Agro News

Nova Aliança Vinícola amplia portfólio com sucos e refrescos voltados à família brasileira

Publicado

A Nova Aliança Vinícola Cooperativa, maior produtora de suco de uva orgânico do mundo, amplia seu portfólio de bebidas não alcoólicas, oferecendo soluções completas para o consumo diário das famílias brasileiras. Além de vinhos e espumantes de reconhecimento internacional, a cooperativa passa a disponibilizar sucos e refrescos que combinam qualidade, praticidade e custo-benefício.

Linha Happy: refrescos para o público infantil

A novidade mais recente é a linha Happy, desenvolvida especialmente para crianças. Disponível em embalagens Tetra Pak de 200 ml e 1 litro, a linha traz sabores como uva, laranja, abacaxi, morango, maracujá e pêssego. Com design lúdico e colorido, os produtos são ideais para lancheiras e momentos de consumo fora de casa, oferecendo praticidade e sabor aliado à economia.

Segundo a empresa, a linha reflete o compromisso de atender diferentes perfis de público e acompanhar tendências de consumo.

Expansão das linhas já consolidadas

As marcas Simples Assim (100% suco) e Néc (néctar) ampliam o portfólio com novos sabores. A linha Simples Assim, sem adição de açúcar, glúten ou sódio, passa a contar com pêssego e manga, além dos tradicionais uva, maçã, laranja e abacaxi. A linha Néc adiciona o sabor pêssego às opções já existentes.

Leia mais:  IGP-DI sobe 1,14% em março com impacto de conflito no Oriente Médio

A marca Trebom retorna ao mercado oferecendo 100% suco de uva em garrafa PET de 1,35 litro, unindo qualidade e preço acessível. Já a linha Nova Aliança Suco de Uva Integral mantém sua tradição com embalagens de vidro (1,5L, 1L e 300ml) e Tetra Pak (1L e 200ml).

Outras novidades incluem o Suco de Uva Tinto Orgânico Integral em garrafa de vidro de 1 litro e o Suco de Uva Gaseificado em lata de 269 ml, ambos 100% suco sem adição de açúcar.

Reconhecimento internacional dos vinhos e espumantes

A Nova Aliança também se destaca internacionalmente pelos vinhos e espumantes da unidade NOVA Vinhos e Espumantes. Entre os reconhecimentos recentes:

  • Aliança Moscatel Rosé: melhor espumante da América Latina no 29º Catad’Or World Wine Awards (Chile), Medalha de Ouro Duplo no 21º Vinus (Argentina) e Medalha de Ouro no 12º Brazil Wine Challenge.
  • Santa Colina Prosecco: Medalha Grande Ouro no Vinalies 2025 (França) e melhor pontuação no Decanter Wine Awards (Londres).
  • Santa Colina Moscato Giallo: eleito melhor vinho Moscato do Brasil na 19ª Seleção de Vinhos de Farroupilha.
Leia mais:  Cerrado Mineiro reposiciona marca e se projeta como referência global em cafeicultura regenerativa

Para o CEO Heleno Facchin, esses resultados refletem o trabalho das mais de 600 famílias cooperadas. “Estamos colhendo o que plantamos. Não há nenhum milagre, apenas seriedade, comprometimento e trabalho. Estamos imensamente felizes e confiantes de que o consumidor terá uma experiência diferenciada”, comenta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

publicidade

Agro News

Voto deste domingo pesa no custo e no futuro do agronegócio brasileiro

Publicado

Mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a votar neste domingo (04.10) para escolher os representantes que participarão das decisões sobre crédito, impostos, infraestrutura e condições de produção no País. Para o agronegócio, a eleição coincide com o avanço do plantio da safra de verão e coloca em discussão políticas que interferem diretamente no custo de produzir, na proteção contra perdas e no acesso aos mercados.

A ligação entre a urna e a propriedade rural aparece em decisões concretas. O dinheiro disponível para financiar uma lavoura depende das regras do crédito e das condições oferecidas pelas instituições financeiras. A contratação de seguro pode depender da ajuda pública para pagar a apólice. O escoamento exige estradas conservadas, armazenagem e portos eficientes. A exportação precisa de negociação comercial, defesa sanitária e comprovação de origem.

Essas relações orientam a reportagem de capa da edição de setembro da Revista Pensar Agro. A publicação examina como as escolhas políticas chegam à rotina de produtores, cooperativas, agroindústrias, transportadores e exportadores. Às vésperas da votação, a análise ajuda a avaliar propostas pelo efeito que poderão produzir sobre a atividade econômica.

O financiamento mostra a dimensão dos interesses envolvidos. O Plano Safra 2026/27 prevê R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial, dos quais R$ 384,9 bilhões destinados a custeio e comercialização. São recursos programados para sustentar despesas que começam meses antes da receita da colheita. Para quem planta, tão importante quanto o montante anunciado é conseguir contratar a tempo, com juros e exigências compatíveis com sua capacidade de pagamento.

