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Menções Honrosas: Janja Lula da Silva, Simone Frederigi Benassi e Letícia Reis Carvalho

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O prêmio Mulheres das Águas será entregue em uma cerimônia solene nesta quarta-feira (18/03). As 11 vencedoras já foram apresentadas em nosso site. No entanto, outras 3 mulheres também serão homenageadas em menções honrosas por suas contribuições para a pesca e aquicultura e na melhoria da vida das nossas mulheres. São elas a primeira-dama Janja Lula da Silva, a bióloga Simone Frederigi Benassi (in memoriame a Secretária-geral da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA). Conheça a história de cada uma delas. 

Janja Lula da Silva 

A construção de políticas públicas que valorizem as mulheres das águas também passa pelo reconhecimento de quem ajuda a ampliar suas vozes e suas pautas. Nesse sentido, o Prêmio Mulheres das Águas, em sua 3ª edição, registra uma menção honrosa à Primeira-Dama do Brasil, Janja Lula da Silva, por sua sensibilidade e compromisso com as marisqueiras e pescadoras brasileiras. 

Janja tem atuado na promoção da justiça social, no fortalecimento da participação feminina e na valorização dos povos das águas, contribuindo para ampliar a visibilidade das mulheres que vivem e trabalham nesses territórios. Ao longo de 2025, intensificou o diálogo com comunidades pesqueiras e marisqueiras, ouvindo suas demandas e levando suas pautas para espaços de debate nacionais e internacionais. 

Na COP30, como enviada especial para mulheres, destacou as vozes das mulheres das águas na agenda climática internacional, contribuindo para evidenciar o papel dessas trabalhadoras na proteção dos ecossistemas, na segurança alimentar e na preservação de saberes tradicionais. Ao levar essa realidade para o centro do debate global, reforçou a importância da justiça climática e do reconhecimento das comunidades tradicionais na construção de soluções para os desafios das mudanças do clima. 

Destaca-se também seu apoio à divulgação de iniciativas voltadas às mulheres da pesca e da aquicultura, como a ação Saúde das Mulheres das Águas e suas Famílias, fortalecendo a visibilidade do setor e contribuindo para que pescadoras e marisqueiras ganhem cada vez mais espaço nas políticas públicas e nas agendas de desenvolvimento sustentável. 

Ao reconhecer Janja com esta menção honrosa, o prêmio Mulheres das Águas celebra uma importante aliada na valorização das pescadoras e marisqueiras do Brasil.  

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Simone Frederigi Benassi 

Simone Frederigi Benassi foi uma bióloga formada pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), com mestrado em Engenharia Hidráulica e Saneamento pela Universidade de São Paulo (USP). Ao longo de mais de duas décadas de atuação na Itaipu Binacional, consolidou-se como uma das principais referências na gestão integrada de ecossistemas aquáticos e no desenvolvimento sustentável da aquicultura em ambientes lênticos de grande escala. 

Ingressou na Divisão de Reservatório, onde exerceu funções técnicas até assumir sua gerência entre maio de 2022 e fevereiro de 2025. Posteriormente, passou a dirigir o Departamento de Reservatório e Áreas Protegidas na Diretoria de Coordenação, fortalecendo a governança hídrica e ambiental em toda a bacia de contribuição. 

Sua liderança foi marcada pela condução de projetos estratégicos voltados para a pesca artesanal, a aquicultura familiar e o ordenamento produtivo do reservatório de Itaipu, integrando aspectos ambientais, socioeconômicos e regulatórios. Coordenou estudos avançados sobre a tilapicultura no braço Ocoí, uma das áreas do reservatório, avaliando sua influência sobre a qualidade da água, os padrões limnológicos, a integridade ecológica e os processos de sedimentação. Implantou protocolos padronizados de monitoramento ambiental, fundamentais para a gestão adaptativa da produção aquícola e para a mitigação de impactos sobre a biodiversidade nativa. 

Simone também articulou ações socioambientais, como campanhas de manejo e coleta de resíduos junto a comunidades pesqueiras, e fomentou pesquisas sobre emissões de gases de efeito estufa em ambientes aquáticos utilizados para aquicultura. Sua atuação técnica promoveu sinergia entre produção sustentável, conservação da biodiversidade e segurança hídrica, deixando um legado de excelência científica e liderança pública. 

Além disso, sua participação ativa no programa Itaipu Mais que Energia reforçou a conexão institucional entre desenvolvimento comunitário, gestão ambiental e políticas de incentivo à aquicultura de base familiar. 

