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Colheita de soja em Patos de Minas alcança 60% da área plantada com boa produtividade

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A colheita de soja em Patos de Minas, no centro-oeste de Minas Gerais, já atingiu 60% dos 33 mil hectares cultivados, segundo informações divulgadas pela Emater-MG. O cenário é considerado positivo, com bom ritmo de colheita e produtividade dentro das expectativas dos produtores.

De acordo com o engenheiro-agrônomo Fernando José da Silva, responsável pelo acompanhamento técnico na região, o rendimento médio das lavouras tem se mantido favorável, alcançando cerca de 4.000 quilos por hectare, o equivalente a aproximadamente 66 sacas por hectare.

Chuvas moderadas favorecem andamento da colheita

As condições climáticas têm colaborado com o avanço das atividades no campo. As chuvas registradas nas últimas semanas, embora presentes, ocorrem de forma moderada, principalmente no período da tarde, sem comprometer o andamento da colheita.

Segundo a Emater, essa regularidade nas precipitações ajuda a preservar a umidade do solo, mantendo o vigor das plantas nas áreas ainda em fase de colheita e garantindo boa qualidade dos grãos colhidos até o momento.

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Minas Gerais amplia área plantada e produção na safra 2025/26

O levantamento mais recente da Safras & Mercado aponta que o plantio de soja em Minas Gerais deve ocupar 2,41 milhões de hectares na safra 2025/26, aumento de 1,3% em relação aos 2,38 milhões de hectares cultivados no ciclo anterior.

A produção estadual também deve apresentar crescimento, estimada em 9,688 milhões de toneladas, o que representa alta de 3,3% em comparação às 9,378 milhões de toneladas registradas na safra 2024/25.

O rendimento médio esperado é de 4.040 quilos por hectare, superando os 3.960 quilos por hectare obtidos na última temporada, reflexo do avanço tecnológico, do manejo eficiente e da boa adaptação das variedades utilizadas pelos produtores mineiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Desmama orienta seleção genética e fortalece programas de melhoramento bovino no Brasil em 2026

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Os meses de março e abril representam uma das fases mais importantes dos programas de melhoramento genético bovino no Brasil: a desmama. Nesse período, propriedades rurais realizam a coleta de dados de peso e avaliação de características como conformação, precocidade, musculatura e pelame dos terneiros, informações fundamentais para a seleção de matrizes e reprodutores.

Desmama bovina é etapa-chave na avaliação de matrizes e terneiros

Segundo a superintendente de Registro da Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC), Silvia Freitas, a desmama permite avaliar simultaneamente o desempenho das vacas como matrizes e o potencial produtivo dos animais a partir do momento em que deixam de depender da mãe.

De acordo com ela, essa fase é essencial para compreender como cada matriz conduziu a cria até o desmame e para acompanhar de forma individual o desempenho dos terneiros.

Dados da desmama orientam seleção genética no rebanho

As informações coletadas nesse período servem de base para a definição de critérios mais precisos de seleção dentro dos programas de melhoramento.

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A partir desses dados, os sistemas conseguem identificar fêmeas de reposição, machos com potencial para reprodução e animais destinados à produção de carne, aumentando a eficiência dos rebanhos.

Silvia destaca que a qualidade das informações depende diretamente do rigor adotado em cada propriedade. Segundo ela, o processo exige responsabilidade e precisão para garantir maior eficiência econômica na seleção.

Projeto Crie, Avalie e Selecione amplia uso de dados zootécnicos

Em 2026, a etapa de desmama também marca o avanço do Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo), com a consolidação inicial do projeto Crie, Avalie e Selecione, desenvolvido em parceria com o Sebrae.

A iniciativa é voltada a animais sem registro genealógico, mas que possuem controle zootécnico completo dentro das propriedades, incluindo identificação de pai, mãe e data de nascimento.

Avaliação comparativa reforça identificação de animais superiores

Com base nesses registros, é possível comparar animais criados sob as mesmas condições e identificar aqueles com melhor desempenho produtivo e genético.

Silvia explica que esse processo permite reconhecer indivíduos que apresentam maior ganho de peso e melhor conformação em relação aos demais, destacando seu potencial superior.

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Projeto avança em 2026 com foco em eficiência produtiva

O projeto já teve uma etapa de avaliação realizada em abril e deve avançar para novas fases ao longo das próximas semanas.

A expectativa é ampliar a geração e o uso de dados dentro das propriedades, contribuindo para uma seleção mais precisa de matrizes, identificação de animais superiores e melhor avaliação de reprodutores com desempenho produtivo destacado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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