Mato Grosso

Expedição Rota do Café leva pesquisa e orientação técnica a produtores da capital do café em MT

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A Expedição Rota do Café, iniciativa da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf – MT), iniciou nesta quarta-feira (11.3) um circuito de palestras técnicas voltadas aos produtores de Colniza, município reconhecido como a capital do café em Mato Grosso.

A programação apresenta aos cafeicultores os resultados de pesquisas iniciadas em 2021 e concluídas em 2025, que passam a orientar as recomendações técnicas para a cultura. Os estudos abordam manejo das lavouras, ganho de produtividade e melhoria da qualidade do café produzido na região Norte do estado.

Colniza possui atualmente cerca de 11 mil hectares destinados ao cultivo de café, com produção estimada em 25 mil toneladas por ano, consolidando o município como uma das principais regiões produtoras do estado.


Dalilhia, Danielle e Wininton, pesquisadores da Empaer. Foto: Assessoria Seaf/Empaer

De acordo com a pesquisadora da Empaer, Danielle Müller, os estudos realizados ao longo de três safras permitiram identificar materiais genéticos e práticas de manejo mais adaptadas às condições da região.

“A partir desses resultados, conseguimos orientar de forma mais segura a implantação e o manejo das lavouras”, explicou.

Segundo Wininton Mendes, técnico envolvido no projeto, a iniciativa busca levar conhecimento diretamente aos produtores, aproximando a pesquisa da realidade do campo.

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“Quando a pesquisa chega ao campo, ela se transforma em produtividade e renda para as famílias, esse é o objetivo do nosso trabalho”, destacou.

O projeto Rota do Café também é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) e a Embrapa, fortalecendo a integração entre pesquisa, inovação e assistência técnica no campo.

Para Dalilhia Santos, que também participa das ações de capacitação e orientação aos produtores, a troca de conhecimento é um dos pontos fortes da expedição.

“A partir da pesquisa nós queremos fazer com que o produtor tenha acesso aos resultados, e com esse acesso ter resultados específicos e satisfatórios, com ganho na produtividade e consequentemente aumento da renda”, ressaltou.


Clarinda, produtora de café em Colniza. Foto: Assessoria Seaf/Empaer

A produtora Clarinda Moreira Machado, do Sítio Nova Esperança, em Colniza, conta que ela e o esposo começaram a cultivar café há apenas dois anos, após trabalharem por muito tempo apenas com a pecuária.

“Nós estamos felizes com a nossa lavoura e agradecemos a Empaer e a Seaf pelo apoio. Nossa área é de 43 hectares e produzimos café em aproximadamente dois hectares. Este ano é a nossa primeira colheita, e eu e meu esposo estamos muito animados”, relatou.

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Foto: Assessoria Seaf/Empaer

Para os produtores de Colniza, os resultados da pesquisa já podem ser aplicados de forma prática no campo. A avaliação agronômica realizada ao longo de quatro safras permitiu identificar 15 clones com melhor desempenho produtivo, recomendados para cultivo nas condições da região.

Entre esses materiais selecionados, quatro clones também se destacaram pela qualidade da bebida, fator que amplia as oportunidades de agregação de valor ao café produzido no município.

De acordo com a Seaf/MT, as pesquisas contam com o apoio do Governo do Estado, que entre 2019 e 2025 investiu em Colniza, cerca de R$ 10 milhões em fomento, dentre os investimentos: máquinas beneficiadoras de café, secadores rotativos de café, equipamentos e apoio técnico para produtores, entre outras ações.

Confira os próximos municípios da Rota do Café:

Aripuanã: 12/3 (qui) – Balneário Oasis, 7h às 11h45;
Cotriguaçu: 25/3 (qua) – Centro de Eventos, 7h às 11h45;
Juína: 26/3 (qui) – Barracão da Feira Municipal, 7h às 11h45;
Nova Bandeirantes: 08/4 (qua) – local a definir, 7h às 11h45;
Nova Monte Verde: 09/4 (qui) – Estância Villa Bella, 7h às 11h45.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Corpo de Bombeiros combate três incêndios florestais neste domingo (11)

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, neste domingo (11.10), três incêndios florestais registrados nos municípios de Juruena, Santa Terezinha e Rosário Oeste.

Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.

As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 34 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 30 focos foram registrados na Amazônia e quatro focos no Cerrado.

Em Terras Indígenas, foi identificado um foco de calor na Terra Indígena Aripuanã, em Aripuanã.

É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

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Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.

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Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

Fonte: Governo MT – MT

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