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Ectoparasitas reduzem desempenho do rebanho e podem causar bilhões em prejuízos na pecuária

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A presença de ectoparasitas é um dos fatores que mais comprometem o desempenho produtivo do rebanho bovino. Na pecuária brasileira, esses agentes raramente atuam de forma isolada. Carrapatos, mosca-dos-chifres, mosca-dos-estábulos, berne e bicheiras costumam compartilhar o mesmo ambiente e utilizar o bovino como hospedeiro, provocando impactos acumulados que afetam diretamente a produtividade.

Essa combinação de parasitas provoca perda de energia, queda no ganho de peso e redução da eficiência alimentar, fatores que acabam comprometendo a rentabilidade da atividade pecuária.

Carrapato é o principal responsável por prejuízos na pecuária

Entre os ectoparasitas que afetam os bovinos, o carrapato Rhipicephalus microplus é considerado o mais prevalente e um dos principais responsáveis por perdas econômicas no setor.

Estimativas apontam que os prejuízos causados por esse parasita ultrapassam US$ 3,24 bilhões por ano na pecuária brasileira. No entanto, esse valor representa apenas parte do impacto total, já que outros parasitas frequentemente infestam os animais simultaneamente.

Um estudo sobre o impacto dos parasitas na produção pecuária indica que as perdas anuais combinadas — incluindo ectoparasitas e nematódeos gastrointestinais — podem chegar a US$ 13,96 bilhões no Brasil.

Ação conjunta de parasitas intensifica impactos no rebanho

De acordo com Alex Souza, gerente de serviços veterinários da Unidade de Ruminantes da Ceva Saúde Animal, compreender a atuação simultânea desses agentes é essencial para avaliar os prejuízos reais na produção.

Segundo o especialista, a infestação raramente ocorre por apenas um parasita.

“A presença de um parasita dificilmente acontece de forma isolada. No campo, observamos uma interação constante entre diferentes agentes, cada um impondo um tipo de desafio ao organismo do animal. O impacto produtivo resulta da soma dessas agressões”, explica.

Quando múltiplos ectoparasitas infestam o mesmo animal, o organismo passa a direcionar energia para lidar com irritação, dor e processos inflamatórios, em vez de convertê-la em produção de carne ou leite.

Carrapatos podem transmitir doenças e reduzir produtividade

O carrapato provoca diversos efeitos negativos no metabolismo dos bovinos. Entre os principais impactos estão:

  • consumo de sangue e desenvolvimento de anemia
  • redução do apetite
  • irritação constante
  • queda no ganho de peso
  • diminuição da produção de leite e carne
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Em casos mais graves, a infestação pode levar até à morte do animal.

Além disso, o carrapato atua como vetor da Tristeza Parasitária Bovina (TPB), um complexo de doenças que inclui babesiose e anaplasmose, responsáveis por importantes perdas produtivas no rebanho.

Moscas, berne e bicheiras também afetam desempenho dos bovinos

Outros ectoparasitas também exercem forte impacto na saúde e no comportamento dos animais.

A mosca-dos-chifres (Haematobia irritans) provoca dezenas de picadas por minuto, o que altera o comportamento dos bovinos e reduz o tempo dedicado ao pastejo e à ruminação.

Já o berne, causado pela larva da Dermatobia hominis, gera dor e lesões cutâneas, além de exigir gasto energético para cicatrização. Essa infestação também pode causar prejuízos na qualidade do couro e no ganho de peso.

Outro problema relevante é a bicheira, causada pela Cochliomyia hominivorax. As larvas desse inseto se alimentam de tecido vivo, agravando feridas, aumentando a inflamação e elevando o risco de infecções secundárias.

A mosca-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans) também provoca irritação intensa, perda sanguínea e estresse nos animais, reduzindo a produção de leite e o ganho de peso, especialmente em ambientes com alta presença de matéria orgânica.

Energia usada na defesa reduz produção de carne e leite

Quando esses parasitas atuam simultaneamente, a fisiologia do animal passa a priorizar a defesa do organismo, o que afeta diretamente o desempenho produtivo.

Esse cenário explica problemas frequentemente observados nas fazendas, como:

  • redução do ganho de peso
  • menor eficiência alimentar
  • queda na produção de leite
  • maior estresse e desconforto animal

Segundo Alex Souza, cada reação do organismo contra esses parasitas representa perda de energia produtiva.

“Toda energia utilizada para lidar com dor, irritação ou inflamação é energia que deixa de ser convertida em carne ou leite”, ressalta.

Controle estratégico é fundamental para reduzir prejuízos

A prevenção continua sendo a principal estratégia para minimizar os impactos causados pelos ectoparasitas. O controle mais eficiente envolve um manejo integrado, que combina o uso de antiparasitários com práticas de manejo ambiental.

Entre as principais medidas recomendadas estão:

  • monitoramento frequente do rebanho
  • identificação de animais mais suscetíveis
  • manejo adequado das pastagens
  • controle da matéria orgânica nos ambientes de criação
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Essas ações ajudam a reduzir a carga parasitária e contribuem para melhorar a produtividade e o bem-estar dos animais.

Soluções integradas ajudam no controle dos ectoparasitas

Diante da diversidade de parasitas presentes nas fazendas, especialistas destacam a importância de produtos com amplo espectro de ação e alta eficácia.

Com foco nesse desafio, a Ceva Saúde Animal disponibiliza o FIPROLINE DUO®, desenvolvido para o controle dos principais ectoparasitas que afetam os bovinos.

O produto é formulado com Fipronil a 3%, concentração três vezes superior às formulações tradicionais de 1%, o que permite tratar mais animais com o mesmo volume de produto.

