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Peritos aprimoram gestão e tecnologia no Instituto Nacional de Criminalística durante iLab Segurança 2026

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Brasília, 9/3/2026 – Peritos criminais de diversos estados do Brasil participaram de visita técnica ao Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia Federal (PF), em Brasília (DF), na quarta-feira (4). A atividade integrou a programação da II Conferência de Segurança Pública – iLab Segurança 2026 e reuniu especialistas que atuam nas redes interfederativas do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) ligadas à Polícia Científica, incluindo os Grupos de Trabalho Integrados do ComprasSusp e as câmaras técnicas orçamentárias.

O objetivo da visita foi apresentar o modelo de planejamento e execução das aquisições da Polícia Federal, responsável pela estruturação de laboratórios periciais e pela incorporação de equipamentos tecnológicos de ponta utilizados na investigação criminal. Os peritos tiveram a oportunidade de conhecer a estrutura física e tecnológica do INC, os processos administrativos e logísticos aplicados à aquisição de equipamentos e à implantação de laboratórios com certificações internacionais, e as práticas de gestão que garantem eficiência e transparência.

Para o coordenador-geral de Orçamento e Finanças do FNSP, Eduardo Manso, o intercâmbio técnico contribui para otimizar o uso dos recursos públicos, reforçar a eficiência das compras e fortalecer as capacidades investigativas das instituições de segurança.

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“A visita ao INC permite que os peritos conheçam experiências consolidadas de planejamento e aquisição de equipamentos de alta tecnologia. Esse intercâmbio fortalece a eficiência e a economicidade das compras realizadas com recursos do FNSP e contribui diretamente para a modernização da Polícia Científica no País”, afirmou.

Segundo Manso, iniciativas como essa reforçam o papel do FNSP como instrumento de apoio à estruturação das capacidades técnicas das forças de segurança estaduais e federais, promovendo a padronização de processos, a troca de conhecimento técnico e o aprimoramento contínuo da gestão pericial em todo o território nacional.

Estrutura, processos e boas práticas do INC fortalecem perícia criminal

Durante a visita, os especialistas puderam trocar experiências, identificar oportunidades de padronização de equipamentos e conhecer detalhadamente os procedimentos da Polícia Federal para aquisição de materiais e implantação de laboratórios certificados. A iniciativa reforça a cooperação entre órgãos federais e estaduais, contribui para elevar o nível tecnológico das instituições e melhora a qualidade das perícias criminais em todo o País.

O intercâmbio técnico fortalece a aplicação eficiente de recursos públicos e amplia a capacidade de investigação criminal em benefício da sociedade brasileira, ao mesmo tempo em que difunde modelos de gestão e planejamento que podem servir de referência para outros estados.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil tem mais de 20 mil pedidos judiciais internacionais em andamento, cíveis e penais

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Brasília, 27/05/2026 – O Brasil tem hoje em andamento mais de 20 mil pedidos judiciais internacionais relacionados às áreas cíveis e penais, incluindo pedidos de extradição e de transferência de pessoas condenadas, somando-se os emitidos pelo país com os recebidos de outras nações.

O número foi informado, nesta quarta-feira (27), pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. “Tudo isso é um sinal de que o Brasil é ator relevante e demandado no Sistema Internacional de Justiça”, afirmou Lima.

Os pedidos são operados pela Secretaria Nacional de Justiça, sob comando da secretária Maria Rosa Guimarães Loula, especificamente pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), em articulação permanente com a Polícia Federal, o Ministério das Relações Exteriores, a Advocacia-Geral da União, o Ministério Público e a Defensoria Pública, além do Poder Judiciário e de outros parceiros.

“Esse trabalho apoia-se numa ampla rede normativa de mais de 120 acordos multilaterais e bilaterais. Na área penal, o Brasil mantém acordo de assistência jurídica com mais de 20 países e participa das Convenções das Nações Unidas contra o Crime Organizado, a Corrupção e os Crimes Cibernéticos. Vamos somar ainda, a tudo isso, tratados de extradição com cerca de 30 países e acordos de transferência de pessoas condenadas com outros 17. Instrumentos que dão efetividade às decisões judiciais com respeito à soberania e aos direitos fundamentais”, informou o ministro.

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Ele observou que decisões como a concessão de extradição ou a validação de atos internacionais são de competência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, conforme o caso, e que o Ministério só pode se manifestar publicamente sobre esses temas com base em comunicações formais e dentro dos limites legais, inclusive quanto à proteção de dados e ao sigilo de investigações e recursos.

“O devido processo legal deve ser seguido em seu absoluto rigor. O esforço do Ministério da Justiça deve ser nessa direção, de manter um alto padrão de institucionalidade, que é o meu empenho”, assegurou Lima.

O ministro compareceu à Comissão para falar sobre a atuação internacional da Polícia Federal. Em sua exposição inicial, Wellington César Lima esclareceu que sua pasta não exerce função de direção da Polícia Federal, mas de supervisão finalística das atividades, sem interferência na condução técnica das investigações, atribuição exclusiva das autoridades policiais, conforme previsto na Constituição e na Lei nº 12.830/2013.

Desta forma, observou, não compete ao Ministério da Justiça determinar investigações, acelerar procedimentos ou acessar diligências sigilosas, sendo o controle da atividade policial exercido pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário. Também enfatizou que a autonomia técnica das investigações decorre da especialização institucional da Polícia Federal.

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O ministro reiterou a disposição permanente da pasta em manter diálogo transparente com o Parlamento e incorporar contribuições legislativas ao debate sobre segurança pública como política de Estado.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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