Nos dois primeiros meses do ciclo, entre julho e agosto, as contratações somaram R$ 65,7 bilhões, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). As Cédulas de Produto Rural (CPRs) responderam por 49,2% desse total. A participação desses instrumentos evidencia a importância do financiamento privado e amplia o peso das decisões sobre garantias, contratos e segurança jurídica.

O resultado da eleição também terá consequências para os investimentos que ajudam a preservar a margem do produtor. Um armazém permite organizar estoques e escolher melhor o momento da venda. Uma estrada em boas condições reduz dificuldades de transporte. Pesquisa e assistência técnica contribuem para enfrentar pragas, doenças e limitações do solo. São benefícios que exigem continuidade, orçamento e capacidade de execução.

Leia mais:  Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

Por isso, a avaliação do eleitor precisa alcançar todos os cargos em disputa. O presidente conduz a administração federal, propõe o Orçamento e define prioridades para a política agrícola e as negociações internacionais. Deputados e senadores votam leis, analisam os recursos e fiscalizam o Executivo. Governadores e assembleias estaduais participam de decisões sobre rodovias, segurança rural, defesa sanitária, tributação e serviços ambientais.

A disputa presidencial concentra atenção, mas o Congresso eleito terá influência sobre regras que podem atravessar várias safras. Toda a Câmara dos Deputados será renovada, assim como dois terços do Senado. Cada eleitor poderá escolher dois senadores, além dos representantes para os demais cargos. A composição dessas bancadas será relevante para transformar compromissos de campanha em medidas efetivas.

Na leitura das propostas, importa identificar como serão executadas. Ampliar crédito exige indicar recursos e condições de acesso. Prometer obras pressupõe planejamento, financiamento e fiscalização. Simplificar procedimentos requer preservar critérios técnicos e oferecer prazos claros. Abrir mercados depende de trabalho diplomático, qualidade dos produtos e confiança nos controles brasileiros.

A reportagem da revista acompanha essas escolhas sem reduzir o agronegócio a uma única demanda. O setor reúne atividades, regiões e produtores com necessidades diferentes. Uma medida que favoreça a indústria pode pressionar o preço da matéria-prima; outra que estimule exportações precisa considerar logística e abastecimento. Avaliar esses efeitos ajuda a separar propostas consistentes de soluções que transferem o problema de um elo para outro.

O PODER DO VOTO

Na opinião do presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT) , o produtor conhece o peso de uma decisão porque trabalha com dinheiro comprometido muito antes de receber pela produção. Quando vai às urnas, precisa levar essa mesma responsabilidade.

“As decisões do poder público entram na conta da propriedade: no custo do financiamento, na disponibilidade do seguro, na estrada por onde passa a colheita e nas condições de acesso aos mercados. A importância desta eleição está também na escolha de quem terá a responsabilidade de administrar recursos, estabelecer regras e acompanhar sua execução. Tudo isso afeta a capacidade de produzir, investir e manter empregos”, explica Isan

Leia mais:  Milho safrinha 2025/26 terá aumento de área, mas produção deve cair quase 10% no Brasil

“O agronegócio precisa de planejamento que dure mais do que uma safra. Pesquisa, armazenagem, irrigação, defesa sanitária e infraestrutura exigem investimentos contínuos, com objetivos claros e resultados acompanhados. Não adianta anunciar crédito se o recurso não chega durante a janela de plantio, nem aprovar uma obra que permanece anos sem conclusão”.

“Precisamos de instituições capazes de transformar orçamento em serviço e de regras que permitam ao produtor cumprir suas obrigações sem ficar preso à demora e à insegurança. Essa qualidade da gestão pública interessa tanto a quem produz quanto a quem depende do abastecimento”, diz o presidente do IA.

“A responsabilidade com o voto deve continuar depois da eleição. Cabe ao setor acompanhar os orçamentos, cobrar a execução das políticas e apresentar suas necessidades com dados e propostas consistentes. Uma dificuldade na propriedade pode repercutir na cooperativa, na indústria, no transporte e no comércio. Da mesma forma, uma política bem executada pode ampliar oportunidades em toda essa cadeia. O compromisso que esperamos do poder público é criar condições para que o trabalho no campo tenha continuidade, que os investimentos sejam viáveis e que o crescimento da produção gere renda e benefícios para a sociedade”, completa Tezende.

Neste domingo, a votação ocorrerá das 8 às 17 horas, pelo horário de Brasília. A ordem na urna será deputado federal, deputado estadual ou distrital, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente. São escolhas feitas em poucos minutos, com consequências que acompanharão a produção por anos.

Você lê a versão em português clicando aqui.

You can read the English version by clicking here.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

Mais Lidas da Semana