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Agromensal de fevereiro/2026 aponta altas e quedas nos preços de commodities agrícolas

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O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) divulgou nesta semana as agromensais de fevereiro de 2026, trazendo uma análise detalhada do comportamento dos preços de principais commodities agrícolas no país. O relatório mostra variações significativas entre culturas, refletindo fatores como oferta limitada, expectativa de safra, estoques internacionais e dinâmica cambial.

Açúcar cristal recua no mercado paulista

No estado de São Paulo, os preços do açúcar cristal branco registraram tendência baixista ao longo de fevereiro. A média do Indicador Cepea/ESALQ foi de R$ 100,64 por saca de 50 kg, queda de 4,94% em relação a janeiro, quando o valor médio foi de R$ 105,87/sc.

O destaque foi o rompimento da barreira nominal de R$ 100/sc já na segunda semana do mês, algo que não ocorria desde outubro de 2020, refletindo a pressão de oferta e expectativas de mercado.

Algodão mantém estabilidade de preços

O algodão seguiu com pequenas oscilações, mantendo-se entre R$ 3,42/lp e R$ 3,56/lp, intervalo equivalente a apenas 4% de variação. Segundo o Cepea, fatores como estabilidade cambial, bom nível de estoques globais e ausência de novos estímulos à demanda impediram alterações significativas nos preços internos.

Arroz tem baixa movimentação no Rio Grande do Sul

No mercado de arroz em casca, a movimentação foi reduzida em fevereiro. O início da colheita da safra 2025/26 e a postura cautelosa dos produtores diante de preços pouco atrativos limitaram a oferta no estado ao longo do mês.

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Pecuária inicia 2026 com expectativas positivas

A bovinocultura apresenta expectativas de alta, tanto para reposição quanto para gado terminado. Em fevereiro, os valores médios do boi gordo e da reposição registraram aumento em relação a janeiro, refletindo demanda aquecida e ajustes de mercado.

Por outro lado, o mercado de ovinos segue lento, com baixa procura, especialmente para cordeiros vivos, conforme apontam colaboradores do Cepea.

Café registra queda com projeções de safra recorde

O café encerrou fevereiro com preços médios no menor patamar desde julho de 2025. O recuo foi influenciado por expectativas de colheita recorde na safra 2026/27, o que pode gerar superávit no balanço global, embora os estoques não devem apresentar alívio significativo ao longo do ano.

Etanol apresenta queda durante a entressafra

O mês de fevereiro, ainda no período de entressafra, registrou queda nos preços do etanol em São Paulo. Todos os recuos semanais foram intensificados pelo balanço de fim de safra de algumas unidades produtoras.

Feijão atinge valores recordes com oferta limitada

O feijão carioca teve forte valorização em fevereiro, atingindo recordes históricos desde o início da série do Cepea/CNA em setembro de 2024. O feijão preto também registrou os maiores preços desde janeiro de 2025.

A valorização está associada à menor oferta, devido a dificuldades de colheita, restrições de área da primeira safra e expectativa de recuo na segunda safra — a disponibilidade total de feijão em 2026 deve ser a menor em uma década.

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Carne de frango apresenta leve recuo

Os preços da carne de frango iniciaram fevereiro em recuperação, mas o enfraquecimento das negociações na segunda quinzena pressionou os valores. Como resultado, a média mensal ficou abaixo da registrada em janeiro, na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea.

Milho registra recuperação no mês

O milho iniciou o mês com queda, pressionado por demanda enfraquecida e expectativa de aumento da oferta com a colheita da safra verão. Contudo, os preços voltaram a subir na segunda quinzena, especialmente nas regiões consumidoras, onde a oferta esteve abaixo da demanda.

Soja enfrenta pressão de oferta e câmbio

Os preços médios da soja foram os menores desde 2024 em termos reais. O recuo se deve à desvalorização do dólar frente ao real, que reduziu a competitividade da soja brasileira, e à expectativa de oferta volumosa no país, reforçando a tendência de queda.

Trigo apresenta comportamento distinto por estado

O trigo registrou movimentações variadas em fevereiro. Em Santa Catarina e Paraná, os preços médios caíram em relação a janeiro, enquanto em São Paulo e Rio Grande do Sul houve avanço nas cotações, refletindo diferenças regionais na oferta e demanda.

Agromensais de FEVEREIRO/2026

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina

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Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.

Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.

Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.

Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.

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Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:

230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.

200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.

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“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.

Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.

Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.

O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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