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Colheita do milho de verão no Centro-Sul alcança 48,7% da área, aponta Safras & Mercado

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A colheita da safra de verão de milho 2025/26 no Centro-Sul do Brasil atingiu 48,7% da área estimada de 3,608 milhões de hectares até a última sexta-feira (13), conforme levantamento divulgado pela Safras & Mercado. O ritmo dos trabalhos está praticamente alinhado ao observado no mesmo período do ano passado, quando 48,6% da área já havia sido colhida, embora ainda fique um pouco abaixo da média dos últimos cinco anos, de 49,9%.

Região Sul lidera avanço da colheita

Os estados da Região Sul apresentam os maiores percentuais de avanço da colheita até o momento.

  • Rio Grande do Sul: 78,9% da área prevista de 946 mil hectares já colhida.
  • Santa Catarina: 75,2% da área estimada de 607 mil hectares colhida.
  • Paraná: 64,7% da área plantada de 547 mil hectares já foi colhida.

O desempenho nesses estados reflete o calendário agrícola mais adiantado e condições que permitiram o avanço dos trabalhos nas últimas semanas.

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Sudeste registra avanço intermediário da colheita

Na região Sudeste, o ritmo da colheita apresenta avanço moderado.

  • São Paulo: 42,8% da área cultivada de 295 mil hectares já foi colhida.
  • Minas Gerais: 8,2% dos 854 mil hectares plantados foram colhidos até o momento.
Centro-Oeste ainda inicia os trabalhos de campo

Nos estados do Centro-Oeste, a colheita da safra de verão de milho ainda ocorre de forma inicial ou sequer começou em algumas áreas.

  • Goiás e Distrito Federal: 0,6% da área plantada de 287 mil hectares colhida.
  • Mato Grosso: 34,5% da área cultivada de 11 mil hectares já colhida.
  • Mato Grosso do Sul: os trabalhos ainda não começaram na área estimada de 30 mil hectares.
Ritmo de colheita segue próximo ao do ciclo anterior

Apesar das variações regionais, o andamento da colheita no Centro-Sul do país mantém ritmo semelhante ao registrado na safra passada, indicando um avanço relativamente estável dos trabalhos de campo nesta etapa do ciclo produtivo.

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O levantamento também mostra que o percentual atual permanece ligeiramente abaixo da média histórica recente, sinalizando que parte das áreas ainda deve concentrar o avanço da colheita nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Novo mercado pode render R$ 520 milhões ao setor

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A autorização para exportar miúdos suínos ao mercado chinês poderá abrir espaço para embarques superiores a 100 mil toneladas por ano e acrescentar mais de R$ 520 milhões à receita da suinocultura brasileira. A abertura ocorre no momento em que o preço médio do animal vivo reage no mercado nacional, após meses de margens apertadas para os produtores.

O novo protocolo sanitário permite a venda de miúdos internos, como fígado, coração e esôfago. O Brasil já estava autorizado a fornecer partes externas valorizadas pelo consumidor chinês, como orelha, rabo e focinho.

A China importa aproximadamente R$ 13 bilhões em miúdos suínos por ano, o que torna a abertura relevante para o melhor aproveitamento da carcaça. Esses produtos já são comercializados no mercado doméstico e enviados a outros destinos, mas encontram procura maior e preços potencialmente mais elevados no país asiático.

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a nova autorização poderá gerar receita adicional superior a R$ 520 milhões por ano. Os valores foram convertidos pela cotação Ptax de R$ 5,1988 registrada em 25 de setembro.

A abertura beneficia inicialmente 16 frigoríficos: sete em Santa Catarina, oito no Rio Grande do Sul e um em Mato Grosso. Santa Catarina já possuía autorização chinesa por ser reconhecida há mais tempo como área livre de febre aftosa sem vacinação. O reconhecimento sanitário concedido ao restante do País em junho ampliou as possibilidades para unidades gaúchas e mato-grossenses.

A ABPA estima que Santa Catarina tenha capacidade para destinar 65,9 mil toneladas anuais de miúdos internos ao novo mercado. No Rio Grande do Sul, o potencial supera 40 mil toneladas, além das oportunidades abertas anteriormente para carne suína com osso e miúdos externos.

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A assinatura do protocolo não resultou em novas habilitações de frigoríficos. Uma auditoria chinesa realizada desde o dia 20 visitou fazendas, abatedouros, unidades de produção e laboratórios oficiais em seis Estados, mas terminou sem o anúncio de novas plantas autorizadas ou da retirada de suspensões aplicadas a estabelecimentos de carnes bovina e de aves.

Para a cadeia suinícola, o principal ganho está na valorização de partes do animal que possuem demanda mais limitada no Brasil. A diferença nos hábitos de consumo permite direcionar cada corte ao mercado que oferece melhor remuneração, aumentando a receita por suíno abatido sem exigir expansão equivalente da produção.

“O ganho está justamente na qualificação dessa destinação. Há uma complementaridade muito importante entre os hábitos de consumo brasileiro e chinês, que permite melhorar o aproveitamento da carcaça e agregar receita à produção”, afirma Ricardo Santin, presidente da ABPA.

A abertura coincide com uma recuperação das cotações no mercado interno. Levantamento da Safras & Mercado mostra que o preço médio nacional do suíno vivo subiu 4,8% em uma semana, de R$ 4,81 para R$ 5,04 por quilo.

No atacado, a média dos cortes de carcaça avançou 5,8%, de R$ 7,88 para R$ 8,34 por quilo. O pernil teve valorização de 3%, passando de R$ 9,60 para R$ 9,89.

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A reação foi sustentada pelo ajuste da oferta de animais à necessidade dos frigoríficos, que voltaram a ampliar as compras para abate. A melhora no escoamento doméstico e a competitividade da carne suína diante da proteína bovina também favoreceram a reposição dos estoques.

A valorização, entretanto, ainda não alcançou todos os produtores. Nos sistemas de integração, os preços permaneceram estáveis em R$ 4,80 por quilo no Rio Grande do Sul, R$ 4,65 em Santa Catarina, R$ 5,05 no Paraná e R$ 4,65 em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O avanço concentrou-se principalmente no mercado independente.

As exportações continuam ajudando a retirar produto do mercado interno. Nos primeiros 13 dias úteis de setembro, o Brasil embarcou 79,39 mil toneladas de carne suína in natura, com receita aproximada de R$ 939 milhões. A média diária chegou a 6,1 mil toneladas.

Apesar da recuperação semanal, a cautela permanece entre os criadores. A elevada oferta para abate pressionou as cotações durante agosto e provocou prejuízos que ainda não foram recuperados. A abertura para os miúdos chineses melhora a perspectiva de receita da indústria e pode ajudar na sustentação dos preços, mas seus efeitos dependerão do início efetivo dos embarques e da capacidade de o ganho comercial chegar ao produtor.

Fonte: Pensar Agro

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