Saúde

Ministério da Saúde realiza procedimento oncológico inédito na região do Vale do Mucuri e Jequitinhonha pelo Agora Tem Especialistas

Publicado

Levar para o interior do Brasil a oferta de serviços de saúde de média e alta complexidade, historicamente realizados em grandes centros, é uma das medidas já em andamento do programa Agora Tem Especialistas. É o que aconteceu com Teófilo Otoni (MG), que é referência regional do SUS em tratamentos especializados. Em função da iniciativa do Governo do Brasil, a cidade mineira sediou, nesta quinta-feira (5), em um hospital filantrópico 100% SUS, a implantação de uma prótese esofágica em um paciente oncológico. Inédito na região onde há menor oferta desse tipo de atendimento especializado, o procedimento é indicado para tratar casos de disfagia grave — dificuldade intensa para engolir causada pela obstrução de esôfago. 

Realizada no Hospital Bom Samaritano, que atende mais de 50 municípios dos Vales do Mucuri e Jequitinhonha, o procedimento viabilizada pelo Agora Tem Especialistas foi supervisionada pelo A.C.Camargo. Isso porque esse hospital de excelência e referência nacional em oncologia participa do programa pelo Proadi-SUS, mentorando e acompanhando na prática os médicos especialistas do curso de aprimoramento ofertado pelo programa. Com esse aprimoramento, o Ministério da Saúde garante, ao mesmo tempo, formação supervisionada e assistência direta aos pacientes do SUS.  

“Em Teófilo Otoni, há forte presença do Agora Tem Especialistas com médicos que são de provimento do Ministério da Saúde e que passam, também, por aprimoramento para seguir desenvolvendo iniciativas pioneiras para região. Além de possibilitar a regiões remotas acesso a novos procedimentos, a iniciativa beneficia diretamente a população, que não precisará mais percorrer grandes distâncias para receber tratamento”, explicou o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, do Ministério da Saúde, Felipe Proenço.   No caso da cidade mineira, a iniciativa evitará que a população se desloque cerca de 450 quilômetros até Belo Horizonte.  

Leia mais:  Abrascão 2025 destaca papel estratégico do SUS, afirma Adriano Massuda

Segundo Proenço, com o Agora Tem Especialistas, casos de maior complexidade passarão a resolvidos localmente, reduzindo filas e o tempo de espera por diagnósticos. “A expectativa é que posteriormente esse procedimento seja incorporado na prática cotidiana nos serviços de saúde do município e região”, declarou.  

Técnica minimamente invasiva para os pacientes do SUS 

A implantação da prótese esofágica é indicada para pessoas com obstrução alimentar causada pelo câncer de esôfago. O dispositivo funciona como um tubo expansível, colocado por meio de endoscopia, que mantém o esôfago aberto e restabelece a passagem de alimentos e líquidos. “A técnica é minimamente invasiva, favorece a recuperação mais rápida e permite que pacientes que antes dependiam de alimentação por sonda voltem a se alimentar por via oral. Com isso, reduz-se o risco de desnutrição, diminui o tempo de internação e as complicações pós-operatórias, proporcionando mais qualidade de vida”.  

“Com grande alegria, iniciamos na região esse serviço de colocação das próteses. Estamos devolvendo a eles o prazer de poder comer e ter mais dignidade nessa fase do tratamento no combate contra o câncer”, afirmou Nasser Amaral, médico especialista em oncologia que realizou o procedimento supervisionado. 

“Nós entendemos que o investimento na saúde pública, por meio do governo federal, é determinante na transformação da vida das pessoas, na busca da qualidade de vida, dignidade e conforto aos pacientes. E esse também é um princípio que nós, profissionais que cuidam de pessoas e que estamos no hospital todos os dias, acreditamos e defendemos. Hoje é um dia histórico nas nossas vidas aqui, pois estamos participando de mais um projeto grandioso do Ministério da Saúde”, destacou o médico especialista em oncologia Guilherme de Castro, que também participou do procedimento. 

Leia mais:  Programa Nacional de Imunizações completa 52 anos de história na proteção da saúde pública brasileira

Além do impacto clínico imediato, a ação fortalece a autonomia do território. Após a etapa inicial acompanhada presencialmente por mentora especializada, o médico do município dará continuidade à realização do procedimento com suporte remoto permanente, ampliando a capacidade assistencial local. Essa estratégia consolida o processo de transferência de conhecimento e garante a sustentabilidade do serviço especializado na região. A prótese esofágica já está prevista na tabela do SUS, e o hospital irá adquiri-la para dar continuidade à técnica após o treinamento.  

Mais acesso à atenção especializada 

Atualmente, Teófilo Otoni (MG) conta com 10 médicos que atuam em unidades públicas de saúde pelo projeto Mais Médicos Especialistas. Trata-se de uma ação do Agora Tem Especialistas, que está aprimorando profissionais em regiões prioritárias para o SUS a partir da integração ensino-serviço. Essa iniciativa busca ampliar o acesso da população à atenção especializada na rede pública, promovendo a formação, fixação e atuação qualificada de médicos especialistas em regiões com maior vulnerabilidade social.  

O programa já destinou quase 600 médicos especialistas, que estão atuando na rede pública em municípios das cinco regiões do país. Um novo edital do programa está em andamento para ampliar ainda mais a oferta de profissionais na rede pública de saúde. 

Com uma série de ações em curso em todo país, o programa Agora Tem Especialistas está ampliando a capacidade de atendimento do SUS em seis áreas prioritárias para o SUS: oncologia, ginecologia, otorrinolaringologia, ortopedia, cardiologia e oftalmologia. O objetivo é reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
publicidade

Saúde

Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais

Publicado

O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.

Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.

A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.

Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.

Leia mais:  Ministério da Saúde participa de debates sobre oncologia e ouvidorias no CONASEMS

“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.

Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems. 

Distribuição

O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.

Benefícios

Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.

Leia mais:  Saúde e Fazenda lançam Observatório Brasil Saúde e Apostas Eletrônicas para ações integradas de prevenção à dependência

Projeto-piloto

A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.

A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.

Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana