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Feiras de verão movimentam R$ 5,07 milhões e fortalecem o crescimento da ovinocultura gaúcha

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O circuito de feiras de verão da ovinocultura no Rio Grande do Sul encerrou a temporada com R$ 5,07 milhões em negócios, confirmando o bom momento do setor. A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO) avaliou o resultado como positivo, destacando a expressiva participação de expositores, público e o volume de comercializações.

Retomada e consolidação do setor

De acordo com o presidente da ARCO, Edemundo Gressler, o desempenho das feiras indica uma retomada gradual e sólida da ovinocultura no Estado.

“Tivemos feiras consolidadas e outras em processo de retomada, mas todas cumpriram o papel de fomentar a atividade e movimentar o mercado”, afirmou Gressler.

A programação começou com a 18ª Agrovino, em Bagé, de 13 a 17 de janeiro, e seguiu com a 48ª Feira de Ovinos de Verão, em Sant’Ana do Livramento, entre 22 e 24 de janeiro. O circuito continuou com a 42ª Feovelha, em Pinheiro Machado, de 28 de janeiro a 2 de fevereiro, a 48ª Expofeira de Ovinos de Verão, em Herval, de 4 a 8 de fevereiro, e encerrou com a 52ª Exposição de Ovinos Meia Lã, em Jaguarão, de 27 de fevereiro a 1º de março.

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Destaque para vendas de rebanhos e genética

Em feiras como a Feovelha e a Expofeira de Herval, o destaque foi a venda de rebanhos comerciais, superando mil animais comercializados em cada evento.

“Esses números mostram o interesse dos produtores em ampliar o plantel e investir no momento favorável da atividade”, observou o dirigente.

Além dos lotes comerciais, houve também forte procura por reprodutores, reforçando o investimento em melhoramento genético. Em Jaguarão, berço da raça Meia Lã, Gressler destacou o envolvimento da comunidade e do sindicato rural, o que fortalece a projeção da feira para as próximas edições.

Valorização do mercado e preços atrativos

Segundo Gressler, o bom desempenho das feiras reflete o cenário positivo de preços. A valorização das lãs finas e o preço do quilo do cordeiro, próximo de R$ 14, criam um ambiente favorável aos negócios.

“A indústria está atenta e acompanhando esse movimento. Apesar dos custos logísticos, a demanda continua firme”, destacou.

O avanço genético dos rebanhos também tem despertado interesse internacional, com países da América do Sul buscando genética brasileira de alta qualidade.

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Expansão da demanda e desafios para o setor

O presidente da ARCO ressaltou que há uma demanda crescente por ovinos vivos e produtos derivados no mercado externo. Para atender a esse cenário, o Brasil precisa aumentar o rebanho e investir em eficiência reprodutiva.

“O mercado está pedindo mais produção. Precisamos expandir o plantel para aproveitar essa oportunidade e fortalecer ainda mais a ovinocultura nacional”, reforçou Gressler.

Próximos eventos e perspectivas

O próximo grande evento do calendário será a Fenovinos, que ocorrerá em maio, no Parque de Exposições Assis Brasil. A expectativa da ARCO é de alta participação de expositores e criadores, com foco na projeção dos grandes campeões para a Expointer.

“Estamos felizes com os resultados e com a confiança dos produtores. Este circuito de verão consolida o crescimento sustentável da ovinocultura no Rio Grande do Sul”, concluiu o presidente da ARCO.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Erros em notas fiscais travam créditos de ICMS no agro e ampliam prejuízos financeiros no campo

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A gestão tributária voltou ao centro das preocupações do agronegócio brasileiro diante do aumento de inconsistências em notas fiscais eletrônicas que vêm comprometendo o aproveitamento de créditos de ICMS no setor. Erros considerados simples, mas recorrentes, têm provocado bloqueios fiscais, perda de valores milionários e dificuldades financeiras para produtores rurais e empresas ligadas à cadeia agroindustrial.

Levantamento da Confederação Nacional dos Contadores mostra que mais de 60% das empresas brasileiras já emitiram notas fiscais com erros ou divergências. Outros 15% sequer souberam informar se os documentos estavam corretos. Paralelamente, dados da IOB indicam que cerca de 70% das empresas analisadas no primeiro semestre de 2024 apresentaram algum tipo de inconsistência tributária.

No agronegócio, onde o volume de operações fiscais é elevado e o fluxo financeiro depende diretamente da regularidade tributária, o impacto dessas falhas é ainda mais significativo.

Segundo o contador e especialista em gestão tributária no agro, Altair Heitor, o problema está principalmente na qualidade da emissão fiscal.

“Não basta emitir a nota fiscal. Ela precisa estar tecnicamente correta. Um único erro pode comprometer toda a operação e impedir o aproveitamento do crédito tributário”, afirma.

Erros fiscais mais comuns bloqueiam créditos de ICMS

Entre as principais inconsistências identificadas estão erros na classificação fiscal dos produtos (NCM), preenchimento incorreto do CFOP, falhas no CST e ausência do destaque correto do imposto.

Dados do setor apontam que aproximadamente 55,6% das falhas estão justamente nesses campos considerados essenciais para validação do crédito tributário.

Na prática, isso significa que muitos produtores rurais e empresas deixam de recuperar valores importantes por problemas operacionais que poderiam ser evitados com maior controle documental e revisão técnica.

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Além da perda financeira direta, inconsistências fiscais podem gerar autuações, multas e bloqueios futuros de créditos tributários.

Fiscalização digital aumenta rigor sobre operações do agro

O avanço da fiscalização eletrônica pelos fiscos estaduais reduziu significativamente a margem para correções posteriores.

Atualmente, os sistemas estaduais realizam cruzamento automático de informações fiscais em tempo real, identificando divergências imediatamente após a emissão dos documentos.

Segundo especialistas, esse cenário se torna ainda mais crítico durante períodos de maior movimentação no campo, como comercialização de safra e fechamento de grandes operações agrícolas.

“Em muitos casos, o produtor só descobre o problema quando tenta utilizar o crédito e encontra o bloqueio fiscal”, explica Altair Heitor.

A situação é agravada pelo fato de que muitos estados vêm endurecendo os critérios para homologação dos créditos acumulados de ICMS.

Em São Paulo, por exemplo, o governo estadual anunciou recentemente a liberação de até R$ 1,5 bilhão em créditos acumulados por meio do programa ProAtivo, reforçando o potencial financeiro desses recursos para empresas que mantêm regularidade fiscal.

Mesmo assim, parte significativa do setor produtivo continua sem acesso aos créditos devido às falhas documentais.

Falta de integração operacional amplia perdas financeiras

Especialistas apontam que boa parte dos problemas fiscais no agronegócio está relacionada à ausência de integração entre os setores contábil, fiscal e operacional das empresas.

Sem padronização de processos e revisão constante, a emissão de notas fiscais acaba sendo realizada de forma manual e vulnerável a erros recorrentes.

Além disso, muitos produtores ainda não mantêm rotinas estruturadas de auditoria fiscal preventiva, o que dificulta a identificação antecipada de inconsistências.

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O resultado é o acúmulo de créditos não aproveitados, perda de capital de giro e aumento da dependência de financiamentos externos.

Medidas podem evitar perdas e proteger o caixa do produtor

Especialistas em gestão tributária defendem que a recuperação e preservação dos créditos de ICMS exigem organização documental, monitoramento contínuo e suporte técnico especializado.

Entre as principais medidas recomendadas para reduzir riscos estão:

  • Revisão periódica das notas fiscais: A análise recorrente da documentação permite identificar inconsistências e corrigir falhas antes de eventuais autuações fiscais.
  • Padronização do preenchimento fiscal: Uniformizar informações como NCM, CFOP e CST reduz divergências e melhora a consistência dos documentos.
  • Organização documental: Notas fiscais, livros fiscais e registros contábeis precisam estar completos e compatíveis para sustentar o direito ao crédito.
  • Atualização constante sobre mudanças tributárias: Alterações na legislação e nos entendimentos das secretarias estaduais impactam diretamente a validação dos créditos fiscais.
  • Suporte técnico especializado: Consultorias e equipes com foco em gestão tributária ajudam a reduzir riscos operacionais e ampliar o aproveitamento dos créditos acumulados.
Crédito de ICMS ganha importância estratégica no agro

Em um cenário de custos elevados, juros altos e maior pressão sobre as margens do produtor rural, os créditos tributários passaram a representar uma importante ferramenta de liquidez para o agronegócio.

Segundo especialistas, a correta gestão fiscal pode transformar créditos acumulados em fonte relevante de capital para investimentos, custeio e equilíbrio do fluxo de caixa.

“O crédito de ICMS é um ativo financeiro legítimo. Quando bem administrado, ele deixa de ser um valor parado e passa a apoiar decisões estratégicas dentro da operação agrícola”, conclui Altair Heitor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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