocorrem entre o final de maio e o início de julho, período de inverno, quando há menor oferta.

A expectativa é que, com a normalização das condições climáticas e o avanço das lavouras, os preços recuem gradualmente ao longo do segundo semestre.

Soja mantém protagonismo nas exportações do Paraná

No segmento de grãos, a soja continua liderando a pauta exportadora do Estado.

No primeiro trimestre de 2026, o Paraná exportou:

  • 3,41 milhões de toneladas
  • US$ 1,47 bilhão em receita

O resultado representa crescimento de 2% no faturamento, apesar de uma leve queda de 4% no volume embarcado.

A China segue como principal destino, absorvendo 58% das exportações.

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Trigo volta-se ao mercado interno e reduz exportações

Diferentemente da soja, o trigo paranaense tem sido direcionado quase exclusivamente ao mercado interno.

Na safra 2025, o Estado produziu 2,87 milhões de toneladas, mas exportou apenas 4 toneladas, destinadas ao Equador.

A tendência deve se manter em 2026, impulsionada pela forte demanda da indústria nacional e pela redução da área cultivada.

Carne bovina acompanha valorização e amplia receita com exportações

O setor de carne bovina também registrou desempenho positivo. Em março, o Paraná exportou 3,6 mil toneladas, gerando US$ 20,3 milhões em receita.

O preço médio da carne apresentou valorização, passando de US$ 4,76/kg em 2025 para US$ 5,54/kg em 2026.

Assim como na soja, a China permanece como principal destino, respondendo por 38,5% das compras.

Diversificação produtiva reforça força do agro paranaense

Os dados reforçam a diversidade e a força do agronegócio do Paraná, que combina culturas hortícolas, grãos e proteínas animais em um sistema produtivo dinâmico.

A abobrinha, nesse contexto, se destaca como uma cultura resiliente, com geração consistente de renda, forte presença territorial e capacidade de adaptação às variações de mercado e clima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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