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Inovação na Aquicultura – transformando água em oportunidades

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A Secretaria Nacional de Aquicultura vem fortalecendo a inovação como motor de transformação da aquicultura brasileira, estimulando práticas produtivas mais sustentáveis, eficientes e inclusivas. Com investimento de aproximadamente 20 milhões de reais, os projetos de inovação na aquicultura já alcançam mais de 10 mil beneficiários(as) em todo o país, entre produtores, famílias, estudantes e comunidades.

As ações envolvem o fortalecimento da economia circular e da bioeconomia, a adoção de energias renováveis, como a solar fotovoltaica, o desenvolvimento de insumos alternativos para rações, a difusão de assistência técnica digital, o incentivo à integração entre ensino e produção familiar, além da implementação de modelos produtivos resilientes como aquaponia, bioflocos, recirculação e sistemas multitróficos integrados. 

Assim, o Ministério da Pesca e Aquicultura promove a consolidação do setor, que está cada vez mais preparado para responder às demandas crescentes por alimento, emprego e renda, unindo ciência, tecnologia e sustentabilidade como pilares de um futuro mais competitivo e responsável para a aquicultura brasileira.

Como parte dessas ações, nesta quinta-feira (23), o MPA realizou uma aula virtual ao vivo do curso Multiplicadores Aquícolas (link), que tratou sobre “Inovação na Aquicultura – Tecnologias e Soluções para um Setor Mais Eficiente e Sustentável”, reunindo especialistas e gestores públicos para discutir soluções inovadoras e caminhos para o fortalecimento do setor. 

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Além da diretora do Departamento de Desenvolvimento e Inovação SNA/MPA, Luciene Mignani e técnicos do Ministério, também participaram da aula o professor Felipe Matias, cientista chefe da Economia Azul da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), e Eduardo Ono, mestre em aquicultura e consultor de projetos na área há mais de 25 anos.

“Essa troca é um momento muito importante para o Ministério e para o setor, pois temos esse grande desafio de aplicar a inovação e buscar tecnologias e modelos produtivos inovadores para implementarmos nas políticas públicas relacionadas à atividade aquícola. Essas inovações permitem que enfrentemos esses desafios, consolidando dados e ampliando oportunidades para a produção de alimentos  de forma sustentável, eficiente e competitiva”, destacou a diretora Luciene durante a aula.

A aula está disponível no YouTube do curso Multiplicadores Aquícolas e na plataforma EAD do curso. 

Clique aqui e acesse a aula completa.

Clique aqui para conhecer o Multiplicadores Aquícolas.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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