Por sua contribuição ampla, consistente e de impacto direto sobre a sustentabilidade da aquicultura, da pesca e da gestão dos recursos hídricos, Simone recebe a menção honrosa no prêmio Mulheres das Águas, uma homenagem à sua trajetória, ao seu legado e à força transformadora de sua atuação em defesa dos ecossistemas aquáticos e das comunidades que deles dependem. 

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Letícia Reis Carvalho 

Letícia Reis Carvalho é a Secretária-Geral da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA). O seu mandato teve início em janeiro de 2025 e deve se estender pelo quadriênio 2025-2028. Ela é a primeira mulher a ocupar a função, uma “Mulher das Águas”, parda, latino-americana e oceanógrafa de formação. Trata-se do cargo mais alto das Nações Unidas ocupado por um brasileiro na atualidade. 

Letícia Carvalho é oceanógrafa de formação e pós-graduada em desenvolvimento sustentável. Com 26 anos de atuação na administração pública brasileira e em organismos internacionais, acumula sólida experiência como gestora e negociadora em temas relacionados à gestão dos oceanos.  

Em 2019, assumiu o cargo de Coordenadora Principal do Ramo Marinho e de Água Doce do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), em Nairóbi, no Quênia. 

No Brasil, atuou no Programa de Avaliação do Potencial Sustentável de Recursos Vivos na Zona Econômica Exclusiva (ReviZEE), responsável pelo primeiro levantamento dos potenciais sustentáveis de captura dos recursos vivos na nossa Zona Econômica Exclusiva (ZEE) brasileira. Também trabalhou no Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e como coordenadora do Ramo Marinho e de Água Doce e secretariou a fase inicial das negociações globais sobre instrumento contra a poluição plástica nos oceanos  

Na ISA, Letícia é responsável pela gestão dos recursos dos fundos marinhos além das jurisdições nacionais, que cobrem cerca de 54% da área total do oceano e são considerados patrimônio comum da humanidade. Com sede em Kingston, na Jamaica, a ISA também atua na promoção da cooperação internacional, pesquisa científica e transferência de tecnologia nos campos da pesquisa e exploração dos fundos marinhos internacionais. 

Sobre o Mulheres das Águas – O prêmio foi criado em 2023 para reconhecer o trabalho de mulheres que se destacam na pesca e aquicultura, promovendo práticas sustentáveis e, principalmente, o empoderamento das mulheres que vivem das águas. Esta edição será realizada no dia 18 de março, no Teatro Nacional, em Brasília. 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Exportações de algodão de Mato Grosso batem recorde em junho e China amplia compras da pluma brasileira

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As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso registraram um novo recorde para o mês de junho, consolidando o protagonismo do estado no comércio internacional da fibra. Impulsionadas pelo forte avanço da demanda chinesa e pela competitividade da pluma brasileira, as vendas externas apresentaram crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), elaborada com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 217,04 mil toneladas de algodão em pluma em junho de 2026. Embora o volume represente uma retração de 25,46% frente a maio, houve avanço de 63,41% na comparação com junho de 2025.

Mato Grosso lidera exportações brasileiras de algodão

Em Mato Grosso, os embarques somaram 154,18 mil toneladas em junho, resultado que representa queda mensal de 20,70%, mas crescimento de 66,38% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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O desempenho estabeleceu um novo recorde para junho na série histórica da Secex, reforçando a liderança do estado nas exportações brasileiras de algodão.

Safra 2024/25 mantém ritmo forte nas vendas externas

No acumulado da safra 2024/25, entre agosto de 2025 e junho de 2026, Mato Grosso exportou 1,97 milhão de toneladas de algodão em pluma.

O volume representa um crescimento de 13,57% em comparação ao mesmo período da temporada anterior, evidenciando o fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional da fibra.

China amplia importações e consolida liderança entre os compradores

Segundo o Imea, a China permaneceu como o principal destino do algodão mato-grossense na safra 2024/25.

As compras chinesas cresceram 53,97% em relação ao ciclo anterior e passaram a representar 19,75% de todas as exportações de algodão realizadas pelo estado.

O instituto atribui esse avanço à maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta exportável, fator que aumentou a atratividade do produto nacional frente aos concorrentes internacionais.

Mato Grosso concentra embarques para o mercado chinês

Com o forte crescimento da demanda asiática, Mato Grosso respondeu por mais da metade das exportações brasileiras de algodão destinadas à China, reforçando sua posição estratégica no abastecimento do maior mercado consumidor mundial da fibra.

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A combinação entre elevada produção, qualidade da pluma e competitividade nos preços segue fortalecendo o estado como principal polo exportador de algodão do Brasil e um dos mais relevantes fornecedores do mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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