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Doenças no milho podem reduzir a produtividade em até 50%; manejo preventivo é decisivo para evitar prejuízos

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Importância do milho para o agronegócio brasileiro

O milho está entre as culturas mais estratégicas para o agronegócio do Brasil. De acordo com estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país deverá colher 138,45 milhões de toneladas do grão na safra 2025/2026.

Apesar da expectativa de uma produção elevada, a cultura enfrenta desafios fitossanitários relevantes ao longo de todo o ciclo produtivo. Esses problemas podem comprometer o desempenho da lavoura e impactar diretamente a rentabilidade do produtor.

Doenças podem provocar perdas de até 50% na produtividade

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), quando as condições climáticas favorecem o desenvolvimento de fungos, doenças que atingem folhas e colmos podem reduzir em até 50% o potencial produtivo do milho.

Hudslon Huben, gerente sênior de FFE e GTM da ORÍGEO — joint venture entre Bunge e UPL especializada em soluções sustentáveis e gestão integrada para grandes produtores do Cerrado — explica que o manejo preventivo é fundamental para evitar perdas significativas.

“Quando as condições são favoráveis à proliferação de fungos, as doenças podem transformar a expectativa de uma grande safra em prejuízo. Por isso, a prevenção é essencial para proteger a lavoura”, destaca o especialista.

Principais doenças que afetam a cultura do milho

Entre as enfermidades mais frequentes na cultura do milho estão:

  • Cercosporiose
  • Bipolaris
  • Mancha-branca
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Diferentes tipos de ferrugem

De acordo com Huben, os primeiros sinais geralmente aparecem como pequenas manchas nas folhas, que evoluem para áreas necrosadas. Esse avanço pode provocar desfolha precoce e reduzir a área verde da planta.

Com menor capacidade de realizar fotossíntese, o milho passa a ter dificuldade para realizar o enchimento adequado dos grãos, o que impacta diretamente a produtividade. Em casos mais severos, o enfraquecimento do colmo pode causar tombamento das plantas, dificultando o processo de colheita.

Clima e sistema de cultivo podem favorecer a proliferação de fungos

As condições climáticas têm papel decisivo na disseminação das doenças. Ambientes com temperaturas elevadas, alta umidade e chuvas frequentes favorecem a rápida propagação de fungos nas lavouras.

Além disso, sistemas de produção muito intensivos e a ausência de rotação de culturas podem contribuir para a permanência desses patógenos no solo e nos resíduos da lavoura, aumentando o risco de novos surtos entre safras.

Manejo preventivo é a principal estratégia de controle

De acordo com o especialista da ORÍGEO, um dos erros mais comuns é esperar o avanço dos sintomas para iniciar o controle.

“O manejo mais eficiente ocorre de forma preventiva. Proteger a área foliar nesse período é fundamental para garantir que a planta tenha energia suficiente para formar e encher os grãos”, afirma Huben.

Soluções para o controle de doenças no milho

Para auxiliar no manejo fitossanitário da cultura, a ORÍGEO disponibiliza soluções da UPL Brasil voltadas ao controle de doenças foliares do milho.

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Entre elas está o fungicida Evolution, indicado para o controle de cercosporiose, ferrugem-comum e mancha-branca, com recomendação de aplicação preventiva entre os estádios de seis a oito folhas ou nos primeiros sinais da doença.

Outra alternativa é o Tridium, também utilizado no controle das principais doenças foliares da cultura, com aplicação preventiva ou no início da infecção.

Segundo Huben, o uso de fungicidas com diferentes modos de ação, aliado ao monitoramento constante da lavoura, é fundamental para manter o potencial produtivo da cultura.

“O manejo adequado, combinado com monitoramento técnico, contribui para preservar a produtividade e reduzir os riscos de perdas na lavoura”, conclui o especialista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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