Produto atua contra vários parasitas e oferece aplicação prática

O FIPROLINE DUO® é indicado para o controle de diferentes ectoparasitas, incluindo:

  • carrapato-do-boi
  • mosca-dos-chifres
  • bicheiras
  • berne
  • mosca-dos-estábulos

O produto pode ser aplicado tanto na modalidade Pour On quanto Spot On, oferecendo mais praticidade e economia de tempo e mão de obra no manejo do rebanho.

Outro diferencial é o período de carência de 67 dias para abate, característica que favorece seu uso em animais na fase de engorda e terminação.

Controle eficiente melhora produtividade e rentabilidade

Além de atuar contra diferentes estágios do carrapato, o produto também interfere nos índices reprodutivos das teleóginas, contribuindo para reduzir a infestação nas pastagens.

A formulação proporciona início rápido do controle das infestações, o que melhora o bem-estar animal e contribui para ganhos produtivos.

Para Alex Souza, estratégias integradas de controle parasitário são fundamentais para recuperar o potencial produtivo do rebanho.

“Quando o controle é direcionado para todos os ectoparasitas, o produtor observa rapidamente melhora no comportamento, no consumo e no ganho de peso, refletindo diretamente na rentabilidade da fazenda”, afirma.

Controle de parasitas é decisivo para eficiência na pecuária

Em um cenário em que cada arroba produzida depende de eficiência e manejo adequado, compreender o impacto da ação simultânea dos ectoparasitas torna-se essencial para a pecuária.

Ignorar esses agentes significa permitir que eles continuem retirando, de forma silenciosa, parte importante da produtividade e do bem-estar do rebanho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Reino Unido completa depósito de R$ 500 milhões e se torna segundo maior doador do Fundo Amazônia

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O Reino Unido anunciou, nesta quinta-feira (11/6), o segundo desembolso de sua contribuição ao Fundo Amazônia, no valor de 40,7 milhões de libras esterlinas, cerca de R$ 270 milhões. Com o novo aporte, o país conclui a doação de 80 milhões de libras — aproximadamente R$ 500 milhões — anunciada durante a COP28, realizada em 2023. 

O anúncio foi feito durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, e da diretora Socioambiental da instituição, Tereza Campello. 

Com a conclusão da transferência dos recursos, o Reino Unido passa a ocupar a posição de segundo maior doador do Fundo Amazônia, atrás apenas da Noruega. O contrato de doação foi formalizado durante a COP28. O primeiro desembolso, realizado em novembro de 2024, foi de 39,26 milhões de libras, equivalentes a R$ 283,9 milhões. 

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou que a contribuição reforça o reconhecimento do Fundo e os avanços do Brasil no enfrentamento ao desmatamento e na proteção da Amazônia. “O Fundo Amazônia retomou sua plena capacidade operacional, apoiando dezenas de projetos de conservação, restauração e desenvolvimento econômico para as comunidades da Amazônia”, pontuou.  

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou que o aporte fortalece um dos principais instrumentos globais de financiamento climático baseado em resultados. “A doação do Reino Unido é um reconhecimento da liderança do presidente Lula na agenda climática e da retomada da política ambiental brasileira. O Fundo Amazônia voltou a funcionar, ampliou fortemente seu ritmo e se consolidou como o maior instrumento financeiro de pagamento por redução de desmatamento florestal do mundo. Esses recursos fortalecem nossa capacidade de apoiar projetos que protegem a floresta, geram renda para as populações amazônicas e ajudam o Brasil a liderar uma nova economia verde, com inclusão social e desenvolvimento sustentável”, afirmou Mercadante. 

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Cooperação internacional 

Desde a retomada do Fundo Amazônia, em 2023, sete novos parceiros internacionais passaram a integrar sua base de doadores. Além do Reino Unido, aderiram ao mecanismo Suíça, Dinamarca, União Europeia, Estados Unidos, Irlanda e Japão. A Petrobras também integra o grupo de financiadores do Fundo. 

A ampliação da base de doadores reflete a confiança da comunidade internacional na governança do Fundo Amazônia e nos resultados alcançados pelo Brasil na redução do desmatamento e das emissões de gases de efeito estufa associadas à mudança do uso da terra. 

Além da contribuição de 80 milhões de libras formalizada na COP28, o Reino Unido anunciou, em 2023, uma nova doação de 35 milhões de libras ao Fundo Amazônia, equivalente à época a cerca de R$ 115 milhões. O aporte reforça a parceria entre os dois países na agenda climática e na promoção de alternativas econômicas sustentáveis para a Amazônia. 

“As doações ao Fundo Amazônia são pagamentos por resultados já alcançados pelo Brasil na redução de emissões de CO2 por desmatamento. É um ciclo virtuoso: o país reduz o desmatamento, recebe recursos internacionais por esse resultado e reinveste em ações que protegem a floresta, fortalecem povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores familiares, estados, municípios e organizações locais”, enfatizou a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello. 

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Sobre o Fundo Amazônia 

Criado em 2008 para captar doações internacionais com base nos resultados do Brasil na redução do desmatamento, o Fundo Amazônia transformou os avanços do país na proteção da floresta em cooperação internacional concreta para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.  

Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e gerido pelo BNDES, o Fundo já soma R$ 5,3 bilhões em doações e 153 projetos aprovados, beneficiando mais de 650 organizações, 169 Terras Indígenas, 192 Unidades de Conservação e 260 mil pessoas. 

Os recursos do Fundo Amazônia apoiam ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, produção sustentável, bioeconomia, restauração, regularização ambiental e territorial, fortalecimento institucional e proteção de povos indígenas e comunidades tradicionais. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected] 
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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